Colômbia evita a saída de 4,5 toneladas de entorpecentes

Colômbia evita a saída de 4,5 toneladas de entorpecentes

Por Yolima Dussán/Diálogo
abril 16, 2021

Operações militares conjuntas na Colômbia evitaram a saída de 4,5 toneladas de entorpecentes para os mercados internacionais.

No dia 3 de março de 2021, o Exército Nacional informou à imprensa sobre a apreensão de 3.538 quilos de maconha tipo creepy em 75 sacos transportados em duas embarcações que navegavam pelo Rio Yarí, no estado de Caquetá.

O Exército Nacional da Colômbia informou que em uma operação conjunta apreendeu 3.538 kg de maconha tipo creepy em duas embarcações que navegavam pelo Rio Yarí, no estado de Caquetá, no dia 3 de março de 2021. (Foto: Exército Nacional da Colômbia)

A droga pertencia a um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia comandadas pelo indivíduo conhecido como Alonso 45, responsável pelo transporte de maconha do estado de Cauca para o Brasil, explicou à imprensa o General de Exército da Colômbia Jorge Hernando Herrera Díaz, comandante da Sexta Divisão do Exército Nacional.

A presença cada vez maior de carregamentos de maconha no sul do país “é resultado das dificuldades impostas pela COVID-19 à dinâmica criminosa do narcotráfico”, disse à Diálogo o Contra-Almirante da Marinha da Colômbia José David Espitia Jiménez, comandante da 72ª Força-Tarefa Contra o Narcotráfico Poseidón.

“A dificuldade de transporte dos precursores para a cocaína os obriga a diversificar o narcotráfico. Com a maconha tipo creepy, que em alguns portos ultrapassa o valor da cocaína, eles tentam compensar os lucros que recebiam desta droga”, acrescentou o C Alte Espitia. “Além disso, a maconha tem uma situação muito diferente quanto à sua produção. É preciso [para sua fabricação] haver um fertilizante que seria o mesmo utilizado para outros cultivos, cultivos legais.”

Em outra operação, a Marinha Nacional da Colômbia informou no dia 1º de março sobre a apreensão no estado de Chocó de 1 tonelada de cocaína distribuída em 29 bolsas, que pertencia ao grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional.

“Esse carregamento de narcóticos seria armazenado para posterior carregamento em uma embarcação, na qual seria transportado de forma ilegal até os países da América Central e os Estados Unidos”, informou a Marinha.

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