Bolívia: FELCN combate narcotráfico na Região Amazônica

Por Dialogo
novembro 21, 2014




A Força Especial na Luta Contra Narcóticos (FELCN) está intensificando suas operações de segurança – “combatendo organizações do crime organizado na Amazônia Boliviana”, segundo o chefe da FELCN, Mario Centellas.

Como consequência, eles registraram várias operações bem-sucedidas na região nos últimos meses.

Por exemplo, a FELCN apreendeu uma aeronave modelo C-210 G Cessna e 102 kg de cocaína no Departamento de Beni em 12 de outubro .
A aeronave estava registrada no Paraguai.

Durante essa operação, eles também prenderam quatro suspeitos: o paraguaio Wilder David, o brasileiro Joao Carlos L.C.; o peruano José V.S.; e o boliviano Gary R.A. A rede de narcotráfico armazenava cocaína, que eles haviam trazido para a Bolívia do Peru, em uma fazenda. Dali, eles planejavam transportar a droga para Paraguai, Brasil e Europa. Antes de a operação de segurança quebrar seu esquema, pilotos da gangue transportavam cocaína em quatro a seis voos por dia, segundo o La Prensa.


Operações antidrogas bem-sucedidas


Entre outras missões, membros da FELCN realizam patrulhas diárias para localizar e destruir laboratórios de drogas clandestinos, além de operações aéreas e apreensão de drogas.

Eles andam bastante ocupados. De janeiro a 31 de outubro deste ano, agentes antinarcóticos da FELCN realizaram 11.286 operações na região amazônica e em todo o país. No período, detiveram 2.920 pessoas suspeitas de atividades do narcotráfico, erradicaram 9.457 hectares de plantações de coca e apreenderam 175 t de drogas. O total supera as 118 t de drogas apreendidas em 2013.

A FELCN e outras forças de segurança concentram muita de sua atenção em três áreas-chave onde grupos do crime organizado transportam drogas do Peru para a Bolívia: San Martin, Puno e a região do VRAEM. Essas são as áreas onde narcotraficantes operam centros de produção e processam a pasta-base de cocaína, que, depois, refinam nas regiões no norte do país.

Ainda assim, seus esforços se espalham por toda a Bolívia, onde havia 762 gangues em ação em 2013, segundo o Observatório de Segurança Pública Nacional. Muitas dessas organizações criminosas estão concentradas nos Departamentos de La Paz, Santa Cruz e Cochabamba. Algumas delas são gangues de rua, enquanto outras são grupos do crime organizado maiores e mais sofisticados.

Alguns desses grupos são colombianos. Na Bolívia, narcotraficantes colombianos podem produzir um quilo de cocaína de alta qualidade de pasta-base peruana por menos de US$ 2.000 (R$ 5.000). Esse mesmo quilo em Buenos Aires ou São Paulo vale até US$ 8.000 (R$ 20.000). Vários grupos do narcotráfico colombiano – além do brasileiro – operam em áreas remotas da região amazônica, onde produzem e transportam volumes significativos de drogas e armas e também realizam tráfico de pessoas.

Cooperação e tecnologia


Embora as organizações criminosas trabalhem nas fronteiras bolivianas, o país está contra-atacando ao cooperar com outros países na região.

Por exemplo, em operações conjuntas, a FELCN e as forças de segurança peruanas apreenderam 16 aeronaves de janeiro à metade de novembro. Enquanto isso, forças de segurança colombianas e brasileiras realizam operações de segurança bem-sucedidas para proteger suas fronteiras, algumas vezes utilizando tecnologias avançadas como vigilância aérea.

Essas tecnologias, embora “caras a principio, podem levar a uma economia para o Estado no médio prazo", disse Carlos Mendoza Mora, consultor de segurança da Consultoria de Projetos Estratégicos, uma empresa privada da Cidade do México. Ele acrescenta que o foco dos esforços da FELCN em regiões fronteiriças é uma estratégia eficaz, que proporciona “viabilidade e segurança” aos civis nessas áreas.



