‘Rainha do Sul’ da Guatemala estaria preparada para depor contra ‘El Gordo’

Guatemala’s ‘Queen of the South’ Reportedly Prepared to Testify Against ‘El Gordo’

Por Dialogo
novembro 24, 2014




Uma socialite e empresária guatemalteca que supostamente liderava uma das maiores organizações de narcotráfico e lavagem de dinheiro da América Central está sob custódia em uma prisão dos EUA.

Marllory Chacon Rossell, de 42 anos, chamada de “Rainha do Sul” pela imprensa da Guatemala, está sendo mantida pelo Centro Federal de Detenção em Miami. Ela deve depor contra um de seus antigos associados, Hayron Borrayo Lasmibat, também conhecido como “El Gordo”.

Em 2012, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu a antes pouco conhecida Marllorry em sua lista de “Narcotraficantes Especialmente Designados” e a descreveu como “uma das mais prolíficas narcotraficantes da América Central”. Sediada na Guatemala, mas operando também em Honduras e no Panamá, a organização da Rainha do Sul supostamente enviava cargas de cocaína a traficantes do México, entre eles o grupo Los Zetas e o Cartel de Sinaloa. El Gordo foi preso por forças de segurança da França em março.

“Ela é responsável por transportar milhares de quilos de cocaína por mês através da Guatemala até o México e de lá para os EUA”, diz o Departamento do Tesouro dos EUA. “Acredita-se que Chacon Rossell lave dezenas de milhões de dólares provenientes do tráfico de drogas por mês, o que a torna a lavadora de dinheiro mais ativa da Guatemala.”

A chefona do tráfico de drogas


Embora muitos grupos de narcotráfico utilizem mulheres em quase todos os níveis de suas atividades criminosas – desde as “mulas” até os chamados “plaza bosses”, que controlam a venda de drogas em regiões específicas –, não é comum ver uma mulher liderando uma grande organização de narcotráfico latino-americana.

Mas a designação do Departamento do Tesouro colocou claramente a Rainha do Sul no topo da estrutura de comando de sua organização.

Autoridades dos EUA também incluíram entre os grandes narcotraficantes o marido da Rainha do Sul, Jorge Andrés Fernandez Carbajal, hondurenho responsável por prestar apoio logístico à organização de sua esposa; El Gordo e sua mulher, Mirza Silvana Hernandez De Borrayo. O Departamento do Tesouro também impôs sanções contra quatro empresas pertencentes ou controladas pelos dois casais. Entre elas a Bingoton Millonario, uma loteria local que arrecadava fundos para a Fundación Pediátrica Guatemalteca, prestadora de serviços de saúde de longa data para crianças de baixa renda. Funcionários da fundação não tinham conhecimento de que a loteria fazia parte de um esquema de lavagem de dinheiro.

A filha da Rainha do Sul, Christina Stetanel Castellanos Chacon, também foi designada como importante lavadora de dinheiro. O Tesouro impôs sanções a cerca de 20 empresas supostamente usadas pelo grupo da Rainha do Sul para lavar dinheiro das drogas, incluindo uma firma de construção, um hotel, uma empresa de exportação e importação e uma loja de roupas chamada Boutique Marllory.

A captura de ‘El Gordo’


Em 2011, agentes da lei dos EUA acusaram o suposto sócio da Rainha do Sul, El Gordo, de transportar para os EUA drogas provenientes de Honduras, Guatemala, México e Venezuela. Depois que as forças de segurança o prenderam na França com um pedido de captura internacional, policiais o entregaram aos EUA, onde ele aguarda em Miami julgamento sob acusações federais relativas ao narcotráfico.

A Rainha do Sul deve depor contra El Gordo quando ele for a julgamento.

Algumas agências de notícias da América Latina, como a teleformula.com,
informaram que a Rainha do Sul se entregou às autoridades policiais dos EUA. Sua detenção nos EUA só foi confirmada em outubro, quando seu nome apareceu em uma base de dados de detentos no site do Escritório de Prisões dos EUA. O site não indicava quando ela havia sido levada sob custódia.

Se a Rainha do Sul estiver de fato cooperando com as autoridades dos EUA, ela poderia fornecer muitas informações não apenas sobre cartéis de droga, mas também sobre operações de lavagem de dinheiro na Guatemala e em outros países. Interromper o fluxo de dinheiro de um grupo de narcotráfico é uma das estratégias-chave para o desmantelá-lo.

“A luta contra a lavagem de dinheiro é vital na luta contra o crime organizado”, diz Oscar Vázquez, diretor da Ação Cidadã, uma organização civil da Guatemala.

