Paraguai: SENAD destrói mais de 24 toneladas de maconha

Paraguai: SENAD destrói mais de 24 toneladas de maconha

Por Juan Delgado/Diálogo
março 18, 2021

No final de janeiro de 2021, agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai se mobilizaram dentro das reservas naturais do nordeste do país para realizar operações antinarcóticos. Entre os objetivos, a SENAD buscou identificar e eliminar plantações de maconha na selva.

Durante uma incursão em áreas protegidas no dia 28 de janeiro, os agentes encontraram um acampamento para fabricação e armazenamento de maconha, bem como 9 hectares de cultivos dentro da Reserva Natural Morombí, informou a SENAD em um comunicado.

“Em coordenação com o promotor Meiji Udagawa, os agentes encontraram o acampamento clandestino, onde detectaram 520 quilos de maconha prensada. Em seguida destruíram 9 hectares de plantios de maconha em fase de crescimento”, disse a SENAD. Os agentes incineraram o acampamento e o material encontrado.

Em outra operação, agentes da SENAD destruíram mais de 5 toneladas de maconha na Reserva Maracaná, informou a instituição no dia 21 de janeiro. Na selva, os agentes localizaram um centro de cultivo e processamento de maconha, além de dois acampamentos utilizados para armazenar e facilitar o trabalho de produção de cannabis.

No dia 20 de janeiro, a SENAD informou em sua página no Twitter sobre a destruição de quase 10 toneladas de maconha na região de selva de Bella Vista, em Caaguazú. A droga estava escondida em um acampamento improvisado. Além da maconha picada e prensada, foram destruídos 3 hectares de plantações de cannabis.

“As estruturas do narcotráfico procuram estabelecer suas bases de produção e armazenamento de drogas nas zonas de selva protegidas”, informou a SENAD em sua página no Facebook. Portanto, desde o final de 2020, as forças de ordem paraguaias aumentaram suas operações nas reservas naturais para evitar danos a zonas consideradas de maior riqueza biológica.

O site de notícias ambientais Mongabay informou em outubro de 2020 que Morombí, reserva que protege quase 25.000 hectares de bosques e pantanais nos estados de Caaguazú e Canindeyú, perdeu 3.657 hectares de bosques nos últimos 16 anos, devido às plantações ilegais de maconha. O portal diz que, segundo dados da SENAD, entre 2015 e 2019 foram destruídos 18.130 kg da planta e, em fevereiro de 2020, em uma única operação, as autoridades destruíram 600 toneladas de maconha distribuídas em mais de 200 hectares.

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