Colômbia neutraliza comandante do ELN

Colômbia neutraliza comandante do ELN

Por Marcos Ommati/Diálogo
junho 10, 2020

O governo da Colômbia anunciou no dia 14 de maio que quatro membros do Exército de Libertação Nacional (ELN), incluindo o comandante desse grupo guerrilheiro terrorista de extrema-esquerda, foram neutralizados por unidades das Forças Militares da Colômbia, em coordenação com a Polícia Nacional e com o apoio da Procuradoria Geral da Nação. “O indivíduo conhecido como Mocho Tierra era considerado um alvo de grande valor e estava envolvido no planejamento e na execução de atentados terroristas contra a população civil e as Forças Armadas”, disse o ministro da Defesa da Colômbia Carlos Holmes Trujillo, que também divulgou um vídeo da operação na área rural de Montecristo, no estado de Bolívar, durante uma entrevista coletiva.

De acordo com Trujillo, o bombardeio foi uma operação conjunta entre a Força Aérea, tropas do Exército e a Polícia. Vulgo Mocho Tierra, cuja identidade real não foi divulgada, era encarregado do tráfico de drogas e da mineração ilegal que gerava rendimentos mensais de aproximadamente US$ 1 milhão. “Vulgo Mocho Tierra era membro do ELN há quase três décadas e participou do sequestro de passageiros de um avião em 1999”, disse Trujillo.

Cessar-fogo fracassado

Em março, o ELN anunciou um cessar-fogo de um mês a partir do dia 1º de abril, pois o país lutava contra um aumento dos casos de coronavírus. O governo do presidente Iván Duque suspendeu as conversações preliminares sobre um acordo de paz, quando o grupo terrorista acabou com a vida de 22 pessoas e feriu muitas outras em um ataque com um carro-bomba, em janeiro de 2019, na Academia de Polícia General Santander, na capital da Colômbia, Bogotá, segundo informações da AFP e de diversas outras agências de notícias.

O grupo reiniciou os ataques depois do cessar-fogo e o Exército o culpou por uma série de bombardeios contra oleodutos, segundo a Reuters. Estatísticas oficiais do governo colombiano indicam que o ELN teria supostamente 2.000 guerrilheiros, que durante anos estiveram envolvidos em sequestros, recrutamento forçado de menores e uso de minas terrestres. O grupo opera em cerca de 10 por cento do país e é muito menor do que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, ou FARC, que assinaram um histórico acordo de paz com o governo da Colômbia em 2016.

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