Forças Armadas do Brasil realizam operação conjunta a bordo do NAM Atlântico

Forças Armadas do Brasil realizam operação conjunta a bordo do NAM Atlântico

Por Anderson Gabino/Diálogo
setembro 20, 2021

O Ministério da Defesa (MD) do Brasil coordenou entre os dias 28 de agosto e 4 de setembro a Operação Poseidon 2021, através da qual, pela primeira vez, helicópteros e tripulações das três Forças Armadas operaram conjuntamente em um exercício de interoperabilidade, a bordo do Navio Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, da Marinha do Brasil (MB).

O exercício conjunto aumenta a interoperabilidade, estimulando o desenvolvimento de doutrinas que priorizem e promovam a unidade entre as forças.

O chefe de Operações Conjuntas do MD, Almirante de Esquadra Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, da MB, explicou que em 2020 ocorreu um treinamento semelhante, porém, com o navio fundeado no mar. “Agora, nós passamos para uma nova fase, com o navio navegando. Isso tem uma diferença sensível para os pilotos, que precisam se qualificar. Teremos outras fases a serem cumpridas nos próximos anos”, esclareceu.

O Almirante de Esquadra Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, da Marinha do Brasil, chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, revelou, durante a Operação Poseidon 2021, que haverá outras fases a serem cumpridas nos próximos anos.

Foram realizadas diversas atividades a bordo do navio capitânia da esquadra brasileira. Dentre elas, destacam-se Fast Rope (técnicas de infiltração por aeronaves) e QRPB (Qualificação e Requalificação em Pouso a Bordo). Este último consiste em uma atividade voltada para a familiarização das tripulações, das aeronaves e do navio na operação de pouso e decolagem, com o navio em movimento.

Entre os participantes do exercício, estava o 1º Tenente Rodrigo Galardo, da Força Aérea Brasileira (FAB), o qual participou, em 2019, das operações de busca e salvamento na tragédia de Brumadinho, Minas Gerais, onde houve um deslizamento de terra sem precedentes na história do Brasil.

Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil também participaram da Operação Poseidon 2021, realizando o exercício de Fast Rope, que é umatécnica de infiltração por aeronave. (Foto: Anderson Gabino/Diálogo)

O oficial ressaltou as dificuldades de se pousar em um navio em movimento, no meio do oceano. “O maior desafio é pelo fato de não termos chegado a simular um voo como este, pois é a primeira vez que estamos realizando um pouso em algo que está se movendo. Isso realmente é novo para a gente: estar em alto-mar, onde não tem muito horizonte e não tem algo fixo para se estabilizar. Então isso acaba agregando valor na nossa aproximação”, relatou o 1º Ten Galardo.

Além das atividades já citadas, ocorreu o exercício de “hangaragem”, que é utilizado para reduzir o espaço ocupado pelo helicóptero, sendo necessária a dobragem das hélices. Já a atividade conhecida como “homem ao mar” envolve todos os militares do navio, os quais devem estar prontos para recolher um ou mais tripulantes que tenham caído na água; já o outro exercício foi o EVAM (Evacuação Aeromédica), que consiste no transporte por via aérea de militares ou civis, feridos ou enfermos.

 

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