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Colégio Interamericano de Defesa promove debate sobre segurança e defesa do hemisfério

Inter-American Defense College Promotes Debate on Hemispheric Security and Defense

Por Dialogo
outubro 15, 2012


Calorosas lutas de classe ocorreram durante o Simpósio pelo 50º Aniversário do Colégio Interamericano de Defesa, realizado no Forte Lesley McNair, Washington, D.C., entre 10 e 12 de outubro. Pelo menos, como disse o Almirante Mariano Francisco Saynez Mendoza, secretário da Marinha do México, quando se referiu em tom de brincadeira à “rivalidade” entre os graduados que, ao longo do evento, disputaram entre si, algumas vezes, o título de melhor turma que jamais passou por essas aulas. “Creio que finalmente estaremos de acordo quanto ao fato de que todas as turmas foram tão boas quanto a 27”, afirmou ele, ao falar da sua.



Como o Almirante Saynez Mendoza, mais de 300 graduados, alunos e professores, bem como embaixadores, acadêmicos, policiais e militares na ativa e reformados de mais de dez países viajaram à capital norte-americana para comemorar as bodas de ouro de um centro de estudos que contribuiu para a formação de quase 2.500 líderes em segurança e defesa do Hemisfério Ocidental.



Seguindo o tema “O papel das Forças Armadas na segurança do hemisfério”, o simpósio reconheceu a complexidade de um presente caracterizado pela multiplicidade de desafios e ameaças, que torna necessária uma reformulação das definições, funções e meios de enfrentar os novos perigos. “Enquanto se redefinem os conceitos tradicionais de defesa e segurança, as Forças Armadas das Américas continuarão a ser chamadas para assumir papéis novos e de importância crítica para apoiar as iniciativas de segurança nacional”, afirmou o Contra-Almirante Jeffrey A. Lemmons, diretor do Colégio Interamericano de Defesa.



A cerimônia inaugural, que teve como cenário o auditório do Colégio Nacional de Defesa dos EUA, no próprio Forte McNair, contou com a participação do presidente da Guatemala. Em um eloquente discurso gravado, Otto Pérez Molina, que frequentou o Colégio Interamericano de Defesa entre 1988 e 1989, admitiu que o que aprendeu ali facilita o desempenho de suas funções como presidente. A passagem pelo Colégio, disse ele, “me permitiu conhecer a realidade de outros países, suas versões, suas verdades… e, assim, pude divulgar aquelas da minha pátria. Fiz amigos para sempre, forjei canais de comunicação permanentes, claros e de confiança”.



Essa interação franca e respeitosa foi exatamente a característica comum das três jornadas de discussões de painel, que abriram o debate sobre a genealogia da defesa e da segurança do hemisfério, o diagnóstico dos desafios atuais de segurança e as perspectivas sobre iniciativas futuras em matéria de defesa e segurança. Conduzidos em espanhol, português ou inglês, os painéis eram realizados por acadêmicos, líderes civis, militares e diplomáticos de nações tão diversas como Argentina, Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru, Estados Unidos, entre outras, e um representante do CARICOM.



Entre os panelistas destacaram-se o General (reformado) Oswaldo Jarrín, ex-ministro da Defesa do Equador; o Almirante (reformado) Jorge Montoya, ex-chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru, e o General (reformado) James T. Hill, comandante do Comando Sul dos EUA entre 2002 e 2004, que responderam a perguntas importantes e propiciaram uma discussão honesta. “Os alunos do colégio aprendem aqui a falar com honestidade e respeitar a opinião dos demais”, afirmou o Almirante Montoya.



Na opinião do almirante peruano, a escola seria o veículo ideal para criar uma rede interamericana de intercâmbio de informações acadêmicas, que permitisse continuar o debate sobre temas como a necessidade de capacitar e renovar as forças policiais de certos países, a participação temporária dos militares nas funções de segurança do cidadão, a cooperação do hemisfério na luta contra o narcotráfico e o crime organizado, se seria válido ou não repetir em nações como o México a experiência das Forças Armadas colombianas na luta contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e a difícil questão se existe ou não, e se faz falta ou não, um sistema de segurança para o hemisfério.



A cerimônia de encerramento contou com a presença de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e atual diretora executiva da ONU Mulheres, e de José Miguel Insulza, secretário geral da Organização dos Estados Americanos.



Fundado em outubro de 1962, o Colégio Interamericano de Defesa, que pertence à Organização dos Estados Americanos (OEA), oferece cursos avançados sobre direitos humanos, relações internacionais, liderança, análise estratégica, relações cívico-militares e negociação e solução de conflitos, entre outros. Além disto, os alunos podem receber o título de Mestres em Estudos de Defesa e Segurança das Américas, graças a um acordo com a Academia Nacional de Estudos Políticos e Estratégicos do Chile (ANEPE).



O centro avançado de estudos tem um recorde comprovado de graduados bem-sucedidos, entre os quais, além de três presidentes, encontram-se 24 ministros da defesa, quase 800 generais e almirantes e numerosos líderes legislativos, ministeriais, de governo e de polícia.






Muito apreciei e cumprimento pela celebração do Cinquentenário do Colégio Interamericano de
Defesa, vinculado à Organização dos Estados Americanos.Recordo com simpatia a visita e atenciosa hospedagem no Forte Lesley MacNair, em 1966, como bolsista do Departamento de Estado dos EE.UU..Lembro a participação do emérito brasileiro,general Carlos de Meira Mattos,
veterano da 2a. Guerra Mundial, que exerceu as funções de Vice-Diretor do CID. O encontro realizado é uma afirmação positiva da integração dos componentes do sistema de Defesa das Américas para maior cooperação, integração e segurança para o desenvolvimento dos
paises americanos e fotalecimento dos laços de amizade entre seus povos e governos. Ney de Araripe Sucupira,Diretor de Relações Públicas da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra - Delegacia de São Paulo A reportagem publicada em comemoração ao 50º aniversário do CID sintetiza o contexto acadêmico no qual funcionários civis e militares do hemisfério americano analisam a segurança e a defesa, seu diagnóstico e os avanços para se fazer frente às ameaças vigentes, parabéns à Revista Diálogo por sua contribuição para o Colégio Interamericano de Defesa.
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