Uma equipe de militares dos Estados Unidos realizou uma missão humanitária de três dias em Azuero, no Panamá, entre 19 e 21 de maio, prestando atendimento médico a comunidades locais da região.
A missão teve como objetivo ampliar o acesso à assistência médica das comunidades em áreas remotas, ao mesmo tempo em que proporcionou aos militares dos EUA uma experiência prática em operações realizadas em ambientes isolados.
“O governo panamenho escolheu a Península de Azuero devido às suas comunidades remotas nas províncias de Herrera e Los Santos, incluindo áreas próximas à cidade de Chitré”, afirmou a Capitã Courtney Moss, do Exército dos EUA, comandante da missão designada para a Força-Tarefa Conjunta Bravo (JTF-B). “Esta missão fortalece o treinamento médico e a capacidade de mobilização em ambientes remotos.”
A missão também buscou ampliar o acesso a recursos médicos em localidades onde os principais centros de saúde ficam a várias horas de distância, além de fortalecer os laços de cooperação entre as forças dos EUA e o Panamá.
“Estamos apoiando as comunidades de Bayano e Pesé”, disse a Cap Moss. “Estamos oferecendo atendimento médico e odontológico geral, incluindo cuidados ginecológicos.”
Durante os três dias de atividades, os militares americanos operaram na escola local Carlos Espino e no centro público de saúde MINSA CAPSI Luis José Varela. A equipe ofereceu gratuitamente uma ampla variedade de consultas e procedimentos médicos aos moradores locais.
Os locais da missão foram selecionados tanto pela diversidade de casos clínicos, pouco comuns nos Estados Unidos quanto pela necessidade de ampliar o acesso a serviços de saúde em comunidades remotas.
“Missões como esta levam atendimento a comunidades que, muitas vezes, não têm acesso regular a serviços médicos devido às limitações da infraestrutura de saúde”, destacou a Cap Moss.
Além dos atendimentos, a equipe médica também promoveu ações de educação em saúde preventiva ao longo da missão.
“Também oferecemos orientações preventivas, como técnicas adequadas de higiene das mãos e os benefícios da escovação correta dos dentes”, acrescentou.
Pacientes de todas as idades buscaram atendimento durante a missão, muitos percorrendo longas distâncias das regiões vizinhas com o apoio dos serviços de segurança panamenhos. Mais de 500 civis panamenhos receberam atendimento ao longo da missão.
“Mais de 50 profissionais participaram da missão”, informou a Cap Moss. “Atendemos em média entre 100 e200 pacientes por dia.”
Militares americanos e profissionais de saúde panamenhos trabalharam lado a lado durante toda a missão, compartilhando conhecimentos e recursos para garantir um atendimento de qualidade à população.
“Espero continuar com essas missões porque são importantes para as pessoas. Elas precisam da ajuda de organizações e de solidariedade”, afirmou Rubieric Barrios, médico do Centro de Saúde de Valle Rico. “Como médicos, precisamos identificar especificamente tudo o que elas necessitam, e tudo é importante para nós.”
Para muitos moradores, a visita às duas comunidades representou uma rara oportunidade de receber atendimento médico abrangente. “Isso vai além de uma simples missão médica. São dois países trabalhando juntos para ajudar as pessoas”, disse Barrios. “Nesta região, há um médico disponível apenas a cada 15 dias. Esta missão permitiu que mais de 500 pessoas tivessem acesso aos medicamentos e aos cuidados de que necessitam.”
Essas iniciativas fazem parte de um esforço contínuo não apenas para fortalecer parcerias, mas também para aumentar a eficácia operacional e criar as condições necessárias para futuras missões humanitárias em toda a região.
Embora a missão tenha durado apenas três dias, seus efeitos deverão permanecer por muito tempo. Para muitos moradores, os cuidados médicos recebidos terão um impacto direto na qualidade de vida nos próximos anos.



