A Força-Tarefa Conjunta Bravo (JTF-Bravo) conduziu um exercício simulado de dois dias, chamado Jaguar Sentinel, com equipes de resposta a emergências do Panamá. Realizado de 25 a 26 de junho na sede do Sistema Nacional de Proteção Civil (SINAPROC), no Complexo Aeroportuário Panamá Pacífico, o exercício teve como objetivo reforçar a preparação regional para desastres.
O SINAPROC, órgão nacional de gerenciamento de desastres do Panamá, é responsável pelo planejamento, supervisão e organização de políticas e ações relacionadas à prevenção de riscos derivados de desastres naturais e complexos.
“O SINAPROC coleta dados em tempo real de todas as províncias do Panamá, incluindo avaliações de riscos, extensão dos danos e imagens, para prever e determinar a ajuda necessária em caso de desastre natural”, explicou José Marrone, diretor do Centro Nacional de Operações de Emergência do SINAPROC.
As instalações do SINAPROC contam com provisões, como alimentos, kits de higiene, utensílios de cozinha, colchões e artigos para bebês, para entre 3.000 e 5.000 pessoas, durante o máximo de uma semana, além de fornecer serviços de busca e resgate e avaliações de vulnerabilidade.

Abordagem colaborativa para o gerenciamento de crises
O Jaguar Sentinel reúne pessoal de gerenciamento de crises da JTF-Bravo, que viaja pela América Central, para compartilhar as melhores práticas em resposta a emergências e avaliar a capacidade das nações parceiras para responder a desastres. O exercício no Panamá incluiu uma equipe diversificada de participantes: soldados de Assuntos Civis baseados no Panamá, membros da Guarda Nacional do Missouri, contatos de embaixadas, Divisão de Integração de Parceiros (PID) J7/9-2 do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), pilotos do navio USNS Comfort e parceiros da Guarda Costeira dos EUA.
“Entender de onde todos vêm e quais são suas capacidades nos prepara para responder coletivamente no caso que ocorra um desastre natural na região”, declarou o Major Frank Glutting, do Exército dos EUA, vice-diretor de Operações Civis-Militares (J9) da JTF-Bravo.
O exercício de dois dias começou com briefings sobre capacidades do SINAPROC, da Cruz Vermelha do Panamá e de especialistas no assunto da JTF-Bravo, incluindo engenheiros, equipe médica, pessoal de aviação, especialistas em logística e oficiais de relações públicas.
Esta edição do Jaguar Sentinel foi a primeira a ser realizada em conjunto com a missão Promessa Contínua, das Forças Navais do SOUTHCOM/4ª Frota dos EUA, aprimorando a coordenação e a eficiência entre os distintos comandos com as forças do SOUTHCOM.
Preenchendo lacunas por meio de cenários práticos
Um importante exercício prático de resposta a inundações ocorreu no segundo dia, em que os membros se dividiram em grupos, para abordar questões específicas do cenário. Os grupos priorizaram os esforços de resposta, com base nas informações fornecidas, e identificaram as limitações. As discussões abordaram tópicos cruciais, como o processo de alerta nacional, os protocolos de ativação do SINAPROC durante um desastre, a localização dos armazéns de ajuda humanitária, os tempos de resposta razoáveis e os procedimentos para solicitar o apoio da JTF-Bravo, através da Embaixada dos EUA.
“As agências que participam desses exercícios não costumam interagir para treinar e praticar juntas, o que pode levar a confusões sobre responsabilidades ou a uma compreensão incompleta dos recursos e da capacidade de resposta de cada um durante uma crise”, afirmou o Maj Glutting. “O Jaguar Sentinel ajuda a salvaguardar as lacunas operacionais e de conhecimento, o que, esperamos, gerará exercícios de colaboração cruzada e intercâmbios de informações recorrentes.”
Construindo relacionamentos
O Jaguar Sentinel é realizado mensalmente em vários países da América Central e, recentemente, esteve pela primeira vez na República Dominicana. Cada cenário apresenta problemas ambientais reais e desafios específicos do país anfitrião, proporcionando insights valiosos a uma ampla gama de especialistas.
“Esses exercícios são importantes para o pessoal da JTF-Bravo e para as equipes de resposta a emergências do país anfitrião, por várias razões, como estabelecer e manter relações de trabalho com parceiros regionais e aprender uns com os outros”, disse o Tenente-Coronel Achim Biller, do Exército dos EUA, diretor de Operações Civis-Militares (J9) da JTF-Bravo. “Os benefícios secundários incluem permitir que nosso pessoal-chave de toda a JTF-Bravo possa estabelecer essas conexões e conversas face a face com nossos parceiros, já que há muita rotatividade de pessoal, antes que ocorra um incidente.”
“Foi ótimo que nossos parceiros da Força-Tarefa Conjunta Bravo tenham nos visitado no Panamá, para o exercício Jaguar Sentinel”, expressou Marrone. “Este exercício fortalece as relações diplomáticas e promove a cooperação. Gostamos de aprender com as experiências e os desafios específicos uns dos outros, aprimorando nossas capacidades gerais de gerenciamento de desastres.”


