Localizado no coração da América do Sul e atravessado por alguns dos mais importantes corredores comerciais e fluviais s do continente, o Paraguai enfrenta desafios de segurança decorrentes de sua posição estratégica e da crescente sofisticação do crime organizado transnacional. Em resposta, o país promoveu reformas institucionais, modernizou suas capacidades de segurança e fortaleceu a cooperação com seus parceiros regionais e internacionais.
Em entrevista exclusiva à Diálogo, o ministro do Interior, Enrique Riera, explica como o Paraguai busca consolidar uma arquitetura de segurança capaz de enfrentar essas ameaças, fortalecer suas instituições e ampliar a cooperação para proteger a estabilidade regional.
Diálogo: O Paraguai figura entre os países mais seguros da América Latina, com uma das taxas de homicídio mais baixas da região. No entanto, o país também enfrenta ameaças cada vez mais complexas ligadas ao crime organizado transnacional, ao tráfico de drogas e ao contrabando. Como o senhor explica esse aparente paradoxo e quais considera serem os principais desafios para preservar a segurança do país?
Enrique Riera, ministro do Interior do Paraguai: O Paraguai é um país relativamente jovem em termos de estabilidade democrática. Em mais de 500 anos de história, estes últimos 35 anos foram os primeiros de estabilidade política sustentada e de transferência pacífica do poder, o que nos permitiu avançar e retroceder, mas sempre em liberdade. Dito isso, é preciso reconhecer que a segurança, durante muito tempo, não ocupou um lugar prioritário na agenda nacional. A isso se somou a pandemia, que enfraqueceu ainda mais os mecanismos de controle.
As organizações criminosas aproveitaram essas fragilidades institucionais, e o Paraguai acabou se tornando um país de trânsito para o tráfico de drogas. No Chaco, região ocidental do país, chegaram a operar cerca de 1.000 pistas clandestinas, utilizadas para transportar drogas até a região metropolitana de Assunção, onde eram ocultadas em contêineres de exportação, camufladas entre móveis, instrumentos musicais, soja, arroz ou carne.
Ao mesmo tempo, surgiram ameaças antes pouco frequentes, como os assassinatos por encomenda e a expansão de organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, que ampliaram sua influência nas zonas de fronteira e dentro do sistema penitenciário.
O impacto foi muito além do tráfico de drogas. Hoje, temos cerca de 90 mil jovens com menos de 25 anos com problemas de uso de drogas e estimamos que cerca de 80 por cento dos crimes estejam associados a essa realidade. Por isso, nossa estratégia está focada tanto no combate ao tráfico quanto na redução do consumo e da distribuição de drogas.
Apesar desses desafios, o Paraguai continua sendo um dos países mais seguros da região. A diferença é que hoje o Estado recuperou o controle. Incorporamos radares, aeronaves, scanners, cães farejadores e novos sistemas de vigilância que fortaleceram nossa capacidade de fiscalização. Como resultado, a cocaína que antes era detectada na Europa agora está sendo apreendida dentro do Paraguai. O tráfico de drogas já não encontra aqui o corredor livre de que desfrutou por muitos anos.
Diálogo: Dentro da nova arquitetura de segurança que o Paraguai vem construindo nos últimos anos, um dos avanços mais visíveis tem sido o fortalecimento da Polícia Nacional por meio da incorporação de novos efetivos, da modernização de equipamentos e da ampliação dos sistemas de vigilância e patrulhamento. Como esses investimentos contribuíram para fortalecer a capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado transnacional e quais são as principais capacidades que o Paraguai ainda precisa desenvolver?
Riera: A primeira coisa que é preciso entender é que a Polícia, sozinha, não é suficiente. A segurança exige instituições fortes, coordenação entre o Estado e uma força policial com capacidade operacional real. Isso significa melhores comunicações, mobilidade, tecnologia e profissionalização.
