Boinas azuis do Peru contribuem para a paz mundial

Boinas azuis do Peru contribuem para a paz mundial

Por Pedro Francisco Hurtado Cánepa/Diálogo
julho 21, 2021

No dia 22 de junho, o Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru informou que 27 mulheres e 178 homens do Exército, Marinha de Guerra e Força Aérea, integrantes da Companhia de Engenharia do Peru, partiram para se integrar à Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA, em francês).

“Vocês partem para dar continuidade à contribuição que nosso país está fazendo na República Centro-Africana, para proteger a população e apoiar o processo de transição ali instalado”, afirmou a ministra da Defesa Nuria Esparch, durante a cerimônia de despedida do contingente militar.

As militares peruanas integrantes dos boinas azuis na missão de paz MINUSCA são parte fundamental para interagir com a população mais vulnerável da República Centro-Africana. (Foto: Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru)

Para participar de missões de paz, os militares são capacitados com cursos sobre a construção de aeródromos, alistamento em operações de paz, treinamento em equipamentos móveis, direitos humanos e doenças tropicais, além de idiomas como o francês e o inglês, disse à Diálogo o Tenente-Coronel Alex Pérez Castillo, 2º comandante do 5º contingente do Exército do Peru.

A Companhia de Engenharia do Peru está destacada na República Centro-Africana desde 2016 e é revezada anualmente, informou o Ministério da Defesa. No ano de 2020 e em parte de 2021, os militares peruanos realizaram trabalhos de manutenção e construção de estradas, consertaram três pontes, prepararam o terreno para montar o hospital de Bouar – Baoro e apoiaram a construção de áreas esportivas”, disse o Ten Cel Pérez destacou a presença do pessoal militar feminino para a proteção da população civil. “Ao terem contato com pessoas vulneráveis como mulheres e crianças, pode-se notar que elas se mostram mais abertas a interagir com elas, facilitando assim o apoio, cumprindo o objetivo e criando confiança na população”, disse.

Na República Centro-Africana, duas em cada três crianças precisam de assistência humanitária, e uma em cada quatro se encontra desalojada ou é refugiada, segundo um relatório da UNICEF de 2018.

Os treinamentos prévios em seus países de origem permitem que os boinas azuis estejam alertas frente aos constantes conflitos dessas regiões, onde existem grupos rebeldes que mantêm a população em constante tumulto, garantiu o Ten Cel Pérez. “A finalidade é levar paz e segurança a esses lugares”, ele concluiu.

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