Presidente da Guatemala pede mais esforços contra o narcotráfico

Guatemalan President Requests Extra Efforts against Drug Trafficking

Por Dialogo
novembro 07, 2012


O presidente da Guatemala, Otto Pérez, pedirá na Suíça maiores esforços da comunidade internacional na luta contra as atividades do narcotráfico e o crime organizado, que transformaram a América Central em uma das regiões mais violentas do mundo.

Pérez adiantou que a solicitação será apresentada em janeiro próximo, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

“Trata-se do mais importante fórum econômico do mundo e teremos a oportunidade de falar sobre este tema (…). Necessitamos globalmente, e não apenas na região da América Central, fazer um esforço para encontrar melhores meios para enfrentar o narcotráfico”, declarou ele aos jornalistas.

“Devemos ser criativos, devemos ter a capacidade de nos sentar e ver o que não vem funcionando nesses 40 anos, e que coisas novas poderão funcionar”, acrescentou.

Pérez criticou, em diversos fóruns, entre eles o da ONU, a estratégia tradicional empregada pelos Estados Unidos para enfrentar as atividades do narcotráfico, por considerá-la fracassada, além de ter submetido a região centro-americana a uma onda de violência sem precedentes.

De fato, os países da América Central se transformaram em ponte e depósito dos cartéis de drogas que enviam cocaína da América do Sul para os Estados Unidos.

Washington garante que pela região passam 90 por cento das drogas que chegam a seu território.

O presidente guatemalteco lançou em fevereiro passado uma proposta para descriminalizar o tráfico, a comercialização e o consumo de drogas.

Em outubro, Pérez instou a ONU a “buscar novos paradigmas para lutar contra o narcotráfico e unificar os esforços para combater o crime transnacional”.

Recentemente, México, Colômbia e Guatemala solicitaram formalmente à ONU que assumisse a liderança de uma revisão “impreterível” da estratégia global antidrogas, em uma carta enviada ao secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.



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