Relatório Especial

Equador na encruzilhada do crime transnacional: Violência, reconfiguração criminosa e desafio regional – PARTE II

Durante décadas, o Equador foi visto como uma exceção em uma região assolada por narcotráfico, violência armada e captura criminosa do Estado. Enquanto os países vizinhos enfrentavam guerras abertas entre cartéis e forças estatais, o país parecia manter-se à margem dessas dinâmicas. Essa imagem começou a desgastar-se lentamente e acabou colapsando em janeiro de 2024, quando o presidente Daniel Noboa declarou um conflito armado interno e designou 22 organizações criminosas como grupos terroristas.

A medida revelou uma realidade que vinha incubando-se há anos, com um aumento vertiginoso de homicídios, gangues armadas disputando o controle territorial, prisões transformadas em centros operacionais criminosos e instituições sobrecarregadas. O Equador não era mais um ator periférico do narcotráfico regional, mas um nó estratégico em redes criminosas transnacionais.

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Academia

Sanções, apreensões e vigilância combatem o tráfico de drogas sintéticas na região do Indo-Pacífico
Sanções, apreensões e vigilância combatem o tráfico de drogas sintéticas na região do Indo-Pacífico

Este artigo foi publicado originalmente na FORUM, revista do Comando Indo-Pacífico dos EUA, em 12 de março de 2026. O comércio de drogas sintéticas, liderado pelo fentanil e pela metanfetamina, evoluiu de uma atividade criminosa para um fenômeno geopolítico complexo, exigindo uma resposta internacional abrangente e multidimensional. Essa crise global depende do fornecimento constante de precursores químicos — principalmente da China —, impulsionando duas epidemias distintas, mas interligadas, em toda a região do Indo-Pacífico. Ela é caracterizada pelo tráfico, pela rotulagem incorreta, pelo uso de empresas de fachada e pela exploração de ambiguidades legais e diferenças entre nações e instituições [ … ]

“Uma abordagem simples”: analistas afirmam que a cooperação regional é crucial na luta contra a pesca ilegal
“Uma abordagem simples”: analistas afirmam que a cooperação regional é crucial na luta contra a pesca ilegal

Este artigo foi publicado originalmente na revista ADF, do Comando Africano dos Estados Unidos, em 6 de novembro de 2025. A África perde cerca de US$ 11,2 bilhões em receita anual devido à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU). O desafio é particularmente grave na África Ocidental, que perde até US$ 9,4 bilhões devido a esse flagelo. A pesca ilegal por traineiras industriais e semi-industriais estrangeiras, particularmente da China, tem causado insegurança alimentar e ameaçado os empregos de mais de 10 milhões de homens e mulheres que trabalham na pesca artesanal africana. Os profissionais de segurança reconhecem a [ … ]

Ramo militar iraniano lança sua sombra sobre a África
Ramo militar iraniano lança sua sombra sobre a África

  Este artigo foi publicado originalmente na revista do Comando dos EUA para a África ADF, em 11 de março de 2026. Enquanto potências estrangeiras assinam acordos comerciais e aprofundam laços diplomáticos na África, um ator estrangeiro opera principalmente nos bastidores: a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). “O IRGC, o império de inteligência militar do regime, passou 40 anos construindo uma rede paralela por toda a África, inserindo-se em conflitos locais, recrutando partidários ideológicos, armando movimentos insurgentes e transformando regiões inteiras em extensões do projeto estratégico de Teerã”, segundo uma postagem no blog da jornalista de origem iraniana Shabnam [ … ]

Espaço e ciberespaço: fatores significativos na Operação Epic Fury
Espaço e ciberespaço: fatores significativos na Operação Epic Fury

  Este artigo foi publicado originalmente na revista do Comando Espacial dos EUA Apogee, em 4 de março de 2026. Na escuridão que antecedeu o amanhecer, antes que a Operação Epic Fury viesse a público, os primeiros golpes contra o Irã foram desferidos por forças em órbita a centenas de quilômetros acima da Terra. O que se desenrolou, antes da destruição de centenas de alvos, segundo autoridades do Pentágono, foi o início de grandes operações de combate no espaço e no ciberespaço. “Como sempre, a segurança operacional foi fundamental, pois buscávamos manter e preservar o elemento surpresa”, afirmou o Marechal [ … ]

Revistas

General de Exército Javier Eduardo Iturriaga del Campo, comandante do Exército do Chile
“Uma de nossas áreas de missão é contribuir para a cooperação internacional e a política externa do nosso país e, nesse contexto, o Exército mantém uma ampla agenda de conhecimento e cooperação a nível regional e internacional com as nações parceiras. As Forças Armadas do Chile estão atualmente participando de várias missões de paz, especificamente em Bósnia e Herzegovina, Chipre, Colômbia e Oriente Médio e, nesta área, também participam de exercícios como o Vanguarda do Sul do Comando Sul dos EUA.”
General de Exército Javier Eduardo Iturriaga del Campo, comandante do Exército do Chile
Coronel (R) Gladys Pecci, vice-ministra da Defesa Nacional do Paraguai
“Apenas 5,6 por cento do total dos membros das Forças Armadas [do Paraguai] são mulheres e queremos aumentar essa cifra. O Ministério da Defesa e as Forças Armadas estão sendo muito receptivos quanto a romper paradigmas estruturais estabelecidos, permitindo que as mulheres cumpram determinadas funções, porque consideramos que a democracia se engrandece quando existe a inclusão das mulheres no âmbito da defesa.”
Coronel (R) Gladys Pecci, vice-ministra da Defesa Nacional do Paraguai
General de Brigada William L. Thigpen, comandante geral do Exército Sul dos EUA
A colaboração e a parceria oriundas de um exercício como esse [Vanguarda do Sul 22] são extremamente importantes para nós. Elas geram interoperabilidade. Também nos permitem compreender as capacidades uns dos outros. Mas, o mais importante é que fomenta o companheirismo a nível tático, bem como a prontidão para ambos os países e a parceria.”
General de Brigada William L. Thigpen, comandante geral do Exército Sul dos EUA
General de Brigada Steven Ortega, comandante da Força de Defesa de Belize
Nosso relacionamento com o México é muito bom. Atualmente, oferecemos ao México direitos de sobrevoo, para que possam localizar os voos ilegais e identificar onde eles poderiam pousar, para que estejamos em uma melhor posição de resposta. Realizamos patrulhas combinadas ao longo da fronteira com os mexicanos e isso está funcionando de maneira excelente.
General de Brigada Steven Ortega, comandante da Força de Defesa de Belize
General de Brigada Miguel Ángel Rivas Bonilla, subchefe do Estado-Maior Conjunto da Força Armada de El Salvador
Nós nos integramos de diferentes maneiras para combater o crime organizado transnacional em nossas fronteiras. Uma delas é através da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas, onde desenvolvemos relações baseadas no apoio e na confiança mútua, entre os quais se destacam os patrulhamentos de fronteiras transnacionais.
General de Brigada Miguel Ángel Rivas Bonilla, subchefe do Estado-Maior Conjunto da Força Armada de El Salvador