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Segundo Mullen, a comunidade mundial acha que Kadhafi deve sair

Por Dialogo
maio 03, 2011


A OTAN interveio de forma muito positiva para garantir a zona de exclusão aérea sobre a Líbia e proteger os cidadãos líbios do regime de Muammar Kadhafi, disse o almirante da Marinha Mike Mullen no Iraque, em 22 de abril.

O chefe do Estado-Maior Conjunto disse também aos membros de serviço lotados no Centro de Divisão dos EUA em Bagdá que “há um consenso internacional de que Kadhafi deve sair”.

A OTAN é encarregada de cumprir a resolução do Conselho de Segurança da ONU para proteger os civis líbios, disse Mullen, acrescentando que está feliz porque a aliança conseguiu liderar a operação.

A mudança de regime não faz parte da missão da OTAN, e a resolução da ONU não a menciona, disse Mullen, mas resta saber se o ditador líbio vai renunciar.

“O longo mandato político requer que [Kadhafi] saia”, disse ele. “Ele é considerado um pária por todo o mundo, e qualquer medida que a grande maioria dos países possa tomar será no sentido de pressioná-lo até que ele renuncie. Será que [Kadhafi] tem noção disto? Eu não sei”.

A operação da OTAN “certamente está caminhando para um impasse”, disse Mullen, já que nem as forças rebeldes ou as forças de Kadhafi podem conquistar uma vitória decisiva, e a árdua luta continua em Misrata e Ajdabiyah.

Não foi uma surpresa, disse o líder, que as forças de Kadhafi tenham mudado suas táticas. Eles estão se aproximando das forças rebeldes, estão se dispersando entre os civis, usando-os como escudos. “A luta está mais acirrada agora do que estava no início, disse o líder.

“Enquanto isso, ‘atingimos’ entre 30 a 40% da capacidade de sua principal força terrestre”, disse Mullen. “E ela continuará a se dissipar com o tempo”.

Mullen enfatizou o foco internacional em afastar o regime de Kadhafi, lembrando que membros da Liga Árabe apoiam a ação militar na Líbia. “Pela primeira vez tomei conhecimento de que a Liga Árabe tenha votado em algo semelhante a uma zona de exclusão aérea”, disse ele.

Mas o foco internacional apenas enfatiza que no final será o povo líbio que deve decidir sobre o que a Líbia necessita, disse o líder.

“Em todos esses países onde vem ocorrendo essa turbulência, o que é importante ter em mente e o que é óbvio é que a questão trata do povo desses países, e devemos respeitar isto, já que eles estão tentando traçar o próprio futuro”, disse.

Embora a França e a Grã-Bretanha tenham dito que estão enviando conselheiros para ajudar os rebeldes líbios, não existe a possibilidade de que os Estados Unidos os acompanhem, disse Mullen.

“O presidente foi bem claro: não quer marcha sobre seu território, e podemos garantir que é o que estamos fazendo”, disse.



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