Líderes militares e de segurança de toda a região reuniram-se em Antígua e Barbuda, de 16 a 20 de março de 2026, para a conferência final de planejamento do Tradewinds 26 (TW26), um exercício patrocinado pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). A reunião reuniu nações participantes e organizações parceiras para coordenar cenários, alinhar objetivos e concluir os preparativos para o exercício multinacional.
Realizada na Universidade Americana de Antígua, a conferência concentrou-se na sincronização de esforços entre agências militares, de segurança e civis antes do exercício, que ocorrerá de 3 a 17 de junho. O Tradewinds 26 reunirá mais de 1.000 participantes atuando nos domínios terrestre, aéreo e marítimo.
O Tradewinds é um exercício anual voltado a fortalecer a coordenação entre nações parceiras e aprimorar sua capacidade de responder a desafios regionais. O treinamento integra Exercícios de Treinamento de Campo (FTX) e Exercícios de Posto de Comando (CPX), permitindo que os participantes ensaiem tanto a execução operacional quanto os processos de comando e controle em cenários realistas.
“O Tradewinds 26 (TW26) representa a interseção entre prontidão e parceria”, afirmou o Tenente-Coronel Innis Bryant, do Exército dos EUA, chefe de Exercícios Conjuntos do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), durante a conferência final de planejamento do TW26. “Ele garante que a Força Conjunta possa operar de forma integrada com os aliados regionais, responder rapidamente a crises e dissuadir coletivamente ameaças comuns.”
Os países participantes deste ano são Antígua e Barbuda (nação anfitriã), Bahamas, Barbados, Belize, Bermudas, Canadá, Colômbia, Dominica, República Dominicana, Equador, França, Granada, Guiana, Jamaica, México, Países Baixos, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Ilhas Turcas e Caicos, Reino Unido e Estados Unidos.
Os esforços de planejamento também incluíram a coordenação com importantes organizações regionais, como a Comunidade do Caribe (CARICOM), o Sistema de Segurança Regional (RSS), a Agência de Implementação do Caribe para Crime e Segurança (IMPACS) e a Agência de Gestão de Emergências em Desastres do Caribe (CDEMA). Essas entidades desempenham um papel fundamental para garantir que os cenários do exercício reflitam as prioridades regionais reais, incluindo resposta a desastres, cooperação em segurança e coordenação interagências.
O exercício é adaptado ao ambiente operacional do Caribe, com ênfase especial na assistência humanitária e resposta a desastres em regiões propensas a furacões, bem como na coordenação contra ameaças transnacionais. Realizar o exercício em um país parceiro permite que as forças participantes testem logística, sistemas de comunicação e estruturas de comando em condições que refletem operações reais.
“Realizar esses exercícios em ambientes de parceiros testa nosso alcance operacional”, disse o Ten Cel Bryant. “Isso nos permite praticar o comando e controle da coalizão e alcançar a integração entre nossas forças e as dos parceiros. Essas lições não podem ser reproduzidas nas bases de origem.”
De acordo com a Tenente-Coronel Sonya Y. Frazier, do Exército dos EUA, planejadora assistente do exercício TW26, o processo de planejamento é essencial para garantir que o exercício gere resultados práticos para todos os participantes.
“A força conjunta dos EUA se beneficia desse treinamento ao adquirir ferramentas práticas e experiência para melhor proteger seus interesses e responder rapidamente a crises”, disse a tem Cel Frazier. “O treinamento com parceiros multiplica capacidades e experiência, preparando os participantes para enfrentar juntos desafios variados e complexos.”
O Tradewinds 26 integrará forças militares agências civis e equipes de Observadores/Controladores-Instrutores, reforçando uma abordagem governamental abrangente à segurança regional e à resposta a desastres. Ao alinhar os objetivos durante a fase de planejamento, as nações participantes ficam mais bem preparadas para executar operações coordenadas durante o exercício de junho.
À medida que os preparativos são concluídos, o Tradewinds continua a servir como uma plataforma fundamental para fortalecer a coordenação operacional, melhorar a interoperabilidade e apoiar a estabilidade regional em todo o Caribe.


