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Por que os Estados Unidos devem usar forças de operações especiais para combater o Estado Islâmico (ISIS)

Why the United States Should Use Special Operations Forces to Fight the Islamic State (ISIS)

Por Dialogo
fevereiro 29, 2016




As Forças de Operações Especiais (SOF, na sigla em inglês) do Exército dos Estados Unidos chegaram ao Iraque para executar operações contra o Estado Islâmico (ISIS) como parte de um esforço mais coordenado e efetivo de combate à organização terrorista. As forças especiais também estão presentes na Síria, onde obtêm inteligência, prestam tarefas de assistência militar às forças curdas e conduzem operações contra alvos importantes.

Uma das estratégias iniciais elaboradas pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para enfrentar a ameaça do ISIS foi uma série de ataques aéreos contra alvos específicos para destruir enclaves jihadistas. Mas, à luz dos acontecimentos, as autoridades militares enviaram as SOF para atingir certos objetivos que por natureza só podem ser alcançados com o uso dessas unidades.

Além disso, os EUA pediram abertamente a outros países que enviem forças de operações especiais para se juntar à luta contra o ISIS, incluindo aliados tradicionais dos EUA como Reino Unido e Austrália. O Secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, confirmou. “Pedimos a países da região que assumam um papel mais ativo na campanha militar contra o terrorismo islâmico.”


Entre os países da região com forças de operações especiais que treinaram com seus pares norte-americanos, estão a Jordânia, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. Nesse contexto, fica evidente a plena vigência do famoso e velho aforismo norte-americano “boots on the ground” [botas no solo, na tradução literal], já que a presença e a mobilização de forças terrestres é necessária para a conquista e a ocupação de um território consolidado como resultado de uma operação militar.

A partir desses fatos, é evidente que os EUA devem usar forças de operações especiais para lutar contra o Estado Islâmico. Um elemento essencial da atual política de defesa dos EUA é o uso das SOF, que ganhou maior importância na guerra moderna, sobretudo por causa das capacidades que podem mobilizar, o treinamento rigoroso, a flexibilidade organizacional, os tipos de missões que podem executar, o impacto das ações e as características da nova ameaça onde prevalecem a incerteza e a assimetria.

Por serem capazes de executar ações rápidas e normalmente encobertas com um volume reduzido de unidades, as SOF são especialmente adequadas para a realização de operações militares em resposta a várias ameaças. A multiplicidade de tarefas que podem executar – na guerra e em operações militares fora da guerra – fazem dessas forças um instrumento apropriado para respostas militares rápidas e flexíveis, ao contrário de forças convencionais que podem causar ou agravar a escalada de uma crise.


Também será muito importante para os EUA planejar adequadamente o compromisso das SOF em missões de combate. Isto implica uma avaliação completa e adequada e a consideração dos riscos às próprias forças em virtude da possibilidade de vítimas e maiores dificuldades de recuperação com base no tempo e nos custos envolvidos na substituição. Mas as consequências políticas, estratégicas e operacionais que poderiam decorrer de uma missão malsucedida também devem ser levadas em conta. Portanto, antes de comprometer uma missão potencial, os comandantes e assessores devem fazer um planejamento completo e ponderar qualquer efeito futuro.

É precisamente nesse contexto que surge um dos principais desafios das forças de operações especiais: desenvolver uma força versátil e flexível capaz de combater e derrotar ameaças convencionais em um cenário típico de conflito interestatal e lidar com organizações não estatais, como grupos terroristas e organizações paramilitares, com base na realidade e nas normas de cada país.

Como se vê, os cenários de combate variados e contraditórios que podem ser enfrentados por uma força dessa natureza exigem um conhecimento detalhado sobre suas habilidades – confirmando a importância das forças de operações especiais como um instrumento apropriado de resposta militar em tempos de paz, crise e guerra.

Tenente Coronel Rocco Vergara Lancellotti é Subdiretor da Academia de Guerra do Exército chileno.

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