Evento da Escola Superior de Guerra Naval dos EUA realizado a bordo do USS Wasp

Evento da Escola Superior de Guerra Naval dos EUA realizado a bordo do USS Wasp

Por Segundo-Sargento Phillip Pavlovich, Relações Públicas do USS Wasp / Editado por Diálogo
dezembro 17, 2019

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Vinte oficiais navais multinacionais da Força-Tarefa Combinada (CTF, em inglês) a bordo do navio de assalto anfíbio USS Wasp participaram do primeiro curso teórico sediado pela Escola Superior de Guerra Naval dos EUA sobre planejamento de assistência humanitária e ajuda em desastres (HADR, em inglês), realizado de 13 de outubro a 5 de novembro.

A CTF marítima contou com representantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Estados Unidos e Peru. O curso compreendia três fases de treinamento elaboradas para criar um procedimento operacional padrão (SOP, em inglês) para apoiar a assistência humanitária internacional.

“Ao longo dos anos, estabelecemos uma interoperabilidade e a reforçaremos através de procedimentos operacionais compartilhados, compreensão do ambiente de operações e resposta de nossas respectivas forças armadas em cenários que necessitem assistência humanitária e ajuda em desastres”, disse o Capitão de Mar e Guerra da Marinha dos EUA Steven Stacy, que coordenou e tornou possível o treinamento. “Estamos realizando agora essas missões com nossos parceiros e esperamos que a Força-Tarefa Combinada eventualmente estabeleça uma organização permanente que nos ajudará a conduzir as operações multinacionais de maneira mais rápida e efetiva na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA.”

Os participantes embarcaram no Wasp durante sua visita ao porto de Valparaíso, no Chile. Esse engajamento é parte da viagem pela América do Sul do navio Wasp, que muda seu porto de origem de Sasebo, Japão, para Norfolk, Virgínia, depois de ter servido durante quase dois anos na área de operações da 7ª Frota dos EUA.

A primeira fase do treinamento cobriu o planejamento de ajuda internacional em desastres com membros da Escola Superior de Guerra Naval dos EUA, durante sua estada em Valparaíso, no Chile.

Oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil fazem uma visita a bordo do USS Wasp. (Foto: Terceiro-Sargento do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Teagan Fredericks)

Depois de partir de Valparaíso, a CTF passou à segunda fase, um exercício teórico sobre como planejar uma resposta combinada a um desastre hipotético causado por um furacão em Honduras. Cada membro da CTF era responsável pela análise de um caso de uma prévia resposta humanitária.

“Representantes de cada nação parceira e dos EUA demonstraram suas capacidades e os mecanismos de resposta militar e civil de seus respectivos países”, disse o Capitão de Corveta Diego Miranda, oficial de Inteligência da CTF lotado no Corpo de Fuzileiros Navais Sul. “Essa compreensão e informações valiosas aprimoraram a interoperabilidade e o valor do treinamento da CTF e permitirão o avanço de um procedimento operacional abrangente e compartilhado.”

Na parte final do curso, os alunos planejaram e executaram um cenário fictício de HADR, demonstrando seus conhecimentos e compreensão do seu potencial de interoperabilidade. Eles criarão um esboço de um SOP de HADR que servirá no futuro como modelo para uma resposta multinacional a um desastre.

“Compreender o que se espera de nós e o que podemos esperar dos outros em uma crise pode salvar vidas e evitar sofrimento”, disse o professor Tony Fox, subdiretor do Programa de Resposta Humanitária Civil-Militar da Escola Superior de Guerra Naval.

“O resultado final é que nós e nossos parceiros multinacionais pretendemos fornecer não apenas educação, mas também a documentação que nos permitirá dar uma resposta mais rápida e eficiente de assistência humanitária e ajuda em casos de crises, onde cada minuto é importante.”

O treinamento multinacional também trouxe benefícios à missão da Marinha dos EUA em geral. “Essa experiência permite que a Marinha dos EUA fortaleça a parceria com vários aliados estratégicos da região, proporcione uma maior interoperabilidade e uma melhor prontidão regional e dos seus componentes”, disse o CMG Stacy. “[Além disso], representa o passo inicial para que as Forças Navais do Comando Sul dos EUA e a 4ª Frota criem uma Força-Tarefa Combinada multinacional.”

A viagem enfatizou as missões da CTF. “Todas as nações envolvidas compartilham o respeito aos direitos humanos e o desejo de criar relacionamentos fortes entre suas forças armadas”, disse o CC Miranda. “Esses relacionamentos são essenciais para reduzir as ameaças e fortalecer a prontidão coletiva e as capacidades necessárias para enfrentar os desafios globais da atualidade. A conscientização compartilhada conquistada pela missão da CTF a bordo do Wasp contribuirá muito para que esses objetivos sejam alcançados.”

A Escola Superior de Guerra Naval vem formando e desenvolvendo líderes de todas as armas, das agências e departamentos do governo dos EUA e das forças armadas internacionais, desde a sua criação em 1884.

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