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Relembrando a frente de batalha: conversa com o veterano colombiano da Guerra da Coreia, General Álvaro Valencia Tovar

Remembering The Battle Front: A Conversation With A Colombian Veteran Of The Korean War

Por Dialogo
novembro 10, 2011


“Não se avalia um combate bem-sucedido pelo número de baixas ou litros de sangue. Trata-se de se recuperar os territórios ocupados e o povo que os habita.” – General Álvaro Valencia Tovar

No dia 16 de junho de 1951, 1.060 voluntários colombianos do Batalhão da Colômbia cruzaram o Oceano Pacífico a bordo do navio Aiken Victory, da Marinha dos EUA, em direção à Península da Coreia. As forças comunistas da Coreia do Norte haviam atacado seu vizinho do sul.

Inicialmente, o Batalhão da Colômbia havia sido designado ao 21º Regimento da 24ª Divisão de Infantaria do Exército dos EUA e, juntos, foram os primeiros representantes das Forças Aliadas das Nações Unidas a desembarcar bem próximos ao Paralelo 38, linha divisória entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

A Colômbia foi, notadamente, o único país latino-americano a atender ao chamado do Conselho de Segurança da ONU depois da adoção da Resolução 83, que recomendava a seus membros que oferecessem assistência para enfrentar o ataque armado comunista e restaurar a paz internacional e a segurança da região.

“Era um batalhão de voluntários”, diz o General Álvaro Valencia Tovar, um dos poucos veteranos colombianos da Guerra da Coreia ainda vivo. “E embora eu estivesse em uma missão nos EUA quando a Colômbia decidiu apoiar os aliados, eu naturalmente me apresentei quando li meu nome entre os voluntários destacados para a missão”.

Diálogo conversou com o General Valencia Tovar em sua residência em Bogotá sobre as experiências vividas em uma guerra no exterior, em um mundo completamente diferente daquele de onde veio e que conhecia.

O Gen. Valencia Tovar fora escolhido para participar do Batalhão da Colômbia devido a seus conhecimentos do idioma inglês e ao contato que tinha com os Estados Unidos e seu Exército através de um curso sobre blindagem que havia frequentado em Fort Knox, Kentucky.

“Foi uma experiência realmente extraordinária”, lembrou ele sobre o ano e meio (1951-52) em que serviu a seu país e às Forças Aliadas contra os comunistas norte-coreanos, que eram apoiados pela China e União Soviética. “Nunca me arrependi de ter ido, apesar das dificuldades sofridas durante a guerra, do inverno rigoroso que lá passamos…resistindo a temperaturas abaixo de zero, mas tudo isto fez parte de um capítulo de minha vida que sempre vi com grande simpatia e do qual guardo memórias agradáveis”, conta.

A primeira missão de combate do Batalhão Colômbia foi realizada no dia 7 de agosto de 1951, sob o comando do então Capitão Álvaro Valencia Tovar. Naquele dia, o Coronel Ginés Pérez, um americano de ascendência espanhola, conduziu o 21º Regimento de Infantaria até o vale de Pukhan, enviando o “Colômbia” para seu batismo de fogo como ponta de lança de uma ofensiva junto com três patrulhas de reconhecimento, entre as quais a companhia do Cap. Valencia Tovar.

Além de ser bilíngue, o Cap. Valencia Tovar destacou-se na Guerra da Coreia por sua experiência em operações. Ambos os fatores permitiram-lhe ocupar posições importantes como diretor de inteligência e subsequentemente de operações, e servir como intérprete do batalhão, facilitando a comunicação entre os Aliados, dentre os quais a Austrália, Bélgica, Canadá, Etiópia, França, Grécia, Luxemburgo, Nova Zelândia, Holanda, Filipinas e Estados Unidos.