Nossa aposta tem sido justamente investir nessas capacidades. Promovemos uma profunda reforma policial por meio de uma lei que destina cerca de R$ 514 milhões em benefícios sociais aos policiais e incorpora o polígrafo como requisito para promoções. A mensagem é clara: quem age com integridade tem estabilidade e oportunidades, e quem se desvia da lei perde esses benefícios.
Ao mesmo tempo, quase duplicamos a capacidade operacional da Polícia Nacional, passando de aproximadamente 24 mil para cerca de 39 mil efetivos. Além disso, investimos em equipamentos. Adquirimos 600 caminhonetes, 1.000 motocicletas de alta cilindrada, 2.800 rádios, 8.000 coletes à prova de balas e novos sistemas de comunicação e geolocalização que permitem supervisionar as operações em tempo real a partir dos centros de controle.
Também desenvolvemos capacidades inéditas para o país. Incorporamos as primeiras tornozeleiras eletrônicas e, com o apoio da Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA), modernizamos o sistema nacional de emergências 9-1-1 por meio de inteligência artificial para melhorar a capacidade de resposta.
No entanto, ainda temos desafios importantes a enfrentar. A Polícia prende entre 80 e 100 pessoas por dia, mas apenas cerca de 25 por cento acabam sendo processadas. Isso demonstra que o Ministério Público e o Poder Judiciário devem avançar no mesmo ritmo que a Polícia e que também é necessário fortalecer as políticas de reinserção social. Com esse objetivo, impulsionamos a Mesa pela Justiça, um mecanismo de coordenação entre as instituições responsáveis pela segurança e pela administração da justiça.
Compreendemos, além disso, que a luta contra o crime organizado não pode se limitar à ação policial. Um dos principais desafios continua sendo o consumo de drogas; por isso, lançamos o Plano Sumar, uma estratégia baseada em três eixos: prevenção, tratamento e reabilitação dos usuários, além do combate permanente ao tráfico de drogas. O plano integra o Ministério do Interior, a Polícia Nacional, a Secretaria Nacional Antidrogas e outras instituições sob uma mesma premissa: enfrentar o crime organizado exige uma resposta coordenada de todo o Estado.
Diálogo: Vários relatórios têm apontado que um dos maiores desafios de segurança no Paraguai tem sido o controle do sistema penitenciário. Que medidas o Estado implementou para fortalecer a segurança e a governança do sistema penitenciário e qual é o nível de ameaça que as organizações transnacionais representam para a segurança nacional e regional?
Riera: Recuperar o controle das prisões era indispensável para recuperar o controle do Estado. O presidente da República me encarregou de intervir na Penitenciária Nacional de Tacumbú, uma prisão com mais de 70 anos que abrigava o dobro da população para a qual havia sido projetada.
Quando entramos, encontramos um estabelecimento que, na prática, já não estava sob o controle do Estado. A autoridade só chegava até o segundo dos sete anéis de segurança; o restante era controlado pelas organizações criminosas. Os detentos não fugiam porque não precisavam. Tinham eletricidade, água, telefones, televisores, combustível, armas e até mesmo espaços onde funcionavam negócios completamente à margem da autoridade penitenciária.
Essa estrutura também havia contaminado as instituições. O dinheiro do tráfico de drogas permitiu corromper funcionários e enfraquecer a capacidade do Estado de exercer autoridade dentro da prisão. Recuperar Tacumbú significava muito mais do que intervir em uma prisão; significava restabelecer a autoridade do Estado.
A intervenção, conhecida como Operação Veneratio, marcou um ponto de inflexão e hoje tem sido estudada até mesmo por outros países da região. Recuperamos a governança do principal centro penitenciário do país e iniciamos uma transformação integral do sistema.
Um dos maiores desafios era a presença de membros do PCC que utilizavam documentos paraguaios falsos. Em coordenação com o Brasil, realizamos processos de identificação biométrica, cruzamos informações com as autoridades brasileiras e expulsamos mais de 150 membros dessa organização, muitos deles com penas pendentes de 30 a 40 anos no Brasil.