A Força Especial na Luta Contra Narcóticos (FELCN) está intensificando suas operações de segurança – “combatendo organizações do crime organizado na Amazônia Boliviana”, segundo o chefe da FELCN, Mario Centellas.

Como consequência, eles registraram várias operações bem-sucedidas na região nos últimos meses.

Por exemplo, a FELCN apreendeu uma aeronave modelo C-210 G Cessna e 102 kg de cocaína no Departamento de Beni em 12 de outubro .
A aeronave estava registrada no Paraguai.

Durante essa operação, eles também prenderam quatro suspeitos: o paraguaio Wilder David, o brasileiro Joao Carlos L.C.; o peruano José V.S.; e o boliviano Gary R.A. A rede de narcotráfico armazenava cocaína, que eles haviam trazido para a Bolívia do Peru, em uma fazenda. Dali, eles planejavam transportar a droga para Paraguai, Brasil e Europa. Antes de a operação de segurança quebrar seu esquema, pilotos da gangue transportavam cocaína em quatro a seis voos por dia, segundo o La Prensa.


Operações antidrogas bem-sucedidas


Entre outras missões, membros da FELCN realizam patrulhas diárias para localizar e destruir laboratórios de drogas clandestinos, além de operações aéreas e apreensão de drogas.

Eles andam bastante ocupados. De janeiro a 31 de outubro deste ano, agentes antinarcóticos da FELCN realizaram 11.286 operações na região amazônica e em todo o país. No período, detiveram 2.920 pessoas suspeitas de atividades do narcotráfico, erradicaram 9.457 hectares de plantações de coca e apreenderam 175 t de drogas. O total supera as 118 t de drogas apreendidas em 2013.

A FELCN e outras forças de segurança concentram muita de sua atenção em três áreas-chave onde grupos do crime organizado transportam drogas do Peru para a Bolívia: San Martin, Puno e a região do VRAEM. Essas são as áreas onde narcotraficantes operam centros de produção e processam a pasta-base de cocaína, que, depois, refinam nas regiões no norte do país.

Ainda assim, seus esforços se espalham por toda a Bolívia, onde havia 762 gangues em ação em 2013, segundo o Observatório de Segurança Pública Nacional. Muitas dessas organizações criminosas estão concentradas nos Departamentos de La Paz, Santa Cruz e Cochabamba. Algumas delas são gangues de rua, enquanto outras são grupos do crime organizado maiores e mais sofisticados.

Alguns desses grupos são colombianos. Na Bolívia, narcotraficantes colombianos podem produzir um quilo de cocaína de alta qualidade de pasta-base peruana por menos de US$ 2.000 (R$ 5.000). Esse mesmo quilo em Buenos Aires ou São Paulo vale até US$ 8.000 (R$ 20.000). Vários grupos do narcotráfico colombiano – além do brasileiro – operam em áreas remotas da região amazônica, onde produzem e transportam volumes significativos de drogas e armas e também realizam tráfico de pessoas.

Cooperação e tecnologia


Embora as organizações criminosas trabalhem nas fronteiras bolivianas, o país está contra-atacando ao cooperar com outros países na região.

Por exemplo, em operações conjuntas, a FELCN e as forças de segurança peruanas apreenderam 16 aeronaves de janeiro à metade de novembro. Enquanto isso, forças de segurança colombianas e brasileiras realizam operações de segurança bem-sucedidas para proteger suas fronteiras, algumas vezes utilizando tecnologias avançadas como vigilância aérea.

Essas tecnologias, embora “caras a principio, podem levar a uma economia para o Estado no médio prazo", disse Carlos Mendoza Mora, consultor de segurança da Consultoria de Projetos Estratégicos, uma empresa privada da Cidade do México. Ele acrescenta que o foco dos esforços da FELCN em regiões fronteiriças é uma estratégia eficaz, que proporciona “viabilidade e segurança” aos civis nessas áreas.
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