El Salvador se integra ao sistema de radares do SOUTHCOM para combater narcotráfico

El Salvador Joins SOUTHCOM Radar System to Combat Drug Trafficking

Por Dialogo
fevereiro 11, 2016




Para melhorar a troca de informações sobre operações aéreas antinarcóticos, El Salvador integrará seus radares de controle de tráfego aéreo ao Sistema Cooperativo de Integração de Informação Situacional (CSII) do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM). A integração foi oficializada com a assinatura de um acordo entre a Comissão Executiva Portuária Autônoma (CEPA) e os Estados Unidos, através de sua embaixada em El Salvador, em 15 de dezembro de 2015.

“O Escritório de Cooperação e Segurança da Embaixada dos Estados Unidos em El Salvador (OSC) planejará o procedimento de integração e posteriormente instalará o sistema nos equipamentos da CEPA”, explicou o representante do SOUTHCOM em El Salvador, Major Stanley Medykowski. O CSII é uma resposta à necessidade de fortalecer o intercâmbio de informações e otimizar os recursos de que cada país dispõe para combater a ameaça do narcotráfico.

Por meio de um sistema online, o CSII compartilha informações não confidenciais – como rotas aéreas, marítimas e terrestres – em um mapa operacional. Assim, os operadores podem monitorar o movimento de embarcações e aeronaves, representadas por pontos e linhas, na tela do computador.

“Cada usuario [país] define seu mapa operacional e pode adaptar seu perfil para visualizar as rotas que lhe interessam de acordo com seus requisitos operacionais”, disse o Major Medykowski. “Através do CSII, é possível inclusive conversar por chat, com tradução automática em inglês e espanhol, com oficiais em outros países.”

Graças a esse intercâmbio de informações, os países participantes do sistema podem organizar interdições que às vezes começam em águas internacionais, continuam ao longo das fronteiras marítimas de uma nação e terminam no litoral de outra. A Força-Tarefa Conjunta Interagências – Sul (JIATF-S) é responsável por coordenar o sistema a partir de sua sede em Cayo Hueso, na Flórida, além de integrar os radares salvadorenhos ao sistema, cujos custos de provisão e manutenção ficam a cargo do OSC.

CSII em toda a região


O SOUTHCOM planeja expandir o CSII em toda a América Latina e no Caribe, de acordo com o Coronel Robert A. Wagner, Comandante do OSC na Embaixada dos Estados Unidos em El Salvador.

“O CSII obteve sua capacidade operativa inicial em setembro de 2012, como resultado de muitos anos de esforço para melhorar a forma com que se compartilha informação situacional entre países parceiros”, disse o Cel. Wagner, após a assinatura do acordo, em 15 de dezembro. “Com este projeto, ampliamos o alcance do sistema para detectar mais tráfego aéreo ilícito.”

O sistema também inclui informações coletadas pelo Radar Relocalizável sobre o Horizonte da Marinha dos Estados Unidos, que cria imagens dos objetos identificados pelo radar nas telas dos usuários.

“O CSII proporciona aos países associados um maior grau de flexibilidade no intercâmbio de informação”, disse o Capitão de Corveta Matthew Johnson, Oficial de Domínio da Informação e Administrador do Programa CSII no SOUTHCOM. “Continuaremos trabalhando para melhorar as capacidades de implementação e promover a adesão de mais países parceiros.”

Centro de Controle de Radar


Ao participar do CSII, El Salvador integrará a informação dos radares civis – primários e secundários – ao CSII, com o objetivo de melhorar o trabalho realizado pelas forças de segurança para detectar estruturas de narcotráfico em céu salvadorenho, afirmou o presidente da CEPA, Nelson Vanegas. Os radares primários utilizam a reflexão de eletromagnéticas para determinar a distância e a direção das aeronaves em relação à estação de radar. Já os secundários são instalados nas aeronaves de forma que, quando a estação em terra interroga a aeronave, esta responde e, com sua resposta, determina-se sua posição, sua altitude e sua identificação (vigilância cooperativa).

“Para a CEPA, é muito importante dar fiel cumprimento ao convênio assinado entre os governos de El Salvador e dos Estados Unidos, a fim de contribuir para integrar os radares do Aeroporto Internacional [Monseñor Óscar Arnulfo Romero] e fortalecer as operações aéreas antinarcóticos em território salvadorenho”, disse Vanegas na assinatura do acordo.

Desde agosto de 2014, a CEPA conta com um moderno Centro de Controle de Radar, com apoio da Corporação Centro-Americana de Serviços de Navegação Aérea (COCESNA). A CEPA investiu US$ 2,5 milhões, e a COCESNA, em torno de US$ 1,7 milhão no novo sistema de radares, que inclui 17 consoles instalados na Sala de Radar e na Torre de Controle no aeroporto internacional, permitindo uma comunicação mais precisa com as aeronaves e o controle do tráfego aéreo.

El Salvador também conta com o Sistema de Arquivos de Internet WIFS/WAFS desde outubro de 2014. A plataforma armazena informações sobre previsão de temperatura, direção e velocidade do vento, temperatura e umidade na altitude, direção e velocidade de ventos máximos, imagens de satélite sobre aeroportos de origem e destino para aeronaves. Esse sistema atende aos requisitos técnicos da Organização de Aviação Civil Internacional e da Organização Meteorológica Mundial para recepção de informações. O país também é o único na América Central que dispõe de um Terraço de Observação Meteorológica, cujos radares recebem informações climáticas para assegurar condições de voo seguras.
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