Tecnologia auxilia na assistência a desastres

Por Dialogo
julho 01, 2011




Todos esses cenários refletem a importância de meios de comunicação rápidos e eficazes para os vários exércitos e grupos de ajuda internacionais que atuam em operações de socorro quando ocorre um desastre natural. Na esteira de uma grande catástrofe, a qualidade da comunicação feita de governo para governo e as interações entre civis e exércitos são cruciais para maximizar a resposta do resgate. Tecnologia e peças de hardware para permitir a comunicação tenha sido componentes essenciais no auxílio de desastres.


HAITI, 12 de janeiro de 2010

“Pessoas presas no prédio ao lado da escola próximo à fonte”. Esta foi a mensagem, escrita em crioulo, que os trabalhadores humanitários internacionais receberam, mas não puderam entender depois do terremoto que atingiu o haiti, em 12 de janeiro de 2010. Eles utilizaram ferramentas tecnológicas, como o Skype e mensagens de texto, para encontrar falantes de crioulo que poderiam traduzir a mensagem. Uma rede local foi usada para converter o endereço em coordenadas de GPS, usadas pelas equipes de busca e salvamento para encontrar sobreviventes.

NOVA ZELÂNDIA, 23 de fevereiro de 2011

Uma australiana estava certa de que morreria na escuridão, presa sob sua mesa no prédio onde trabalhava, depois que um terremoto de magnitude 6.3 atingiu a cidade de christchurch, na nova Zelândia. Ela ficou presa por 24 horas e chegou a ligar para os filhos para se despedir. Durante a noite, ela falou com vários meios de comunicação pelo celular, detalhando a angustiante experiência de ser enterrada viva. As equipes de resgate conseguiram encontrar a trabalhadora e transportá-la para uma ambulância.

JAPÃO, 11 de maio de 2011, dois meses depois do terremoto, do tsunami e da crise nuclear

“Só passei pela área de Fukushima hoje no trem de Shinkansen, mas pude registrar a mudança na medição de forma muito evidente. À medida que eu me aproximava de Fukushima, o nível aumentava. o pico foi nas proximidades da capital. De lá em diante, o nível foi diminuindo”, conta a voluntária Kiki tanaka no relato de campo publicado em seu blog, onde descreve os níveis de radiação que mediu nas proximidades da área de Fukushima e compartilha as notícias com os residentes das proximidades.

TECNOLOGIA:
Mídias sociais

• O que sao: uma variedade de tecnologias altamente acessíveis, baseadas na internet e em telefones celulares, como o twitter, Facebook, blogs ou mensagens de texto.
• O que fazem: várias mídias sociais e redes de celulares permitem crowdsourcing (recebimento de dados colaborativamente, diretamente do campo de ação).
• Quem usa: os sobreviventes no haiti utilizaram mensagens de texto para pedir ajuda. A Guarda costeira dos EUA, o Departamento de Estado, o Pentágono e grupos de ajuda humanitária, juntamente com a operadora líder de telefonia celular do país, formaram uma rede de contatos de emergência para receber e analisar as solicitações de ajuda em forma de mensagens de celulares. Essa rede também monitorou postagens no Facebook e twitter para analisar a escassez de abastecimento. os dados foram então transmitidos ao comando Sul dos EUA, que os compartilhou com as Forças Armadas do haiti. na ocasião do desastre no haiti, o site All Partners Access network (APAn), uma rede social do Departamento de Defesa dos EUA, conectou pessoas e transmitiu informações para além de fronteiras organizacionais e geográficas.
• Vantagens: obtenção de dados rapidamente, diretamente a partir dos sobreviventes, que podem ser convertidos em instruções capazes de gerar ação. As informações obtidas de maneira colaborativa reduziram o tempo de resposta, fornecendo dados mais rápidos do que os canais tradicionais. “Foi no hati que, pela primeira vez, informações colaborativas foram usadas amplamente em um sistema de socorro emergencial”, linton Wells, diretor do centro para tecnologia e Segurança nacional da Universidade de Defesa nacional dos EUA, disse à Diálogo.

