Comandante do Comando Sul dos EUA: Continuaremos voando “onde quer que se apliquem as normas internacionais”

Comandante do Comando Sul dos EUA: Continuaremos voando “onde quer que se apliquem as normas internacionais”

Por VOA
agosto 02, 2019

Em uma entrevista concedida à Voz da América (VOA), o Alte Esq Faller disse que as forças americanas no hemisfério “operam no espaço aéreo internacional” de acordo com as “normas reconhecidas de segurança de voo”. “Seja o que for que Maduro esteja dizendo, está em sincronia com todas as outras mentiras e narrações falsas” que ele prega, afirmou o Alte Esq Faller.

O SOUTHCOM denunciou na semana de 22 de julho que um avião da Força Aérea Nacional Bolivariana da Venezuela pôs “em risco” a tripulação e uma de suas aeronaves militares em águas internacionais sobre o Mar do Caribe, ao aproximar-se “a uma distância insegura”. A Venezuela, por outro lado, disse que estava respondendo a um caça dos EUA que invadiu o espaço aéreo venezuelano.

“Nosso exército continuará voando e operando onde quer que se apliquem as normas internacionais e isso inclui voar ao redor da Venezuela, da América do Sul e do mundo”, declarou à VOA o comandante do SOUTHCOM.

O Alte Esq Faller também advertiu que as redes narcotraficantes, as organizações terroristas e as dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia “se beneficiam da inepta liderança de Maduro e da anarquia na Venezuela”.

“A Venezuela é uma região sem lei que permitiu que as ameaças surjam, acelerem e impactem todo o hemisfério”, disse o Alte Esq Faller.

Além disso, o oficial reiterou o apoio do governo dos EUA ao presidente interino da Venezuela Juan Guaidó e disse que seu comando está preparado para apoiar “qualquer coisa que o governo legítimo venha a solicitar” e que emane de uma “decisão política” do governo dos Estados Unidos.

No entanto, assegurou que até agora o enfoque militar dos EUA “tem sido de apoio”, incluindo os esforços humanitários, como o navio-hospital da Marinha dos EUA USNS Comfort, que prestou assistência aos mais de 4 milhões de migrantes venezuelanos nos diversos países do continente.

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