Comandante do Comando Sul dos EUA: Continuaremos voando “onde quer que se apliquem as normas internacionais”

O Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), repudiou as acusações do regime de Nicolás Maduro de uma “provocação” por parte dos EUA em um incidente que envolveu uma aeronave americana de fabricação russa em águas internacionais.

Em uma entrevista concedida à Voz da América (VOA), o Alte Esq Faller disse que as forças americanas no hemisfério “operam no espaço aéreo internacional” de acordo com as “normas reconhecidas de segurança de voo”. “Seja o que for que Maduro esteja dizendo, está em sincronia com todas as outras mentiras e narrações falsas” que ele prega, afirmou o Alte Esq Faller.

O SOUTHCOM denunciou na semana de 22 de julho que um avião da Força Aérea Nacional Bolivariana da Venezuela pôs “em risco” a tripulação e uma de suas aeronaves militares em águas internacionais sobre o Mar do Caribe, ao aproximar-se “a uma distância insegura”. A Venezuela, por outro lado, disse que estava respondendo a um caça dos EUA que invadiu o espaço aéreo venezuelano.

“Nosso exército continuará voando e operando onde quer que se apliquem as normas internacionais e isso inclui voar ao redor da Venezuela, da América do Sul e do mundo”, declarou à VOA o comandante do SOUTHCOM.

O Alte Esq Faller também advertiu que as redes narcotraficantes, as organizações terroristas e as dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia “se beneficiam da inepta liderança de Maduro e da anarquia na Venezuela”.

“A Venezuela é uma região sem lei que permitiu que as ameaças surjam, acelerem e impactem todo o hemisfério”, disse o Alte Esq Faller.

Além disso, o oficial reiterou o apoio do governo dos EUA ao presidente interino da Venezuela Juan Guaidó e disse que seu comando está preparado para apoiar “qualquer coisa que o governo legítimo venha a solicitar” e que emane de uma “decisão política” do governo dos Estados Unidos.

No entanto, assegurou que até agora o enfoque militar dos EUA “tem sido de apoio”, incluindo os esforços humanitários, como o navio-hospital da Marinha dos EUA USNS Comfort, que prestou assistência aos mais de 4 milhões de migrantes venezuelanos nos diversos países do continente.

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