Hoje posso afirmar que recuperamos o controle efetivo das prisões, enfraquecemos a influência das organizações criminosas transnacionais e fortalecemos a segurança do país.
Diálogo: O controle do espaço aéreo tornou-se um componente cada vez mais importante na luta contra o crime organizado transnacional. Após a aquisição de radares de alta tecnologia por meio do programa Vendas Militares ao Exterior (FMS) dos Estados Unidos, de que forma essas capacidades fortalecem a detecção e o combate às redes de tráfico de drogas que utilizam voos clandestinos e qual impacto espera-se que tenham para a segurança regional?
Riera: A relação com os Estados Unidos é histórica e hoje atravessa um de seus melhores momentos. Compartilhamos uma visão estratégica sobre a estabilidade regional e a luta contra o crime organizado, partindo de uma premissa simples: sem segurança, não há investimento, desenvolvimento, comércio nem crescimento. Por isso, transformamos a segurança em uma prioridade nacional.
Essa mesma visão e cooperação se traduz hoje em projetos concretos, como a incorporação de novos radares por meio do programa FMS, que reforçarão significativamente o controle do espaço aéreo paraguaio.
Esses sistemas complementam o fortalecimento que também promovemos na hidrovia e nas fronteiras terrestres. Nosso objetivo é construir uma arquitetura de segurança integrada, na qual as informações geradas pelos radares, pelas patrulhas fluviais, pelas forças terrestres e pelos sistemas de inteligência possam ser compartilhadas em tempo real para antecipar os movimentos do crime organizado, em vez de reagir quando o crime já foi cometido.
Essa é a mudança de paradigma. A tecnologia deixou de ser um complemento para se tornar um dos principais multiplicadores de nossas capacidades operacionais.
Diálogo: Como o senhor mencionou, os desafios de segurança hoje vão além do controle do espaço aéreo e se estendem também ao âmbito fluvial. A Hidrovia Paraguai-Paraná é um corredor estratégico para o comércio regional, mas também uma rota utilizada por organizações criminosas para o tráfico de drogas, armas e outras mercadorias ilícitas. Qual é a situação atual de segurança nessa hidrovia e qual papel a cooperação com os Estados Unidos desempenhou no fortalecimento das capacidades do Paraguai para controlar esse corredor e combater o crime organizado transnacional?
Riera: Nossa localização geográfica nos tornou, historicamente, um ponto estratégico para o comércio regional. Por muitos anos, servimos como ponto de triangulação, por onde mercadorias entram de um país, atravessam nosso território e saem rumo a outro mercado. O problema é que, quando esses corredores operam com pouca presença do Estado, não circula apenas o comércio legal; também passam drogas, armas, combustíveis, minerais e todo tipo de mercadorias ilícitas.
A Hidrovia Paraguai-Paraná, por onde passa cerca de 80 por cento do comércio exterior paraguaio, tornou-se um dos principais corredores utilizados pelo crime organizado.
Essa realidade ficou evidente com a Operação Dakov, realizada em dezembro de 2023, que desmantelou a maior rede de tráfico ilegal de armas detectada até então na América Latina. As armas entravam legalmente no Paraguai por meio de empresas de fachada e, em seguida, eram enviadas clandestinamente para o Brasil, onde acabavam nas mãos do PCC e do Comando Vermelho.
Diante desse desafio, decidimos reforçar o controle fluvial, e a cooperação com os Estados Unidos tem sido fundamental para alcançarmos nossos objetivos.
Por meio do Acordo sobre o Estatuto das Forças, recebemos recentemente oito lanchas interceptadoras e foi inaugurado um moderno centro unificado de comando e controle que permite monitorar as operações em tempo real por meio de sistemas de vigilância instalados nas próprias embarcações.
