Chefes das Forças Aéreas e altos comandantes militares representando as forças aéreas de 19 nações do Hemisfério Ocidental reuniram-se na República Dominicana, de 15 a 19 de junho, para a 66ª Conferência Anual dos Chefes das Forças Aéreas Americanas (CONJEFAMER), reforçando um compromisso comum com a segurança regional, a cooperação e a interoperabilidade por meio do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA).
A conferência anual funciona como o principal fórum do SICOFAA para que os países-membros troquem perspectivas, discutam desafios comuns e forneçam orientação estratégica para os esforços futuros da organização. A conferência deste ano foi encerrada com a aprovação, pelos chefes das Forças Aéreas participantes, de um novo foco estratégico voltado ao controle do espaço aéreo e ao combate às atividades aéreas ilícitas, marcando a mais recente iniciativa da organização para enfrentar os desafios de segurança em constante evolução na região.
Durante a cerimônia de abertura, o Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, o Marechal do Ar John D. Lamontagne, destacou a importância das parcerias multinacionais.
“As oportunidades para nossas forças aéreas treinarem juntas e desenvolverem interoperabilidade são essenciais para a prontidão da Força Aérea dos Estados Unidos”, afirmou o Mar Ar Lamontagne.
Fundada em 1961, a SICOFAA evoluiu para uma organização multinacional focada em promover a cooperação entre as forças aéreas americanas por meio de doutrina comum, intercâmbios profissionais, exercícios simulados e eventos de treinamento operacional. Atualmente, a organização conta com 21 nações-membros ativas e oferece uma estrutura de colaboração, que preserva a soberania dos países participantes.
De acordo com o Coronel David Bewley, da Força Aérea dos EUA, secretário-geral da SICOFAA, o engajamento presencial continua sendo um dos pontos fortes mais valiosos da organização. “Não é possível substituir as relações pessoais”, disse o Cel Bewley. “Conhecer e apertar a mão do seu homólogo, olhá-lo nos olhos e ouvir suas prioridades e preocupações ajuda a compreender que essas prioridades e preocupações também são as suas.”
Esses relacionamentos são fortalecidos por meio de encontros recorrentes, exercícios e intercâmbios profissionais destinados a melhorar a interoperabilidade antes que ocorram situações reais. No início deste ano, os países-membros participaram do COOPERACIÓN XI, o exercício multinacional de assistência humanitária e resposta a desastres da SICOFAA, sediado pelo Brasil, que colocou em prática o treinamento e a doutrina comuns.
O Mar Ar Lamontagne também mencionou os esforços regionais para combater ameaças transnacionais, incluindo a cooperação entre países parceiros para enfraquecer e interromper atividades ilícitas.
“Estamos ansiosos para trabalhar com os membros da Coalizão das Américas contra os Cartéis, que se comprometeram a derrotar o flagelo do narcoterrorismo, pois, juntos, podemos fazer mais”, disse o Mar Ar Lamontagne.
Um dos resultados mais significativos da conferência foi a aprovação de uma nova área de foco estratégico destinada a fortalecer os esforços regionais para garantir a soberania do espaço aéreo e enfrentar ameaças transnacionais emergentes.
“Garantir a soberania aérea é um imperativo compartilhado por todo o hemisfério”, disse o Mar Ar Lamontagne, enfatizando a importância do compartilhamento de informações e da ação coletiva entre as nações parceiras para enfrentar os desafios de segurança regional em constante evolução.
A iniciativa será incorporada ao próximo plano estratégico da SICOFAA e servirá como uma terceira linha de ação, ao lado da assistência humanitária e resposta a desastres, bem como do fortalecimento de relações institucionais, refletindo a capacidade da SICOFAA de se adaptar a desafios emergentes sem abrir mão de seu compromisso histórico com a cooperação e o apoio mútuo.
“Partimos hoje com uma SICOFAA mais robusta, interoperável e preparada para enfrentar desafios comuns, responder a emergências humanitárias e prestar assistência oportuna às nossas populações”, disse o Brigadeiro Floreal T. Suárez Martínez, comandante-geral da Força Aérea da República Dominicana e presidente da CONJEFAMER.
A conferência foi encerrada com uma cerimônia de transferência do sino da SICOFAA da República Dominicana para o Peru, simbolizando a escolha do Peru como próximo país anfitrião e o início dos preparativos para o próximo ciclo anual da organização.
“Reafirmamos que o espaço aéreo que nos separa é, na realidade, o que mais nos une”, disse o Brig Suárez Martínez.
Com um novo foco estratégico no controle do espaço aéreo, as nações participantes encerraram a conferência com um roteiro destinado a fortalecer a cooperação e enfrentar os desafios emergentes em todo o Hemisfério Ocidental.



