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Força Aérea da República Dominicana abre os céus à primeira mulher piloto à frente do Esquadrão de Combate

Força Aérea da República Dominicana abre os céus à primeira mulher piloto à frente do Esquadrão de Combate

Por Geraldine Cook/Diálogo
novembro 09, 2021

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A Tenente-Coronel piloto María Tejada Quintana, de 38 anos, estabeleceu um marco na aviação do seu país, ao se tornar a primeira mulher piloto à frente do Esquadrão de Combate da Força Aérea da República Dominicana. Diálogo conversou com a Ten Cel Tejada sobre suas conquistas na aviação do seu país.

Diálogo: O que significa ser a primeira mulher à frente do Esquadrão de Combate da Força Aérea da República Dominicana?

Tenente-Coronel piloto María Tejada Quintana, da Força Aérea da República Dominicana: É uma grande responsabilidade, devido à complexidade das missões que realizamos e, ao mesmo tempo, um orgulho enorme.

A Tenente-Coronel piloto María Tejada Quintana é a primeira mulher instrutora de voo da Força Aérea da República Dominicana. (Foto: Força Aérea da República Dominicana)

Diálogo: A senhora foi a primeira instrutora de voo por instrumentos da Academia Interamericana das Forças Aéreas (IAAFA, em inglês), na Base Aérea de Lackland, Texas, entre 2015 e 2017. Qual foi a experiência dessa nomeação?

Ten Cel Tejada: Foi uma plataforma excepcional para o avanço da minha carreira militar e uma das experiências mais maravilhosas e desafiadoras da minha vida. Ter sido instrutora de procedimentos de voo por instrumentos me ajudou a consolidar meus conhecimentos como piloto. Sou a primeira mulher instrutora de voo da Força Aérea da República Dominicana e os conhecimentos adquiridos durante o tempo em que servi como instrutora na IAAFA me permitiram voltar ao meu país e transmitir esses conhecimentos aos novos pilotos, contribuindo assim para sua formação como profissionais da aviação. Além disso, a experiência adquirida nessa missão me permitiu comandar o Esquadrão de Treinamento Aéreo da Força Aérea do meu país, onde tive a honra de ser a primeira mulher a comandar essa unidade de voo.

Diálogo: Quais foram seus maiores desafios?

Ten Cel Tejada: Foram dois desafios enormes. O primeiro foi me formar como oficial da Academia Militar Batalla de las Carreras, em 2002, pois pertenci à primeira promoção mista de homens e mulheres cadetes, e havia muita expectativa sobre se conseguiríamos nos formar e romper os estereótipos e paradigmas existentes naquele momento. O segundo foi passar a ser piloto de combate dos aviões A-29 Super Tucano, porque, além de treinamento, eu precisava ter o peso corporal necessário, o que não tinha na ocasião, e por isso me submeti a uma dieta extrema para ganhar peso e realizar meu sonho de ser piloto de combate.

Diálogo: O que a levou a crer que teria sucesso nas forças militares?

Ten Cel Tejada: Sempre sonhei em fazer parte das Forças Armadas do meu país, especialmente da Força Aérea. Meu desejo era maior do que qualquer outra coisa que pudesse ouvir, porque me diziam que eu era magra, que não suportaria o estilo militar, que não poderia ser piloto de combate. Entretanto, nenhum desses comentários me desanimou, pois meu desejo de ser militar para servir e representar meu país era maior do que quaisquer obstáculos que pudessem surgir.

Diálogo: Quais foram as transformações na questão de gênero que tiveram as forças militares em seu país, principalmente a Força Aérea?

Ten Cel Tejada: A transformação começou no dia em que nos deram a oportunidade de pertencer à Academia Militar. Com o tempo, tivemos outras oportunidades e mais uma demonstração do que significa ser, agora, a primeira mulher piloto do Esquadrão de Combate, e a primeira mulher que tem a honra e o privilégio de comandar essa unidade, o que mostra que o alto comando militar do meu país, e especialmente da Força Aérea, considera que para ocupar um cargo não importa o gênero, e sim o grau de preparo e o compromisso que se tem. Por isso, o preparo, o treinamento e os estudos são parte de minha vida. Tenho muitas metas e sonho em continuar crescendo como profissional e ser um exemplo positivo para as mulheres que pensam que, por serem mulheres, não poderão avançar nas forças militares.

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