Como resultado, a capacidade operacional da Prefeitura Naval foi transformada. Hoje podemos detectar, interceptar e coordenar operações de uma forma que antes simplesmente não era possível. Além disso, este programa continuará com a incorporação de mais 10 lanchas, juntamente com novos programas de capacitação e intercâmbio permanente de informações.
O tráfico fluvial deixa poucos rastros e só pode ser combatido por meio de vigilância permanente, inteligência e estreita coordenação entre a Marinha, a Polícia e as demais instituições do Estado. Graças a esse trabalho, recuperamos o controle dos corredores fluviais, reduzimos significativamente as atividades ilícitas e favorecemos a formalização do comércio, o que se reflete em um maior movimento de mercadorias legais e em um aumento da arrecadação tributária.
Diálogo: O Paraguai compartilha extensas fronteiras com países que enfrentam desafios semelhantes relacionados ao tráfico de drogas, ao contrabando e a outras atividades ilícitas transnacionais. Como o senhor avalia a cooperação atual com parceiros regionais como Brasil, Argentina e Bolívia em matéria de intercâmbio de inteligência, coordenação operacional e segurança de fronteiras, e qual a importância dessa colaboração para a segurança do Paraguai e da região?
Riera: Contamos com um modelo que se mostrou extraordinariamente bem-sucedido. O Comando Tripartite é uma unidade permanente instalada na Tríplice Fronteira e integrada pelas forças policiais do Paraguai, do Brasil e da Argentina. Lá, compartilhamos informações de inteligência, coordenamos operações e trabalhamos conjuntamente todos os dias. É, provavelmente, um dos melhores exemplos de cooperação regional que temos.
Esse mecanismo está em funcionamento há mais de três décadas e tem permitido localizar e expulsar rapidamente criminosos procurados pela justiça dos três países, além de fortalecer a resposta ao crime organizado sem a necessidade de longos processos burocráticos, exceto nos casos que exigem extradição.
Com base nesse modelo, também estamos promovendo comandos bipartites em diferentes pontos da fronteira com o Brasil. Eles já operam em Salto del Guairá-Guaíra e Pedro Juan Caballero-Ponta Porã, e em breve incorporaremos outro entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho, onde se conectará o novo Corredor Bioceânico.
Esse corredor representa uma enorme oportunidade econômica, mas também um desafio para a segurança. Eleligará o Brasil aos portos do Pacífico, atravessando o Paraguai e a Argentina, movimentando milhares de caminhões por dia. Nosso objetivo é facilitar o comércio legal sem transformá-lo em uma nova rota para o tráfico de drogas, armas ou pessoas.
Para isso, desenvolvemos um modelo de controle integrado com postos de fronteira de balcão único, reconhecimento facial, leitores de placas, drones e scanners de última geração.
A cooperação regional, o intercâmbio de inteligência e a incorporação de novas tecnologias são essenciais para enfrentar organizações criminosas que operam sem respeitar fronteiras.
Diálogo: O crescimento do crime organizado na América Latina deixou de ser apenas um desafio de segurança para se tornar também uma ameaça às instituições do Estado, ao desenvolvimento econômico e à estabilidade democrática. Como o senhor avalia hoje esse risco no Paraguai e o que considera prioritário para fortalecer a resiliência institucional diante dessa ameaça?
Riera: É uma pergunta muito importante nos dias de hoje, pois estou convencido de que o crime organizado representa atualmente a maior ameaça às nossas democracias. Não estamos mais falando apenas de violência ou tráfico de drogas. O verdadeiro objetivo dessas organizações é se infiltrar nas instituições, conquistar espaços de poder e colocar o Estado a serviço de seus interesses.
O Paraguai não está imune a esse risco. Tivemos cinco deputados detidos por supostas ligações com o tráfico de drogas, além de investigações que atingiram o Senado, o Poder Judiciário e o Ministério Público. Isso demonstra que nenhuma instituição está completamente protegida contra essa ameaça.
