O Coronel de Aviação Francisco Javier Serrano Alvarado, comandante da Força Aérea Hondurenha (FAH), assumiu uma missão primordial desde que tomou posse do cargo em fevereiro de 2022. Sua tarefa mais urgente é a aquisição e repotenciação de sua frota aérea, para enfrentar as ações ilegais do narcotráfico e para ajudar em missões humanitárias e de proteção ao meio ambiente, entre outras.
Para discutir estas questões, o Cel Serrano reuniu-se com Diálogo em Tegucigalpa.
Diálogo: Qual é o seu desafio mais importante como comandante geral da FAH?
Coronel de Aviação Francisco Javier Serrano Alvarado, comandante da Força Aérea Hondurenha: É um compromisso muito grande, mas o desafio é deixar nossa FAH melhor equipada e garantir que a motivação e a moral de nossos recursos humanos sejam cada dia melhores e mais altas para que sintam o compromisso deavançar com nossas diferentes tarefas.
Diálogo: Os traços aéreos do narcotráfico ainda estão presentes em Honduras. Que ações conjuntas e combinadas está realizando a FAH para neutralizar o narcotráfico?
Cel Serrano: É um problema não só em Honduras, mas também a nível internacional. No entanto, formamos os três escudos das três forças: o terrestre, o naval e o aéreo, nos quais trabalhamos em conjunto como uma equipe para agir contra essas situações. Os traficantes de drogas têm organizações muito poderosas, que contamcom equipamentos sofisticados; as Forças Armadas, com o equipamento que cada uma de suas forças tem, trabalham em coordenação para agir contra esses voosilícitos, como, por exemplo, em coordenação também com os Estados Unidos e com diferentes países da área, onde compartilhamos informações sobre o rumo que essas aeronaves tomam, para que possamos interceptá-las e agir contra elas em terra, apreendê-las e confiscar as drogas que transportam.
Diálogo: Como a FAH está trabalhando com seus homólogos no Triângulo Norte para combater as ameaças à segurança?
Cel Serrano: Estamos sempre em comunicação com as forças armadas da Guatemala e El Salvador; nosso país sempre compartilha informações, não apenas no Triângulo Norte, mas também com países da América do Sul e com os Estados Unidos e o México, para acompanhar a trajetória desses voos ilegais e, independentemente do país onde aterrissam, já temos as informações para que, onde quer que a aeronave aterrisse, as respectivas operações possam ser realizadas.
Diálogo: O senhor disse que serão investidos US$ 60 milhões para modernizar as aeronaves da FAH. Como será feito esse investimento?
Cel Serrano: Esse é um projeto que a Força Aérea tem e para o qual temos o total apoio da nosso presidenta, do ministro da Defesa e do chefe do Estado-Maior Conjunto. Apresentamos um projeto para a aquisição e repotenciação de vários tipos de aeronaves, especialmente para poder combater esseproblema do narcotráfico. Esse projeto será efetuado passo a passo e estamos começando com os helicópteros, porque é uma necessidade premente para realizar asoperações humanitárias e para a proteção do meio ambiente.
Diálogo: Que tipo de coordenação realizamcom seus homólogos dos EUA?
Cel Serrano: Estamos em constante comunicação com as autoridades militares que estão presentes em nosso país. Precisamente esta semana [início de agosto de 2022] tivemos reuniões com os responsáveis pelo Escritório de Cooperação da Embaixada dos EUA em Honduras e trocamos idéias e a conclusão é que estamos muito dispostos a trabalhar em conjunto. Da mesma forma, sempre realizamos intercâmbios educativos nas diferentes academias norte-americanas e exercícios militares.
Diálogo: A Tenente-Coronel de Aviação Sidia Jackeline Lara Lara é a primeira mulher piloto aviador militar e comandante da Base Aérea Enrique Soto Cano. Como vê a questão do gênero na instituição?
Cel Serrano: Em 28 de janeiro de 2022, quando recebi esta honrosa responsabilidade de comandar a FAH, um dos meus primeiros objetivos foi dar oportunidades às mulheres. Também temos a Tenente–Coronel Dulce María Vásquez, comandante da Base Aérea Coronel Héctor Caraccioli Moncada, em La Ceiba, e temos outras mulheres como diretoras de centros de estudo e como parte do Estado-Maior da FAH. Nesses seis meses, elas tiveram um desenvolvimento profissional muito eficiente, pois demonstram essaresponsabilidade que têm com seus cargos. Estou muito satisfeito com o trabalho que realizam e não tenho a menor dúvida de que no futuro próximo elas estarão subindo no escalão, adquirindo antiguidade e em umfuturo próximo uma mulher comandará o destino da FAH e, por que não, mais adiantetambém, o da chefatura do Estado-Maior Conjunto.
Diálogo: Qual é a importância da participação da FAH no Sistema de Cooperação das Forças Aéreas Americanas?
Cel Serrano: Estivemos na Guatemala durante a realização da CONJEFAMER [Conferência dos Chefes das Forças Aéreas Americanas] e nosso país com muito orgulho recebeu vários reconhecimentospelo desenvolvimento das diferentes atividades que realizamos, especialmente por nossos sistemas de comunicação. Não apenas nossa FAH realiza essas atividades, mas também em nível latino-americano, e os resultados têm sido muito positivos devido à troca de informações oportunas e às necessidades que são compartilhadas com nossos irmãos latino-americanos.
Para ver a entrevista completa com o Coronel de Aviação Francisco Javier Serrano Alvarado, comandante da Força Aérea Hondurenha (FAH), clique no seguinte link: https://dialogo-americas.com/pt-br/articles/uma-conversa-com-o-colonel-francisco-javier-serrano/#.YyM0mHZByUk


