Comandante do SOUTHCOM diz que é preciso rapidez e esforços para salvar vidas no Haiti

Comandante do SOUTHCOM diz que é preciso rapidez e esforços para salvar vidas no Haiti

Por Jim Garamone/DOD News
agosto 20, 2021

A rapidez é essencial para salvar vidas durante um desastre como o terremoto no Haiti, e o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) trata de salvar vidas, disse o Almirante de Esquadra Craig S. Faller, da Marinha dos EUA, comandante do SOUTHCOM, em uma entrevista no dia 17 de agosto de 2021.

O terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu a região sudeste do Haiti nas primeiras horas do dia 14 de agosto. Em 24 horas, o SOUTHCOM já tinha equipes no lugar avaliando os danos e salvando vidas. O esforço continuou ininterruptamente, mesmo quando a tempestade tropical Grace atingiu a zona afetada no dia 17 de agosto.

“Desde o início, sabíamos que se tratava de um terremoto devastador, com potencial significativo de perdas de vidas”, disse o Alte Esq Faller. No dia 18 de agosto, as autoridades haitianas computavam as mortes em 1.941, com milhares de pessoas ainda desaparecidas. Mais de 10.000 pessoas ficaram feridas e mais de 60.000 casas foram destruídas. Muitos dos desaparecidos podem ainda estar presos nessas casas colapsadas.

A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional foi designada como a agência federal para liderar os esforços de ajuda e o SOUTHCOM está apoiando. As duas instituições imediatamente sincronizaram suas capacidades de comando e controle.

Avaliar a extensão dos danos foi essencial para proporcionar ajuda e capacidades à nação insular. Em menos de 24 horas, “conseguimos que (uma aeronave com inteligência, vigilância e reconhecimento da) Marinha decolasse do USNS Burlington”, disse o Alte Esq Faller. Os [Boeing] P-8 da Marinha também sobrevoaram as áreas afetadas e seus principais líderes puderam analisar a extensão dos danos.

Uma equipe de avaliação do SOUTHCOM chegou ao Haiti imediatamente após e pode observar os danos em estradas, pontes, aeroportos, cais e pistas de pouso. A equipe conseguiu direcionar helicópteros da Guarda Costeira dos EUA às pistas de aterrissagem em condições de uso, e as tripulações começaram imediatamente a transportar os feridos a um hospital em Porto Príncipe, uma área que felizmente não foi afetada pelo terremoto.

Mais recursos dos EUA estão sendo enviados para contribuir aos esforços. Helicópteros da Guarda Nacional de Porto Rico e do Exército dos EUA estão voando para a região. O USS Arlington, um navio anfíbio com pista de pouso e com helicópteros, está a caminho do lugar. O navio da Marinha leva uma equipe cirúrgica a bordo. Os helicópteros têm sido fundamentais para transportar a equipe de busca e resgate do Condado de Fairfax, Virgínia, até a região afetada.

“Ainda falta muita busca e resgate”, afirmou o Alte Esq Faller. “A tempestade prejudicou nossa capacidade de mobilização, mas não houve tantas inundações como esperávamos. No entanto, essa tempestade tropical realmente encharcou a ilha ontem e hoje [17 e 18 de agosto].”

O comando também está trabalhando em estreita colaboração com os parceiros internacionais. “Há uma equipe colombiana de busca e resgate que está no local desde ontem [17 de agosto]”, disse ele. “Eles estão trabalhando em tempo integral e ninguém lhes pediu isso. Assim são os colombianos.”

A Jamaica está enviando uma equipe de busca e resgate a bordo de um navio de apoio do Reino Unido. A equipe vai desembarcar e o navio permanecerá na costa, pronto para prestar qualquer assistência. Os franceses estão enviando uma fragata com capacidades de aviação. “A República Dominicana tem sido excepcional”, declarou. “Eles levaram por via aérea os primeiros suprimentos de ajuda e estão envolvidos na busca e resgate o tempo todo.”

O Alte Esq Faller disse que o apoio recebido do Pentágono foi excelente. Ele disse que recebeu todas as capacidades que havia solicitado, e mesmo com tudo o que está acontecendo no Afeganistão, o secretário de Defesa dos EUA Lloyd J. Austin III e o General de Exército Mark Milley, do Exército dos EUA, chefe do Estado-Maior Conjunto, estão mantendo contato diário com ele.

Uma quantidade significativa de assistência está chegando ao Haiti agora por helicópteros, os quais, exceto no pico da tempestade tropical, estão operando continuamente. O Alte Esq Faller conta também com as aeronaves C-130 do SOUTHCOM, verdadeiros trabalhadores para toda obra, que estão constantemente levando suprimentos de ajuda para o Haiti.

O comando também está trabalhando com agências não governamentais para proporcionar suprimentos e capacidades médicas para a região afetada. “Nossa primeira missão [18 de agosto] foi um hospital, através de uma das ONGs que utilizarão helicópteros capazes de transportar cargas pesadas à área afetada”, disse o Alte Esq Faller.

Toda essa presteza é resultado do trabalho do SOUTHCOM com outras agências parceiras e com a comunidade internacional, como de costume. O Alte Esq Faller declarou que as instituições, como a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, são parte integral da equipe do SOUTHCOM, com escritórios no comando e participando das orientações operacionais junto com seus homólogos militares. O mesmo se aplica aos aliados e à facilidade com a qual o comando trabalha com a Colômbia, Canadá, Países Baixos, França, Reino Unido e República Dominicana, entre outros; esse é o resultado de anos de trabalho e exercícios conjuntos, afirmou o oficial.

No futuro, o comando trabalhará com todos para continuar salvando vidas. O Haiti tem passado por problemas consideráveis desde o assassinato de seu presidente até o terremoto, a tempestade tropical Grace e outra mais que se anuncia. “Espero que a mensagem no Haiti seja que os Estados Unidos e os parceiros internacionais estão aqui para ajudar a população a se erguer e seguir adiante”, concluiu o Alte Esq Faller.

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