Santos recusa propostas de colaboração para dialogar com guerrilhas

Por Dialogo
fevereiro 01, 2012


O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, voltou a recusar, em 30 de janeiro, as propostas de colaboração para diálogos de paz com as guerrilhas que recebeu da Colômbia e do exterior, porque podem ser “contraproducentes”.

“Foram apresentadas diversas iniciativas, mandaram representantes, autoridades nacionais e internacionais, que querem fazer uma proposta, que querem criar um grupo, que querem intervir”, afirmou Santos, sem citar nomes, durante um ato no estado de Antioquia (noroeste).

O presidente explicou que sua negativa é a mesma que comunicou a vários presidentes latino-americanos que se ofereceram para colaborar durante a cúpula de fundação da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), em dezembro de 2011, em Caracas.

“A esta altura o melhor é não fazerem nada, que não se metam, que esperem o dia de amanhã, como já dissemos tantas vezes, quando podem apresentar-se as circunstâncias adequadas, e então veremos como devemos proceder”, disse Santos.

O Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha da Colômbia, pediu à recém-criada Celac para manter diálogos que permitam uma solução pacífica para o conflito armado que se estende há quase meio século.

Santos acrescentou nesta segunda-feira que seria “inconveniente” a criação de grupos de trabalho e o aparecimento de propostas públicas para a paz “porque isto gera um ambiente negativo e contraproducente”.

Desde que assumiu o poder em 2010, Santos vem deixando aberta a porta do diálogo com as guerrilhas ELN e Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), sempre que estas mostrarem disposição para a paz, com ações como a renúncia ao sequestro, ao recrutamento de menores de idade e aos atentados.





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