Efetivos da Marinha dos EUA (USN) e da Guarda Costeira dos EUA (USCG) incrementaram a interoperabilidade com as forças navais da América do Sul durante a operação Southern Seas 2024, concluída no início de julho. O Grupo de Ataque de Porta-Aviões USS George Washington navegou ao redor do continente durante os últimos meses, realizando exercícios conjuntos com militares da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai.
“A Operação Southern Seas 2024 foi concluída com sucesso nas águas do Pacífico”, disse o Comando Geral das Forças Militares da Colômbia (CGFM), em um comunicado de 1º de julho. A Southern Seas 2024 é uma operação dirigida pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) e executada pelo Comando Sul das Forças Navais dos EUA (USNAVSO), para fortalecer as parcerias marítimas internacionais e melhorar a prontidão das forças participantes.
Brasil, Argentina e Chile

Em meados de maio, o porta-aviões USS George Washington (CVN 73) realizou exercícios de passagem e outras operações no mar com a Marinha do Brasil (MB), acompanhado pelo destroier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke USS Porter (DDG 78) e pelo navio-tanque de reabastecimento da classe Henry J. Kaiser USNS John Lenthall (T-AO-189).
“A Southern Seas 2024 tem o propósito de realizar operações navais e aeronavais com a USN e a USCG para ampliar a interoperabilidade das forças envolvidas, bem como incrementar a cooperação e o estreitamento dos laços de amizade entre a MB, a USN e a USCG”, disse à Diálogo o Centro de Comunicação Social da MB. “A missão também marcou os 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos”, completou a MB.
Na Argentina, o USS George Washington participou do exercício naval conjunto “Gringo-Gaucho II” com sete embarcações e quatro aeronaves da Marinha da Argentina, também no âmbito da Operação Southern Seas 2024. “O objetivo do ‘Gringo-Gaucho’ é aumentar o nível de treinamento e interoperabilidade entre as duas marinhas”, disse a Marinha da Argentina em um comunicado, em 27 de maio.
“A Marinha da Argentina está de pé, direto do porta-aviões USS George Washington, testemunhando o maior exercício combinado dos últimos 14 anos”, escreveu o ministro da Defesa da Argentina, Luis Petri, em sua conta no X.
“A chegada do porta-aviões é mais um exemplo das excelentes relações diplomáticas entre os dois países, bem como do intenso intercâmbio e cooperação que a administração Biden vem realizando com o governo argentino”, disse o site de notícias argentino Infobae.
No início de junho, a frota norte-americana se dirigiu para o Chile, onde passou pela baía de Punta Arenas e pelo porto de Valparaíso. A bordo do USS George Washington, a ministra da Defesa chilena, Maya Fernández, agradeceu à Embaixada dos EUA em Santiago o convite para visitar o porta-aviões. Fernández destacou “a oportunidade de conhecer o funcionamento desse navio e trocar opiniões, o que nos permite estreitar a relação entre as marinhas de ambos os países”, informou em um comunicado o Ministério da Defesa do Chile.
O comandante em chefe da Marinha do Chile, Almirante de Esquadra Juan Andrés de La Maza, ressaltou a troca de conhecimentos com os militares norte-americanos. “Nesses exercícios, aproveitamos a interação com marinhas mais avançadas do que nós e testamos as nossas capacidades”, disse o Alte Esq de La Maza.
Peru, Equador e Colômbia

Em meados de junho, foi a vez de o Peru receber a frota dos EUA. Militares de ambos os países realizaram diversas manobras com navios, aeronaves e submarinos, incluindo uma demonstração de poder aéreo e exercícios de superfície.
A presidente do Peru, Dina Boluarte, esteve a bordo do George Washington acompanhada por oficiais de alto escalão do Exército e do governo peruano, informou a Marinha dos EUA. “Nossa parceria de 200 anos é construída em décadas de estreita cooperação. Esses exercícios bilaterais e visitas a bordo nos permitem continuar moldando nosso relacionamento com nossos parceiros peruanos e garantindo a interoperabilidade efetiva de nossas forças marítimas”, afirmou o Contra-Almirante Alexis Walker, da Marinha dos EUA, comandante do Carrier Strike Group (CSG) 10.
Já no Equador, foram realizados exercícios militares combinados que ofereceram “valiosas oportunidades de treinamento para as equipes de voo da Força Aérea Equatoriana e outros componentes de defesa”, informou a Força Aérea Equatoriana (FAE) em um comunicado. “A colaboração nesses exercícios não apenas reforça as capacidades táticas e operacionais das Forças Armadas Equatorianas, mas também incentiva a troca de conhecimentos e experiências com as forças armadas de outros países, contribuindo para o fortalecimento da segurança e da estabilidade regionais”, disse a FAE.
Na Colômbia, as autoridades militares celebraram a Southern Seas 2024. “Pela primeira vez na história, um helicóptero naval MH-60R da Marinha dos EUA pousou na cabine de comando de um navio colombiano”, declarou o CGFM.
Além disso, “12 tripulantes da Marinha da Colômbia tiveram a oportunidade de estar a bordo deste impressionante porta-aviões durante os dois dias de operação, para conhecer em primeira mão suas capacidades como observadores de exercícios navais, compartilhando experiências de tática e estratégia naval, bem como de um intercâmbio cultural que fortaleça os laços de irmandade entre as duas marinhas”, afirmou o CGFM.



