Borges: Venezuela é um santuário para a destruição do mundo livre

O deputado exilado Julio Borges, encarregado de relações exteriores do governo interino de Juan Guaidó, denunciou uma estratégia de desestabilização por parte de grupos criminosos internacionais que teriam recebido apoio do governo em disputa de Nicolás Maduro.

Em uma entrevista à Voz da América, Borges declarou que a volta às armas dos antigos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia é um tema de “enorme preocupação” e que é preciso “acionar os alarmes sobre o que existe por trás da notícia”.

“Trata-se de uma operação que nasceu com base no Fórum de São Paulo e que tem como meta manter essa triangulação entre Caracas e Havana, buscando desestabilizar toda a democracia na região”, afirmou.

O diplomata afirmou que a mensagem que deseja enviar à comunidade internacional é que o caso da Venezuela e do governo em disputa de Maduro já não é mais apenas sobre uma “ditadura” e um “Estado falido”, mas que já “atingiu um terceiro escalão”, o de um “Estado que protege o terrorismo”.

“A Venezuela se transformou no santuário do mundo inteiro do que significa a destruição da democracia no mundo livre”, garantiu Borges.

Acrescentou que enquanto não houver “uma mudança política e democrática na Venezuela, toda a região estará em perigo”. Borges classificou o governo em disputa de Nicolás Maduro como “uma ferida aberta e infectada” para o continente.

No dia 3 de setembro, Guaidó anunciou que permitirá o uso de tecnologia via satélite para facilitar a localização e detecção de grupos irregulares colombianos que estariam no território venezuelano.

Além disso, a Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, aprovou um acordo em repúdio à “presença e expansão de grupos narcoterroristas no território nacional”.

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