Tanto que o Coronel Noel M. Cox, o comandante norte-americano do 31º Regimento – os Ursos Polares – pediu ao Tenente-Coronel Jaime Polanía Puyo, comandante do Batalhão Colômbia, que transferisse o Cap. Valencia Tovar da inteligência para as Operações do 31º Regimento. Esta deferência é uma das duas lembranças que o Gen. Valencia Tovar guarda até hoje com o maior carinho.

“Evidentemente eu me senti obrigado a aceitar; era a primeira vez em que um oficial estrangeiro (não norte-americano) participava de operações regimentais do 8º Exército, então o Ten.Cel. Polanía decidiu enviar-me”, diz o Gen. Valencia Tovar, enfatizando que “participar ou pertencer a operações regimentais requer uma ampla experiência e prática, porque três batalhões de infantaria, além do Batalhão Colômbia, faziam parte do 31º Regimento de Infantaria”.

Devido a sua atuação na equipe combinada do 21º Regimento de Infantaria e, subsequentemente, na equipe do 31º Regimento de Infantaria, o Exército dos EUA condecorou o Cap. Valencia Tovar com a Estrela de Bronze e Legião do Mérito.

Após seu retorno à Colômbia, o Cap. Valencia Tovar tornou-se professor e diretor da Escola de Infantaria do Exército, e também liderou o Comando do Exército Colombiano, onde transformou em doutrina tudo aquilo que aprendera durante os combates irregulares e regulares na Coreia, ajudando a recompor o Exército da Colômbia.

Hoje, aos 88 anos, o Gen. Valencia Tovar mantém-se muito ativo: ele escreve para o jornal colombiano El País, é decano dos generais reformados e dos veteranos de guerra do país; é historiador, autor de diversos livros publicados e membro ativo da Academia Colombiana de História e da Sociedade Geográfica Colombiana. Ele ainda mantém sólidos laços de amizade com seus companheiros de luta.

Algumas histórias do General:

Operação Nômade
A Operação Nômade teve início em outubro de 1951. Foi a última operação de mobilização da Guerra da Coreia. O Exército dos EUA havia dado nomes táticos a três colinas estratégicas: 23, 24 e 25, mas o Batalhão Colômbia as renomeou como Cerro de la Teta (Colina dos Seios) devido a seu formato “sugestivo”, Don Polo, numa referência ao comandante Polanía, e Old Baldy (Velho Careca), devido à área deserta e sem vegetação, semelhante a uma cabeça careca. “Nós ocupamos essas três colinas no início do ataque, em 13 de outubro de 1951.

Em função disto, cinco colombianos receberam Estrelas de Prata e Estrelas de Bronze com um “V” de valor; dois oficiais e três suboficiais receberam as primeiras medalhas da guerra durante o ataque àquelas colinas”.

“Eles [os chineses] jamais imaginaram que o avanço das forças militares da Operação Nômade pudesse ser tão rápido, e muito menos que o Batalhão Colômbia, o ponta de lança, fosse capaz de dominar todo o vale”.

“Aranar”
Durante os períodos de Repouso e Recuperação, ou R e R, os batalhões tinham uma semana de folga e muitos combatentes viajavam para a cidade próxima de Tóquio, no Japão. Como muitos colombianos não falavam inglês, referiam-se ao R e R pela fonética em espanhol, “Aranar”, transformando a palavra em um verbo, que para eles significava ir e voltar.

A cidade de Tóquio no pós-guerra (II Guerra Mundial, 1939-45) estava em meio à reconstrução, e ainda se podiam ver as comunidades de Gueixas, onde mulheres japonesas trajavam quimonos tradicionais, segundo o Gen. Valencia Tovar. “O sufixo –ko era acrescentado aos nomes da mulheres japonesas, significando algo como donzela ou dama”, diz ele, ao invocar canções de amor e velhos amores de guerra.



