Vargas Llosa Mantém Vivo E Cheio De Ardor Seu Casamento Com A Literatura

Por Dialogo
janeiro 22, 2009

Perto de completar 73 anos de idade e meio século de sua incursão ao mundo literário, o ‎laureado escritor peruano Mario Vargas Llosa afirmou que seu “casamento”com a literatura se ‎mantém “vivo e cheio de ardor”, em uma entrevista publicada nessa quinta-feira na imprensa ‎uruguaia.‎ O escritor uruguaio Juan Carlos Onetti “dizia que sua relação com a literatura era adúltera e a ‎minha matrimonial. E é certo, porém a minha relação nunca chegou ao bocejo e à rotina. É ‎um casamento que se mantém muito vivo e cheio de ardor”, assegurou Vargas Llosa ao ‎semanário Búsqueda.‎ Após concluir o ensaio “A viagem à ficção”, com foco no mundo imaginário no qual se refugiou ‎Onetti, o consagrado escritor peruano, detentor de 40 doutorados honoris causa de ‎universidades de todo o mundo, incluindo a Sorbonne, Harvard, Yale e Oxford, prepara sua ‎próxima obra em sua terra natal.‎ ‎“Estou trabalhando em uma novela inspirada em um personagem histórico. O protagonista é ‎Roger Casement, um irlandês que foi cônsul britânico no Congo no final do século XIX e início ‎do século XX”, disse.‎ ‎“Em seguida estive na Amazônia, na época do ‘boom’ da borracha, e fiz um relato devastador ‎denunciando as atrocidades que ali se cometia” contra os indígenas, relatou o autor.‎ Informou dessa maneira que se trata de “um personagem de vida novelesca que foi amigo do ‎escritor (britânico) Joseph Conrad”.‎ Para escrever seu livro, Vargas Llosa visitou durante duas semanas, em outubro passado, a ‎República Democrática do Congo. “Foi uma viagem voltada para a crueldade humana, sobre a ‎qual falarei em outra ocasião”, acrescentou.‎ O autor de “A Cidade e os cachorros”, “A Guerra do Fim do Mundo”, “Tia Júlia e o ‎escrevinhador”e “Conversas na catedral”, entre outras novelas, espera chegar a Montevidéu ‎em meados do ano para apresentar “A viagem à ficção”, durante as comemorações do ‎centenário de nascimento de Onetti (1919-1994).‎
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