Peru: forças da ordem neutralizam quatro integrantes do Sendero Luminoso

Peru: forças da ordem neutralizam quatro integrantes do Sendero Luminoso

Por Eduardo Szklarz/Diálogo
setembro 14, 2020

Membros das Forças Armadas e da Polícia Nacional do Peru neutralizaram quatro terroristas do grupo Sendero Luminoso, no dia 24 de agosto de 2020, na região produtora de coca do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM).

O indivíduo conhecido como Cirilo, líder do grupo, e também vulgo Roger, Wilmer e Alejandro foram neutralizados.

Os militares recuperaram três fuzis e uma pistola na operação de 24 de agosto contra o Sendero Luminoso. (Foto: ANDINA)

“Na estrutura do comando militar dessa organização, vulgo Cirilo atuava como segurança do narcotráfico”, afirmou o ministro da Defesa do Peru, Jorge Chávez Cresta, em um pronunciamento no mesmo dia 24.

De acordo com o ministro, Cirilo permitia o transporte de cloridrato de cocaína para determinadas regiões, em troca da obtenção de financiamento e logística parra ampliar suas bases de apoio no sul do VRAEM.

Um soldado e um policial também perderam as vidas no confronto. A operação foi realizada no distrito de Anchihuay, região de Ayacucho. Os agentes recuperaram três fuzis e uma pistola, além de documentação e apetrechos militares.

O grupo do vulgo Cirilo fazia parte da chamada “força principal” do Sendero Luminoso, que está sob as ordens do vulgo Antonio.

“Seus integrantes foram os responsáveis por uma emboscada em março passado contra um comboio da Polícia Nacional na comunidade de Águas Verdes, que deixou dois civis mortos”, informaram os ministérios da Defesa e do Interior em um comunicado conjunto.

Entre 1980 e 2000, o conflito armado entre o Sendero Luminoso e o Estado peruano deixou 69.280 mortos e desaparecidos, segundo a Comissão da Verdade e da Reconciliação (CVR).

“Essas cifras ultrapassam o número de perdas humanas sofridas pelo Peru em todas as guerras externas e guerras civis travadas em seus 182 anos de vida independente”, afirmou a CVR em um relatório.

Nos últimos meses, as Forças Armadas têm empregado uma estratégia de cerco e assédio constante contra os remanescentes do Sendero Luminoso no VRAEM, com tarefas de inteligência da Polícia Nacional.

O cerco ocasionou deserções na organização. Em janeiro, por exemplo, sete remanescentes do Sendero Luminoso abandonaram a coluna, informaram os ministérios da Defesa e do Interior.

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