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Conselheiro militar canadense discute a importância do Programa de Oficiais de Ligação do SOUTHCOM

Conselheiro militar canadense discute a importância do Programa de Oficiais de Ligação do SOUTHCOM

Por Steven McLoud/Diálogo
maio 17, 2021

Natural de Sherbrooke, Quebec, Canadá, o Tenente-Coronel Ghislain Rancourt entrou para a Real Força Aérea Canadense em 1982. Como navegador aéreo, o Ten Cel Rancourt tem mais de 3.800 horas de voo nas aeronaves CP 140 Aurora e CC 130 Hercules e dois destacamentos no Afeganistão. Durante seu segundo período, ele serviu como conselheiro estratégico do comandante da Força Internacional de Assistência à Segurança, em Cabul.

Antes de vir para o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), em 2016, como parte do programa Conselheiro Militar de Nações Parceiras (PNMA, em inglês), também conhecido como programa de Oficiais de Ligação das Nações Parceiras, o Ten Cel Rancourt passou três anos na Força-Tarefa Interagencial Sul como oficial de ligação canadense em Key West, Flórida.  Ele está prestes a assumir sua próxima missão neste verão no Comando Norte dos EUA, em Colorado Springs, Colorado.

Diálogo: Qual a importância para o Canadá de participar do programa PNMA do SOUTHCOM?

Tenente-Coronel da Real Força Aérea Canadense Ghislain Rancourt, conselheiro do programa Conselheiro Militar das Nações Parceiras do SOUTHCOM: O Canadá tem representação em todos os comandos combatentes dos EUA, e estar no Comando Sul é muito importante para nós, porque realizamos muitos trabalhos de desenvolvimento e assistência profissional na região da América Latina e do Caribe. É muito importante que nos reunamos e nos sincronizemos para ver como podemos colaborar em determinadas áreas. Minha presença aqui facilita esse intercâmbio.

Muitas pessoas perguntam por que o Canadá está aqui no SOUTHCOM, por estarmos no norte. Não temos ilhas canadenses na região, como outros países. Como mencionei anteriormente, é porque queremos ajudar a região, a região caribenha. E ela faz parte da nossa vizinhança porque há uma grande diáspora do Caribe no Canadá, e só faz sentido para nós estarmos aqui para ajudá-los para que eles se ajudem no futuro.

Diálogo: O SOUTHCOM tem atualmente 11 oficiais no programa de ligação. Por que é importante para as nações parceiras do hemisfério ocidental estarem envolvidas aqui?

Ten Cel Rancourt: Isso nos permite uma compreensão melhor de algumas necessidades que nossos parceiros possam ter aqui. Trata-se de criar um relacionamento, e eu posso compartilhar minha experiência com eles e mostrar como atuamos. E eu aprendo como eles atuam para que assim possamos utilizar, talvez, algumas das melhores práticas que jamais havíamos imaginado.

Diálogo: Quais foram seus objetivos ao chegar no SOUTHCOM?

Ten Cel Rancourt: Um deles foi melhorar o intercâmbio de informações entre os parceiros e acho que conseguimos fazer isso. Além disso, obter uma melhor colaboração com os parceiros e o SOUTHCOM. Meu principal objetivo aqui é aumentar o intercâmbio de informações, aumentar a colaboração com o SOUTHCOM em atividades dentro da região para solucionar conflitos, colaborar ou não interferir com os demais.

Diálogo: Como a pandemia do coronavírus afetou o Canadá e que papel assumiram as Forças Armadas para ajudar as autoridades civis?

Ten Cel Rancourt: O Canadá é um país grande, o segundo maior país do mundo, mas tem uma população de apenas 38 milhões de pessoas. Assim sendo, existem muitas comunidades remotas em toda sua extensão. E nós conseguimos ir e ajudar no transporte de algumas pessoas vulneráveis das áreas remotas que temos no norte do país para áreas mais seguras. Outra coisa que fizemos foi ajudar com a distribuição de EPIs [equipamentos de proteção individual].

À medida que avançamos, temos a Operação Vector, que é a distribuição da vacina. Temos um general de duas estrelas que foi destacado à agência de saúde pública do Canadá. Sua função é ajudar no planejamento da distribuição e da logística relacionada à distribuição da vacina.

Diálogo: Agora que o senhor vai para o Comando Norte, quais as lições aprendidas durante seu mandato aqui, e como o senhor espera implementá-las em sua nova função?

Ten Cel Rancourt: As lições aprendidas são tudo aquilo que se ganha com os relacionamentos que se tem. Eu acho muito importante ser persistente. Nunca aceitar um “não” como resposta inicial a uma questão que você possa ter, porque, no fundo, sabemos que desejamos ouvir um “sim”. Apenas seja persistente e tenha uma boa formação para abordar um problema. É muito bom dizer: veja, temos um grande problema aqui e precisamos solucioná-lo. Deve-se encontrar uma solução, tentar colaborar com ideias para tornar tudo melhor.

Essencialmente, a lição que aprendi é garantir que você construa bons relacionamentos. Cada comando é um pouco diferente. Cada comando tem seu próprio método de fazer as coisas da maneira que considera confortáveis. Não tenha medo de desafiar o status quo, porque o status quo pode não ser sempre a decisão mais fácil, mas às vezes é preciso abrir passagem para chegar aonde você necessita estar.

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