SOUTHCOM pode utilizar mais capacidades de ISR e cooperação em segurança

SOUTHCOM pode utilizar mais capacidades de ISR e cooperação em segurança

Por C. Todd Lopez/DOD News
maio 03, 2021

Devido à existência de organizações criminosas transnacionais dedicadas ao tráfico de drogas, armas e pessoas nas Américas Central e do Sul, além da intromissão e influência da China, Rússia, Irã e Cuba na região, o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) trabalha incansavelmente para manter a segurança na nossa vizinhança. O aumento da capacidade de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR, em inglês) e uma maior capacidade de oferecer oportunidades de cooperação de segurança às nações parceiras podem ajudar nesse processo, disse o Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do SOUTHCOM, no dia 15 de abril.

“Um modesto investimento em inteligência, vigilância e reconhecimento, a cooperação em matéria de segurança e a presença são muito úteis no hemisfério, e nos ajudarão e as nações parceiras a combater essas ameaças globais”, disse o Alte Esq Faller, durante uma audiência perante o Comitê Orçamentário da Câmara.

Além das ameaças que representam as organizações criminosas transnacionais e do envolvimento da China, Rússia, Irã e Cuba, as ameaças ao meio ambiente – tais como furacões e a pandemia da COVID-19 – tornaram a manutenção da segurança da área de responsabilidade do SOUTHCOM um desafio ainda maior, disse o Alte Esq Faller aos legisladores.

“Agora, mais do que nunca, eu sinto um profundo senso de urgência, pois nossa região está sob ataque de um círculo vicioso de ameaças”, afirmou o Alte Esq Faller. “E essas são ameaças globais, que estão bem aqui e agora em nossa vizinhança.”

O Alte Esq Faller disse aos legisladores que um aumento das capacidades de ISR do SOUTHCOM seriam de grande ajuda para o comando. Nesse exato momento, disse ele, o SOUTHCOM utiliza apenas 1 por cento das capacidades de ISR dos EUA.

“Nossa inteligência comanda tudo que fazemos”, declarou. “Nós a transformamos em conhecimentos; nós a compartilhamos onde podemos, especialmente com as nossas próprias agências governamentais dos EUA. Isso nos ajuda a compreender o que está acontecendo e como dar a melhor resposta de longo prazo.”

O Alte Esq Faller já havia dito anteriormente que uma “transferência de fundos ISR” especial possibilitou investimentos adicionais para apoiar as atividades ISR no departamento – inclusive para o SOUTHCOM – mas que esses fundos não estavam previstos no orçamento para o ano fiscal de 2021.

“Nós utilizamos esse dinheiro do fundo de transferência ISR para trabalhar no meio-ambiente, e descobrimos uma quantidade considerável de informações úteis que conseguimos passar para as nações anfitriãs agirem, para nossos parceiros das agências de imposição da lei e, em alguns casos, é… utilizado para revelar o comportamento maligno de chineses e russos”, ele disse.

Grande parte do que o SOUTHCOM oferece em sua área de responsabilidade é a cooperação de segurança, através dos relacionamentos entre as instituições militares que os EUA cultivam com suas nações parceiras na região.

“A cooperação de segurança é essencial”, disse ele. “É ela que constrói a capacidade dos parceiros. Assim é como nos tornamos mais interagentes com os parceiros. Os Estados Unidos têm os melhores equipamentos do mundo, e as nações parceiras querem nossos equipamentos; isso é um relacionamento de longo prazo.”

 

A cooperação de segurança é essencial”, disse ele. “É ela que constrói a capacidade dos parceiros. Assim é como nos tornamos mais interagentes com os parceiros. Os Estados Unidos têm os melhores equipamentos do mundo, e as nações parceiras querem nossos equipamentos; isso é um relacionamento de longo prazo” Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do SOUTHCOM.

 

O Alte Esq Faller também mencionou especificamente a importância dos adidos de defesa das embaixadas dos EUA.

“Essas são as linhas de frente de nossas embaixadas”, disse. “Precisamos equipar nossas embaixadas. Elas estão muito pouco equipadas para a competição atual. E depois ver como nos posicionamos como instituição militar, e onde os Estados Unidos se posicionam. Nesse hemisfério, a coisa certa é não manter bases permanentes, ter instalações mais simples, onde possamos entrar e sair e trabalhar com nossos parceiros em seu treinamento e prontidão.”

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