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Polícia do Paraguai prende liderança do tráfico de drogas brasileiro

Polícia do Paraguai prende liderança do tráfico de drogas brasileiro

Por Andréa Barretto/Diálogo
março 16, 2021

O Primeiro Comando da Capital (PCC), maior organização do crime organizado e tráfico de drogas do Brasil, sofreu mais uma baixa. O traficante considerado como a principal liderança do PCC no Paraguai foi preso pela Polícia Nacional daquele país no dia 9 de janeiro de 2021. Giovanni Barbosa da Silva, conhecido como Bonitão ou Coringa, do PCC, estava foragido desde junho de 2020.

As investigações que levaram à detenção do criminoso foi fruto de cooperação policial entre o Brasil e o Paraguai, envolvendo inclusive a Agência Brasileira de Inteligência e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai.

Giovanni Barbosa da Silva, preso pela Polícia Nacional do Paraguai, era procurado pelos crimes de participação em organização criminosa, tráfico de drogas e armas, além de ser investigado pela morte de quatro jovens no Paraguai, em 2020. (Foto: Polícia Nacional do Paraguai)

Giovanni foi encontrado na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com o Brasil. “Ele foi detido na via pública por um pequeno grupo de policiais. No momento da sua prisão, ele estava sozinho e com longas armas em seu poder”, contou o promotor Lorenzo Lezcano, representante do Ministério Público do Paraguai.

Naquela mesma noite, o quartel da polícia para onde foi levado o integrante do PCC foi atacado por um grupo de mais de 20 criminosos, que tentaram resgatá-lo. Houve tiroteio e três policiais foram feitos reféns pelos bandidos. Os agentes paraguaios conseguiram frustrar a ação e os policiais foram liberados.

No desfecho, foram apreendidos fuzis, carregadores e coletes balísticos. Dois criminosos do bando de resgate também foram presos: Paulo Augusto Jaime Landolfi e Lucas de Aguiar Freire, com nacionalidade brasileira. Ambos foram identificados como membros do PCC e transferidos para uma sede policial na capital paraguaia, Assunção, onde se encontram à disposição da justiça do Paraguai.

Já Giovanni foi entregue à Polícia Federal (PF) brasileira no dia seguinte à sua prisão. Após sua extradição, ele foi imediatamente levado para um centro de custódia, cuja localização é mantida em sigilo por questões de segurança. A rapidez da iniciativa “se baseia na proeminência de Giovanni entre os membros do PCC e no histórico de tentativas de resgate dos líderes da facção criminosa”, afirmou em nota o Ministério Público Federal brasileiro.

A investigação sobre o envolvimento de Giovanni com o PCC é um desdobramento da Operação Exílio. Aberta em junho de 2020 pela PF, a operação se integra a uma estratégia para o enfrentamento ao crime organizado a partir de diretrizes voltadas à prisão das lideranças, descapitalização patrimonial das organizações e cooperação policial internacional.

O desmantelamento de ações do PCC no Paraguai tem relevância dentro dessa estratégia, porque o país é elo fundamental da rota internacional do narcotráfico, que parte do Peru e da Bolívia, passa pelo Paraguai e entra no Brasil, de onde a droga é exportada para outros países.

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