Relatório Especial

Brasil e China: uma relação assimétrica e preocupante – PARTE I

A visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à República Popular da China (RPC), no início de 2023, foi recebida pelo líder máximo do país com palavras amistosas. “O senhor é nosso velho amigo e um bom amigo. Foi com sua atenção e apoio que as relações entre China e Brasil deram um grande salto”, disse Xi Jinping ao recém-empossado presidente do Brasil.

Lula, que governa o Brasil pela terceira vez (ele também foi presidente entre 2003 e 2010), conseguiu fazer com que a China se tornasse o principal parceiro comercial do Brasil em 2009, posição que ainda mantém. Da mesma forma, Pequim fez do Brasil o maior destino de seus investimentos estrangeiros na região – 42 por cento dos investimentos da RPC na América Latina chegam ao Brasil –, destacando o interesse de Pequim no gigante sul-americano.

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Academia

Promovendo uma logística conjunta eficaz no hemisfério ocidental
Promovendo uma logística conjunta eficaz no hemisfério ocidental

[caption id="attachment_90856" align="alignleft" width="300"] Estudantes e quadros da JLSAC 1-24 no MARCORLOGCOM. (Foto: Cortesia do Primeiro-Sargento Adrian Cervantes, do Exército dos EUA)[/caption] Em uma era marcada pela evolução das ameaças e desafios de segurança, promover a cooperação entre as nações do Hemisfério Ocidental é fundamental para garantir a estabilidade e a prosperidade regional. Nos últimos três anos, o curso de Logística Conjunta e Assistência à Segurança (JLSAC) do Instituto de Cooperação em Segurança do Hemisfério Ocidental (WHINSEC) foi integrado ao Comando de Logística do Corpo de Fuzileiros Navais (MARCORLOGCOM), apresentando uma oportunidade única de aprimorar a cooperação em segurança e [ … ]

O Acordo de Status das Forças entre os EUA e o Equador Roteiro de assistência ao setor de segurança do Equador
O Acordo de Status das Forças entre os EUA e o Equador Roteiro de assistência ao setor de segurança do Equador

Desde a reabertura do Escritório de Cooperação em Segurança (OSC) no Equador em 2018, a cooperação bilateral vem aumentando em um ritmo exponencial. Em 2023, o Equador estava se preparando para sediar o Exercício Resolute Sentinel 2023, que teria sido o maior exercício militar bilateral realizado em território equatoriano. Esperava-se a participação de cerca de 1.000 funcionários americanos de todos os ramos de serviço. No entanto, à medida que o planejamento avançava, uma das maiores questões pendentes era como fazer com que essa quantidade de militares dos EUA e equipamentos associados entrassem no Equador. Naquela época, todos os militares que [ … ]

A participação do Brasil na cooperação internacional em Ação contra Minas
A participação do Brasil na cooperação internacional em Ação contra Minas

Em 4 de abril, foi celebrado o Dia Internacional para Conscientização e Assistência na Ação contra Minas, estabelecido em 2005 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O Exército Brasileiro é referência no trabalho de desminagem e de desativação de artefatos explosivos. Neste artigo, o Capitão Davyson Anderson Cavalcanti Sobral, da Arma de Engenharia do Exército Brasileiro, aborda o papel do Brasil na ação internacional contra as minas. Não restam dúvidas de que os conflitos armados, quer sejam regulares ou irregulares, afetam diretamente a população local. As minas antipessoais e os restos explosivos de guerra permanecem após esses conflitos, deixando [ … ]

O oficial de ligação da nação anfitriã – um multiplicador de força tática
O oficial de ligação da nação anfitriã – um multiplicador de força tática

Introdução A integração de Oficiais de Ligação (LNOs) da nação anfitriã nas Organizações de Cooperação em Segurança (SCOs) dos EUA serve para atender aos objetivos estratégicos e operacionais dos EUA. O conceito de dissuasão integrada, conforme descrito na Estratégia de Defesa Nacional dos EUA, enfatiza uma abordagem holística combinada com nossos aliados e parceiros para aumentar o entendimento compartilhado, otimizando investimentos futuros. A integração de nossos parceiros na cooperação de segurança permite que ambos os lados entendam melhor como nossas forças operam em tempos de paz e como poderíamos operar juntos em tempos de crise, proporcionando familiaridade cultural e mitigando [ … ]

Revistas

General de Exército Javier Eduardo Iturriaga del Campo, comandante do Exército do Chile
“Uma de nossas áreas de missão é contribuir para a cooperação internacional e a política externa do nosso país e, nesse contexto, o Exército mantém uma ampla agenda de conhecimento e cooperação a nível regional e internacional com as nações parceiras. As Forças Armadas do Chile estão atualmente participando de várias missões de paz, especificamente em Bósnia e Herzegovina, Chipre, Colômbia e Oriente Médio e, nesta área, também participam de exercícios como o Vanguarda do Sul do Comando Sul dos EUA.”
General de Exército Javier Eduardo Iturriaga del Campo, comandante do Exército do Chile
Coronel (R) Gladys Pecci, vice-ministra da Defesa Nacional do Paraguai
“Apenas 5,6 por cento do total dos membros das Forças Armadas [do Paraguai] são mulheres e queremos aumentar essa cifra. O Ministério da Defesa e as Forças Armadas estão sendo muito receptivos quanto a romper paradigmas estruturais estabelecidos, permitindo que as mulheres cumpram determinadas funções, porque consideramos que a democracia se engrandece quando existe a inclusão das mulheres no âmbito da defesa.”
Coronel (R) Gladys Pecci, vice-ministra da Defesa Nacional do Paraguai
General de Brigada William L. Thigpen, comandante geral do Exército Sul dos EUA
A colaboração e a parceria oriundas de um exercício como esse [Vanguarda do Sul 22] são extremamente importantes para nós. Elas geram interoperabilidade. Também nos permitem compreender as capacidades uns dos outros. Mas, o mais importante é que fomenta o companheirismo a nível tático, bem como a prontidão para ambos os países e a parceria.”
General de Brigada William L. Thigpen, comandante geral do Exército Sul dos EUA
General de Brigada Steven Ortega, comandante da Força de Defesa de Belize
Nosso relacionamento com o México é muito bom. Atualmente, oferecemos ao México direitos de sobrevoo, para que possam localizar os voos ilegais e identificar onde eles poderiam pousar, para que estejamos em uma melhor posição de resposta. Realizamos patrulhas combinadas ao longo da fronteira com os mexicanos e isso está funcionando de maneira excelente.
General de Brigada Steven Ortega, comandante da Força de Defesa de Belize
General de Brigada Miguel Ángel Rivas Bonilla, subchefe do Estado-Maior Conjunto da Força Armada de El Salvador
Nós nos integramos de diferentes maneiras para combater o crime organizado transnacional em nossas fronteiras. Uma delas é através da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas, onde desenvolvemos relações baseadas no apoio e na confiança mútua, entre os quais se destacam os patrulhamentos de fronteiras transnacionais.
General de Brigada Miguel Ángel Rivas Bonilla, subchefe do Estado-Maior Conjunto da Força Armada de El Salvador