Hector Beltran Leyva foi preso em operação que desarticulou drogas e armas

Por Dialogo
outubro 02, 2014


O exército mexicano prendeu Hector Beltran Leyva, o suposto chefe narcotraficante da Organização Beltrán Leyva (BLO), apenas alguns dias após o chefe de uma organização associada – Cristian Berrelleza-Verduzco – ser condenado à prisão.
Beltran Leyva, também conhecido como O Engenheiro, tentou manter um perfil discreto durante vários anos, mas uma investigação de 11 meses descobriu que ele estava se passando por vendedor de imóveis e marchand em Querétaro. Forças militares especiais o detiveram em um restaurante de frutos do mar na cidade de San Miguel de Allende, no mesmo estado.
A BLO é responsável por tráfico de cocaína, maconha, heroína e metanfetamina para os Estados Unidos e a Europa. O Engenheiro foi acusado por tribunais dos Distritos de Colúmbia e Nova York, nos Estados Unidos. Os EUA e o México ofereceram recompensas de US$ 5 milhões e US$ 3 milhões, respectivamente, por qualquer informações que levassem à sua captura. Ele assumiu o controle da BLO depois que um grupo de 200 fuzileiros navais matou o ex-chefe da BLO, Arturo Beltrán Leyva, durante um tiroteio em Cuernavaca, em dezembro de 2009. Arturo era conhecido como “O Chefe dos Chefes”.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, um chefe de alto escalão da quadrilha com envolvimento com a BLO – Berrelleza-Verduzco – foi condenado a 27 anos de prisão por um juiz federal no Estado de Washington em 26 de setembro.
Berrelleza-Verduzco, 27 anos, declarou-se culpado há mais de um ano em cinco acusações de narcotráfico e armas de fogo decorrentes de sua atuação em uma rede de narcotráfico. A organização criminosa contrabandeou metanfetamina e heroína avaliadas em milhões de dólares do México para os Estados Unidos, além de enviar armas de volta para o México. De acordo com conversas telefônicas gravadas que ele manteve com chefes da BLO, Berrelleza-Verduzco disse que machucaria ou mataria as pessoas que o decepcionassem.
“Esta condenação ajuda a nos proteger de uma organização e de homens perigosíssimos”, disse o procurador federal dos Estados Unidos, Jenny A. Durkan. “Esse réu teve ganhos enormes com o flagelo do vício da heroína. Ele e sua família procuraram controlar toda a cadeia de abastecimento, desde o cultivo da papoula à fabricação da heroína, para vendê-la neste distrito. E, assim como transportavam as drogas para o norte, eles queriam transportar armas de alta potência de volta para o México para causar mais violência relacionada ao cartel.”
Durante a investigação sobre Berrelleza-Verduzco e sua organização, os agentes federais apreenderam mais de 20 quilos de heroína, 30 quilos de metanfetamina, cerca de US$ 200.000 em dinheiro e 31 armas de fogo. O esforço, conhecido como Operação Gelo Negro, também levou à prisão de 34 suspeitos – a maioria dos quais se declararam culpados –, incluindo Berrelleza-Verduzco, que foi preso em março de 2012.
“Ele alimentou o hábito destrutivo de viciados em Washington e estimulou a violência do cartel mexicano com o dinheiro da droga”, disse Brad Bench, agente especial encarregado de Departamento de Investigações Internas na cidade de Seattle, em Washington. “Encarcerar Berrelleza-Verduzco e seus colegas de quadrilha é uma vitória significativa para a segurança pública, especialmente considerando o aumento maciço dos adolescentes locais que morreram por overdose de heroína nos últimos anos.”
Berrelleza-Verduzco não é o único membro de sua família a ficar atrás das grades nos EUA por tráfico de drogas e armas. Seu irmão, Víctor Berrelleza-Verduzco, foi condenado a 20 anos de prisão por um juiz federal dos Estados Unidos em 2014. E o mesmo juiz condenou outro dos irmãos Berrelleza-Verduzco, Ivan, a sete anos de prisão. Os dois irmãos foram sentenciados no Estado de Washington.
Apesar de Cristian e Víctor terem chefiado a rede de tráfico nos EUA, seu pai, conhecido como Don Víctor, é considerado o líder absoluto da quadrilha. Ele vive no México.
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