TECNOLOGIA:
Localizador de pessoas

• O que é: banco de dados online criado pelo Google.
• O que faz: fornece um meio para procurar, relatar ou confirmar informações sobre o paradeiro de pessoas. Além disso, o Google criou um mecanismo para as pessoas postarem fotos de listas impressas de evacuados, desaparecidos ou mortos. Esse banco usa informações colaborativas como um meio de coleta de dados.
• Quem usa: a ferramenta gerou 55.000 registros no haiti e mais de 620.000* no Japão durante os últimos desastres. Atuando como ponte para categorizar as informações, o Google contou com 5.000 voluntários para revisar e vetar fotos de 10.000 listas do tipo. Apesar de problemas na precisão dos números, esse banco de dados online preenchido com informações colaborativas provou ser eficaz na localização de sobreviventes.
• Vantagens: reduz o tempo de resposta, fornecendo informações mais rapidamente do que os canais tradicionais, e possibilita aos cidadãos ajudarem nas operações de socorro. “As pessoas trabalharam em problemas similares, compartilharam informações, e, muitas vezes, chegaram a melhores soluções”, disse craig Fugate, administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergência dos EUA, durante uma reunião do comitê no Senado dos EUA sobre segurança interna e assuntos governamentais, incluindo recuperação pós-desastres.

TECNOLOGIA:
Safecast.org

• O que é: site que coleta dados sobre níveis de radioatividade fornecidos por indivíduos, funcionários públicos e organizações sem fins lucrativos.
• O que faz: fornece uma plataforma para agregar as informações recolhidas de várias fontes. os relatórios atualizam os níveis de radiação em várias partes do Japão, cooperando com os esforços do governo e do exército.
• Quem usa: voluntários da Universidade de Keio, civis, funcionários públicos e organizações sem fins lucrativos vêm usando continuamente o site para relatar níveis de radiação.
• Vantagens: estabelece uma rede de dados para auxiliar as equipes de resgate, organizações sem fins lucrativos e cientistas.

HARDWARE:
sistema inflável de antena de telecomunicações

• O que é: um sistema inflável de antena de comunicação via satélite da empresa GAtr technologies que, quando inflado, apresenta uma espécie de prato de grande abertura, resultando em uma antena parabólica de precisão para telecomunicação.
• O que faz: provê acesso de emergência à internet, além de cobertura para celulares e linhas telefônicas através de redes via satélite. o sistema pode ser montado em menos de uma hora e tem desempenho igual a de uma antena rígida de mesmo tamanho, embora apresente 10 a 15 por cento do tamanho da embalagem de um sistema convencional. o sistema pode operar em baixa potência abastecido por energia solar, elétrica (Ac) ou a bateria (Dc). \
• Quem usa: utilizado para apoiar missões de busca e salvamento no haiti. Um tipo semelhante de antena foi construído pela equipe de comunicação e reação no Socorro ao haiti do 1º Esquadrão de comunicação para operações Especiais, que estabeleceu conexão em menos de nove minutos, e em quatro horas havia criado um link global para o componente Aéreo de Força combinada do haiti.
• Vantagens: fornece um suporte mais rápido de comunicação em campo aos esforços de ajuda humanitária e operações do exército. As comunicações via satélite são necessárias porque, muitas vezes, as transmissões de rádio não funcionam em ambientes de desastre.

*as estatísticas referentes ao Japão são estimadas devido à duplicidade de inscrições, nomes diferentes, falta de atualizações e outros problemas causados por erros de usuários.

Esta reportagem parece excelente, na minha opinião as autoridades que dirigem as comunicações deveriam, de comum acordo com os radioamadores, implementar frequências (alternativas) em áreas em que ocorra um evento e um porta-voz ou organismo que receba as informações e as retransmita, para evitar que cada radioamador informe por conta própria e dê espaço para interpretações que possam afetar seriamente os procedimentos, contem com minha humilde estação. Carlos LU2QBI. Radioamador Argentino
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