Julgamentos por crimes de guerra fortalecem a justiça na Guatemala

Por Dialogo
abril 12, 2013


Os julgamentos por crimes cometidos durante a guerra civil na Guatemala (1960-1996) fortalecem o sistema de justiça, afirmou um comunicado divulgado em 10 de abril pela Embaixada dos Estados Unidos nesse país centro-americano, referindo-se ao processo por genocídio contra o ex-ditador Efraín Ríos Montt.

“Nos últimos anos, a Guatemala fez avanços significativos no fortalecimento do setor justiça ao entregar à lei os responsáveis pelos crimes cometidos durante o conflito armado interno”, segundo o documento.

De acordo com a nota, os Estados Unidos reiteraram a “importância da justiça para a reconciliação” da Guatemala, onde cerca de 200 mil pessoas morreram ou desapareceram no período do conflito armado, segundo informativo da ONU.

“Os Estados Unidos apoiam os processos judiciais verdadeiros, independentes, transparentes e imparciais dos indivíduos acusados de cometer delitos”, acrescentou o comunicado, que também exortou os guatemaltecos a respeitarem “a legitimidade e a integridade” dos processos.

“Sem uma reconciliação verdadeira, o país dificilmente progredirá como todos esperam”, concluiu o breve texto.

Atualmente, Ríos Montt e o ex-chefe de inteligência militar José Rodríguez são julgados pelo massacre de 1.771 indígenas maias ixiles, ocorrido entre 1982 e 1983, o mais cruel da guerra.

Em março passado, o ex-paramilitar Isidro Cardona, que colaborou com o Exército durante o conflito, foi condenado a 50 anos de detenção pelo desaparecimento forçado do líder estudantil Edgar Paredes Chegüen, ocorrido no dia 12 de janeiro de 1982 na cidade de Chiquimula, a 175 quilômetros a leste da capital.



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