Luta contra o narcotráfico será prioridade das Forças Armadas da Colômbia

Por Dialogo
maio 26, 2011


A luta contra o narcotráfico e as quadrilhas criminosas, formadas em parte por ex-paramilitares ligados ao narcotráfico, será a prioridade das Forças Armadas da Colômbia, anunciou o ministro da Defesa ao apresentar em 24 de maio sua nova política de segurança.



O objetivo será “reduzir o narcotráfico aos níveis mínimos históricos”, disse o ministro Rodrigo Rivera em um ato com altos comandos do Exército, diplomatas e adidos militares estrangeiros.



Rivera disse que a meta do Governo é reduzir as áreas de cultivo dos atuais 56.000 hectares para 30.000 antes de 2014, quando terminará o mandato do presidente Juan Manuel Santos.



O negócio das drogas é “o combustível de grande parte da criminalidade”, explicou o ministro.



Em um vídeo divulgado durante a apresentação, o Ministério prometeu também intensificar a erradicação manual do plantio e apreender até 70% da produção a qual, segundo o informe mais recente da ONU, alcançou 410 toneladas de cocaína em 2009, fato que coloca a Colômbia no primeiro lugar mundial.



“O que precisamos fazer na Colômbia é tornar nosso território inviável para os narcotraficantes. Que este país seja o que combata mais intensamente todos os escalões da cadeia do narcotráfico”, disse Rivera.



Esta política inclui a participação do setor de Defesa “na luta contra as quadrilhas criminosas”, como são conhecidas as novas organizações delinquentes formadas em parte por ex-paramilitares, que dominam o negócio do narcotráfico na Colômbia e continuam atemorizando a população com seus conflitos e massacres.



As quadrilhas criminosas seriam as responsáveis por 47% dos homicídios cometidos na Colômbia em 2010, motivo pelo qual combatê-las passou a ser uma prioridade para o Governo.



Esses grupos têm “um alto poder de corrupção e intimidação, e poder armado”, segundo o documento apresentado em 24 de maio pelo Ministério da Defesa, que destaca como “foi feita a ligação entre a produção e a comercialização de drogas com a violação dos direitos humanos e da liberdade dos cidadãos em determinadas zonas rurais e na periferia de centros urbanos”.



A outra prioridade, informou o Ministério da Defesa, continua a ser a luta contra as guerrilhas esquerdistas Farc e ELN, ativas há mais de 40 anos e que contariam com cerca de 8 mil e 2.500 combatentes cada uma, respectivamente.



“Este Governo é o primeiro ao qual, há muito tempo, se pode atribuir (…) o propósito de acabar com essas estruturas”, garantiu Rivera.



O ministro explicou que a Colômbia seria dividida em zonas vermelhas, amarelas e verdes, dependendo do nível de periculosidade para seus habitantes.



As zonas vermelhas ocupariam 6% do território, correspondente a 68 municípios, em comparação com 14% do ano de 2004.






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