O Sr. general Valencia pertence ao grupo de oficiais distintos do exército colombiano como: Ruiz Novoa, Camacho Leyva, Pinzon Caicedo, Gabriel Puyana, Matallana, Landazabal. Esses generais se distinguiram por defender a instituição armada dos ataques políticos, por ter uma grande capacidade de comando e o respaldo total dos oficiais e suboficiais, hoje os generais se limitam a aceitar ordens. preciso de informações sobre os colombianos que estiveram em Tóquio em junho de 1954 e nas conversações de paz em Genebra preciso de fotos também assim como preciso saber se algumas das tropas eram de Tunja por favor respondam somente em inglês obrigado GOSTARIA DE SABER A QUEM POSSO DIRIGIR-ME PARA LHES INFORMAR QUE UM TIO CHAMADO RAFAEL RIVERA ALEGRIA QUE PARTICIPOU DA GUERRA E MORREU POR ESTA CAUSA, E QUE SEU CADÁVER FOI REPATRIADO E ENTERRADO COM HONRAS MILITARES NO CEMITÉRIO DO MUNICÍPIO DE TIMBIO CAUCA, ONDE FOI FEITO PARA ELE UM MONUMENTO COM SUA RESPECTIVA PLACA; FOI ARBITRARIAMENTE EXUMADO PELO PÁROCO DESSA LOCALIDADE, SUA TUMBA DESTRUÍDA E A PLACA DESAPARECEU. EU GOSTARIA DE SABER SE A ASSOCIAÇÃO DE VETERANOS OU POR INTERMÉDIO DO COMANDO DO EXÉRCITO SE PODE FAZER RESSARCIR OS DIREITOS JÁ QUE OS RESTOS MORTAIS FORAM ABANDONADOS EM UM OSSÁRIO EM UM CANTO DO CEMITÉRIO POR ORDEM DESSE PÁROCO. AGRADEÇO A SUA ASSESSORIA POIS A SENHORA MINHA MÃE E IRMÃ DO FALECIDO VETERANO LAMENTA TODO DIA O DESTINO QUE TIVERAM OS RESTOS MORTAIS DE SEU IRMÃO E DE SABER QUE PODIA VISITÁ-LO NO CEMITÉRIO EM UMA TUMBA COMO MERECE UM VETERANO SEUS RESTOS MORTAIS PASSARAM PARA UM OSSÁRIO NA PARTE MAIS ABANDONADA DO CEMITÉRIO. OBRIGADO. O general Álvaro Valencia Tovar foi um grande amigo e meu colega de trabalho por 40 anos. Ele foi, simplesmente, a maior mente militar de sua época, a maioria delas é da segunda metade do século 20. Algumas vezes que os líderes norte-americanos ouviram seu conselho sábio e fizeram o que ele sugeriu, assuntos difíceis tornaram-se muito melhores. Novamente, muitas vezes, os líderes norte-americanos ouviram pessoas que pensam no espectro liberal / conservador, ou pessoas que acreditam que os oficiais latino-americanos das forças armadas são incompetentes. Nesses casos, a política dos EUA geralmente acabava no tanque. Quando o gen. Valencia se aposentou do Exército, na verdade, ele não tinha tentado um golpe de Estado. Isso foi uma sujeira política propagada que teve um preço, ou seja, a Colômbia reverteu parcialmente as grandes táticas de poder bélico para a guerra antiguerrilha, um conceito que nunca dá certo. O gen. Valência é também um historiador digno de nota. Acrescente-se a isso o fato de que ele foi um grande escritor e estrategista brilhante em todos os níveis da guerra. Os EUA cometeram um erro estúpido por não trabalhar este oficial profundamente na formulação de políticas tanto para os EUA como para os países do Hemisfério Ocidental. Mas seu legado literário deixa seus pensamentos claramente para qualquer um que ocupe um alto cargo com a vontade de aprender as boas ideias políticas de um gênio. /. FIM Obrigado por essa publicação tão informativa. Como veterano americano da Guerra da Coréia, estou sempre ávido em aprender mais sobre os outros que serviram lá, especialmente aqueles que se distinguiram como o General Tovar.
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