Julieta Pelcastre colaborou com esta reportagem.



Uma socialite e empresária guatemalteca que supostamente liderava uma das maiores organizações de narcotráfico e lavagem de dinheiro da América Central está sob custódia em uma prisão dos EUA.

Marllory Chacon Rossell, de 42 anos, chamada de “Rainha do Sul” pela imprensa da Guatemala, está sendo mantida pelo Centro Federal de Detenção em Miami. Ela deve depor contra um de seus antigos associados, Hayron Borrayo Lasmibat, também conhecido como “El Gordo”.

Em 2012, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu a antes pouco conhecida Marllorry em sua lista de “Narcotraficantes Especialmente Designados” e a descreveu como “uma das mais prolíficas narcotraficantes da América Central”. Sediada na Guatemala, mas operando também em Honduras e no Panamá, a organização da Rainha do Sul supostamente enviava cargas de cocaína a traficantes do México, entre eles o grupo Los Zetas e o Cartel de Sinaloa. El Gordo foi preso por forças de segurança da França em março.

“Ela é responsável por transportar milhares de quilos de cocaína por mês através da Guatemala até o México e de lá para os EUA”, diz o Departamento do Tesouro dos EUA. “Acredita-se que Chacon Rossell lave dezenas de milhões de dólares provenientes do tráfico de drogas por mês, o que a torna a lavadora de dinheiro mais ativa da Guatemala.”

A chefona do tráfico de drogas


Embora muitos grupos de narcotráfico utilizem mulheres em quase todos os níveis de suas atividades criminosas – desde as “mulas” até os chamados “plaza bosses”, que controlam a venda de drogas em regiões específicas –, não é comum ver uma mulher liderando uma grande organização de narcotráfico latino-americana.

Mas a designação do Departamento do Tesouro colocou claramente a Rainha do Sul no topo da estrutura de comando de sua organização.

Autoridades dos EUA também incluíram entre os grandes narcotraficantes o marido da Rainha do Sul, Jorge Andrés Fernandez Carbajal, hondurenho responsável por prestar apoio logístico à organização de sua esposa; El Gordo e sua mulher, Mirza Silvana Hernandez De Borrayo. O Departamento do Tesouro também impôs sanções contra quatro empresas pertencentes ou controladas pelos dois casais. Entre elas a Bingoton Millonario, uma loteria local que arrecadava fundos para a Fundación Pediátrica Guatemalteca, prestadora de serviços de saúde de longa data para crianças de baixa renda. Funcionários da fundação não tinham conhecimento de que a loteria fazia parte de um esquema de lavagem de dinheiro.

A filha da Rainha do Sul, Christina Stetanel Castellanos Chacon, também foi designada como importante lavadora de dinheiro. O Tesouro impôs sanções a cerca de 20 empresas supostamente usadas pelo grupo da Rainha do Sul para lavar dinheiro das drogas, incluindo uma firma de construção, um hotel, uma empresa de exportação e importação e uma loja de roupas chamada Boutique Marllory.

A captura de ‘El Gordo’


Em 2011, agentes da lei dos EUA acusaram o suposto sócio da Rainha do Sul, El Gordo, de transportar para os EUA drogas provenientes de Honduras, Guatemala, México e Venezuela. Depois que as forças de segurança o prenderam na França com um pedido de captura internacional, policiais o entregaram aos EUA, onde ele aguarda em Miami julgamento sob acusações federais relativas ao narcotráfico.

A Rainha do Sul deve depor contra El Gordo quando ele for a julgamento.

Algumas agências de notícias da América Latina, como a teleformula.com,
informaram que a Rainha do Sul se entregou às autoridades policiais dos EUA. Sua detenção nos EUA só foi confirmada em outubro, quando seu nome apareceu em uma base de dados de detentos no site do Escritório de Prisões dos EUA. O site não indicava quando ela havia sido levada sob custódia.

Se a Rainha do Sul estiver de fato cooperando com as autoridades dos EUA, ela poderia fornecer muitas informações não apenas sobre cartéis de droga, mas também sobre operações de lavagem de dinheiro na Guatemala e em outros países. Interromper o fluxo de dinheiro de um grupo de narcotráfico é uma das estratégias-chave para o desmantelá-lo.

“A luta contra a lavagem de dinheiro é vital na luta contra o crime organizado”, diz Oscar Vázquez, diretor da Ação Cidadã, uma organização civil da Guatemala.

Julieta Pelcastre colaborou com esta reportagem.
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