Líderes de defesa se reúnem para falar sobre ameaças regionais na CANSEC

Líderes de defesa se reúnem para falar sobre ameaças regionais na CANSEC

Por Geraldine Cook
novembro 21, 2019

Líderes de defesa de 14 países caribenhos, junto a seus homólogos do Canadá, França, Países Baixos e Reino Unido participaram da Conferência de Segurança de Nações Caribenhas (CANSEC, em inglês), realizada no Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), nos dias 14 e 15 de novembro de 2019, em Miami.

O SOUTHCOM patrocina a conferência anual de segurança regional que promove o diálogo entre os líderes de defesa e segurança, para que possam trabalhar em conjunto para derrotar as ameaças transnacionais e estarem mais preparados para responder às crises e apoiar operações de assistência em casos de desastres.

Entre os temas discutidos na conferência estavam a assistência humanitária, as operações de ajuda em casos de desastres, os objetivos de segurança regional e o exercício anual multinacional de segurança Tradewinds.

“Um dos temas abordados foi como devemos trabalhar em conjunto como parceiros e como utilizamos e trabalhamos efetivamente com organizações regionais de segurança, como a Agência de Gestão de Emergências em Casos de Desastres do Caribe”, disse à imprensa o Almirante de Esquadra Craig S. Faller, comandante do SOUTHCOM. “Achamos importante falar sobre o ótimo trabalho que estamos realizando coletivamente para fortalecer a segurança dessa região, porque somos todos vizinhos e amigos”, acrescentou.

Na linha de frente das ameaças à segurança da região estão as organizações criminosas transnacionais e o tráfico ilícito. Embora essas organizações disponham de grandes recursos financeiros, temos feito progressos para desmanchar essas redes, graças à cooperação regional e ao trabalho com a Força-Tarefa Conjunta Interagencial Sul (JIATF Sul) em Key West, Flórida.

“Neste ano [2019], já apreendemos cocaína avaliada em mais de US$ 4 bilhões em valor de mercado, e maconha avaliada em quase US$ 1 bilhão. Então, foi um ano de muito êxito para nós, trabalhando com a JIATF Sul”, disse o General de Divisão John Meade, chefe da Defesa da Jamaica.

Prédios foram reduzidos a escombros depois que o furacão Dorian devastou as Bahamas. A resposta de assistência humanitária e ajuda durante desastres constava da agenda da Conferência de Segurança de Nações Caribenhas. (Foto: Terceiro-Sargento da Guarda Costeira dos EUA Adam Stanton)

A Venezuela como um narcoestado

Os líderes de defesa reconheceram que os narcotraficantes tiraram proveito da crise na segurança e na sociedade civil, deflagrada pela corrupção do regime na Venezuela.

“O governo de Maduro facilitou o narcotráfico”, disse o Alte Esq Faller. “Houve um aumento de mais de 50 por cento no narcotráfico na Venezuela e através dela, e Maduro e seus comparsas estão enchendo os bolsos através de conluios com o tráfico ilícito de drogas.”

Resposta à crise

A prestação de assistência humanitária e ajuda em situações de desastres também constavam da agenda, pois os líderes de defesa e segurança discutiram a respeito de suas funções nas operações de resposta às crises na região, como ocorreu durante o furacão Dorian, que devastou as Bahamas em meados de 2019.

“Vemos que os fenômenos meteorológicos estão sendo cada vez mais severos em toda a região”, disse o Capitão da Força de Defesa de Barbados Errington Shurland, diretor executivo do Sistema de Segurança Regional. “Já se prevê que os sistemas serão cada vez mais severos, mais frequentes, e eu acredito que um exercício teórico, se for realizado anualmente, nos permitirá melhorar nossa resposta”, acrescentou.

O caminho que temos à frente

Face a todas essas ameaças, os líderes da região reconheceram a importância das democracias e nações com a mesma linha de pensamento, que trabalham em conjunto em apoio aos objetivos mútuos e interesses compartilhados.

“Fiquei satisfeito ao saber que atingimos os objetivos da conferência de fortalecer efetivamente os laços de amizade, os compromissos, e buscar meios de tornar o hemisfério mais seguro, pacífico e próspero”, concluiu o Alte Esq Faller.

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