O maior perigo surge quando o crime organizado começa a financiar a política. Se um representante eleito passa a responder àqueles que financiaram sua campanha, e não aos cidadãos que o elegeram, a democracia começa a se distorcer. Governa-se para proteger interesses criminosos e não o interesse público. Essa é, para mim, a ameaça mais grave que enfrentamos.
Hoje, diria que o Paraguai tem conseguido se defender razoavelmente bem, embora ainda existam pontos mais vulneráveis, especialmente no âmbito local. As autoridades municipais e alguns governos regionais costumam enfrentar uma pressão muito maior por parte das organizações criminosas, sobretudo nas áreas onde as economias ilícitas têm presença mais forte. Ainda temos uma batalha muito importante pela frente.
Diante disso, adotamos uma política de impunidade zero. Fortalecemos a legislação contra a lavagem de dinheiro com o apoio dos Estados Unidos, o que permitiu ao Paraguai sair da lista cinza do Grupo de Ação Financeira da América Latina (GAFILAT). Também elevamos a Diretoria de Assuntos Internos ao mais alto nível dentro da Polícia Nacional para reforçar os controles internos.
Os resultados começam a aparecer: mais de 400 policiais foram afastados da instituição e mais de 1.000 continuam sujeitos a processos disciplinares. Ao mesmo tempo, o Poder Judiciário, o Ministério Público e o Congresso fortaleceram seus próprios mecanismos de controle.
No fim das contas, a melhor defesa contra o crime organizado continua sendo a solidez das instituições. Nossa responsabilidade é eliminar as brechas de impunidade e garantir que ninguém esteja acima da lei.
Diálogo: Para concluir, como o senhor definiria o posicionamento estratégico do Paraguai e qual é o papel que o país desempenha hoje na segurança regional?
Riera: O Paraguai está no coração da América do Sul e essa localização, que por muitos anos foi vista como uma desvantagem, hoje constitui um dos nossos principais ativos estratégicos. Somos um ponto de conexão para a região, e isso nos confere um valor especial do ponto de vista da segurança, da cooperação e do investimento.
Essa posição é respaldada pela estabilidade do país. Há três décadas crescemos acima da média regional, a pobreza extrema foi reduzida para cerca de 2,3 por cento, mantemos a inflação sob controle e uma das dívidas públicas mais baixas da região. Essa combinação de estabilidade política, econômica e segurança jurídica fortaleceu a imagem internacional do Paraguai.
Com os Estados Unidos, fica claro que compartilhamos uma visão estratégica de segurança muito bem definida. E essa afinidade se traduz em uma cooperação permanente com agências como a DEA, o FBI e a CIA, em programas de capacitação e no fortalecimento de nossas capacidades para enfrentar ameaças transnacionais.
Também estamos avaliando a criação de um centro antiterrorista no Paraguai, considerando a importância estratégica da Tríplice Fronteira entre Paraguai, Brasil e Argentina, uma zona que, durante muitos anos, esteve exposta à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
O Paraguai mantém, além disso, relações sólidas com Jerusalém e Taipé, alianças que fortalecem nosso posicionamento internacional. Nesse contexto, promovemos, juntamente com Taiwan, a criação de um centro de inteligência artificial e buscamos aproveitar outra vantagem competitiva do país: a disponibilidade de energia limpa proveniente de Itaipu para atrair investimentos ligados à economia digital e às novas tecnologias.
Em suma, nosso objetivo é claro: que o Paraguai deixe de ser visto como um país de trânsito ou como um ponto vulnerável e passe a ser reconhecido como um aliado confiável para a segurança regional. Hoje entendemos que nenhum país pode enfrentar sozinho o crime organizado transnacional. A cooperação, o intercâmbio de inteligência, a tecnologia e o fortalecimento das instituições são o caminho. Essa é a visão com a qual estamos trabalhando e a contribuição que o Paraguai deseja oferecer para a estabilidade de toda a região.