Ex-líder do ETA é condenado a 105 anos de detenção

Por Dialogo
novembro 09, 2011


O ex-chefe militar do ETA, Javier García Gaztelu, vulgo “Txapote”, foi condenado a 105 anos de prisão pelo assassinato de um político socialista e sua escolta em 2000, na primeira sentença do gênero desde que a organização separatista armada basca renunciou à violência.

“Txapote”, que já cumpre pena na Espanha por outros casos, foi condenado pelos respectivos “crimes de terrorismo resultando em morte” de duas vítimas do atentado pela Audiência Nacional, principal instância penal espanhola, segundo o veredito do tribunal divulgado em 7 de novembro.

O ex-número um militar do ETA também foi condenado por ferimentos causados a outras duas pessoas no ataque, bem como pelo crime de “falsificação de documento público”.

Esta foi a primeira sentença condenatória recebida por um ex-dirigente do ETA desde que, no dia 20 de outubro passado, a organização separatista armada basca anunciara “o encerramento definitivo de suas atividades armadas”.

“Txapote” foi condenado em 7 de novembro pelo assassinato do deputado socialista do parlamento regional basco Fernando Buesa e seu guarda-costas Jorge Díez, que faleceram com a explosão de um carro-bomba em Vitoria (País Basco, norte), no dia 22 de fevereiro de 2000, em um atentado em que também ficaram feridas duas outras pessoas.

Segundo o veredito, “Txapote” era o “responsável, na ocasião, pelos atos dos ‘comandos ilegais’ da organização terrorista ETA e, como tal, encarregado de transmitir as diretrizes, decisões e de fornecer os meios necessários para o cumprimento das mesmas” aos autores materiais do atentado, já condenados anteriormente por tais delitos.

O auto do tribunal afirma que um dos autores materiais do atentado com o carro-bomba, “cumprindo as ordens dadas pelo acusado, Francisco-Javier García Gaztelu, acionou o comando à distância e provocou a explosão do artefato”.



Share