FARC usam novas plataformas de mídia para divulgar mensagem

Por Dialogo
maio 15, 2012


Com comunicados assinados das “montanhas da Colômbia”, páginas da internet e até mesmo em uma conta do Twitter, os guerrilheiros das FARC também atuam na rede, um espaço que está mais conturbado do que nunca desde que o grupo capturou o repórter francês Romeo Langlois, no dia 28 de abril.



As FARC, mais antiga guerrilha da América Latina, fundadas por camponeses e intelectuais esquerdistas em 1964, aproveitam-se atualmente das novas tecnologias para enviar mensagens, com aguardada frequência quando se trata de reféns.



As FARC (comunistas) “atualizaram seus meios de comunicação, o que lhes permite respostas muito mais rápidas do que costumavam dar”, explicou Alfredo Rangel, diretor da Fundação Segurança e Democracia.



Assim sendo, a página em Internet das FARC tornou-se o meio oficial de divulgação dos guerrilheiros. Ironicamente, o provedor do website fica em Arizona, Estados Unidos, país considerado inimigo das FARC.



Outros websites que compartilham a mesma linha de pensamento também reproduzem os comunicados das FARC, tais como a Anncol (Nova Agência de Notícias da Colômbia), e seu blog, ou até mesmo a Agência de Imprensa Boliviana.



A rede passou a ser um dos locais mais seguros da guerrilha, o que praticamente põe fim aos contatos diretos com a imprensa, pois seus membros temem ser localizados caso usem outros meios de comunicação, como aconteceu com o porta-voz das FARC, Raul Reyes, em 2008, morto durante um ataque a bomba no Equador, onde foi encontrado graças a seu telefone via satélite.



Além disto, os grupos têm páginas na internet as quais eles constantemente mudam de um endereço para outro por causa das investigações cibernéticas oficiais, acrescentou.



“Nosso website é frequentemente atacado e bloqueado; nossas estações de rádio são bombardeadas e eliminadas”, denunciou o secretariado das FARC no texto.



As atividades na rede são tão variadas que nos últimos dias surgiu uma conta das FARC em Twitter com cerca de 5 mil seguidores, cuja autenticidade não foi confirmada nem negada por seus comandantes.



A última mensagem na rede social, reproduzida em diversos meios de comunicação, anunciou a “breve libertação” de Langlois.



No entanto, segundo Avila, as mensagens no Twitter devem ser consideradas “com muita precaução”.



Este investigador acredita que foram escritas por alguém próximo ao comando da guerrilha, mas lembrou que as FARC são “um organismo coletivo, e não uma ONG onde alguém possa postar uma mensagem no Twitter. Seria como se qualquer general pudesse publicar no Twitter sua opinião sobre o que deve ser feito no Exército”.



Na realidade apareceu uma conta no Twitter com o nome de Timochenko, o mesmo codinome do líder máximo das FARC, Timoleón Jimenez. