A maioria das vítimas do conflito armado na Colômbia é civil

Por Dialogo
julho 29, 2013


A maioria das vítimas do conflito armado colombiano é civil, representando oito em cada dez mortos, segundo um estudo do Centro de Memória Histórica, uma entidade subordinada à presidência.



O informativo elaborado por um grupo de pesquisadores sociais e apresentado como o mais completo sobre a guerra interna na Colômbia diz que esta já provocou cerca de 220 mil mortes, entre as quais 81,5 por cento correspondem a civis e 18,5 por cento a combatentes.



Isto significa que “oito em cada dez mortos eram civis, e que eles são os mais atingidos pela violência”, disse no dia 25 de julho Andrés Suárez, um dos autores do trabalho, que se baseou no Registro Único de Vítimas, estudos privados e informações adquiridas através de enquetes próprias.



Embora a estatal Unidade para Indenização às Vítimas já tenha registrado um saldo de 600 mil mortos em função do conflito na Colômbia desde 1974, Suárez explicou que “esses dados contêm uma distorção”. “As vítimas do conflito estão sendo confundidas com as vítimas totais da violência”, disse o pesquisador, que também incluiu os grupos narcotraficantes ou de limpeza social como responsáveis pelos crimes.



Os assassinatos de civis durante o conflito representam ainda um terço das mortes violentas registradas na Colômbia no período estudado, acrescentou Suárez, lembrando, no entanto, que existe um “enorme sub-registro”.

“Quanto aos 220 mil, sabemos onde (foram assassinados), quando, quem o fez e em muitos casos quem era a vítima. Não se trata de uma aproximação”, explicou.



O documento também assinala que até o dia 31 de março passado o RUV reportou 25.007 desaparecidos, 1.754 vítimas da violência sexual, 6.421 menores recrutados por grupos armados e 4,7 milhões de desalojados.

Esta última cifra, entretanto, poderá chegar a 5,7 milhões, considerando-se os 819.510 casos documentados entre 1985 e 1995 pela ONG Consultoria para os Direitos Humanos e Desalojamento (Codhes).



O estudo indica, além disto, que entre 1970 e 2010 foram registrados 27.023 sequestros associados ao conflito, bem como 10.189 vítimas de minas antipessoais.






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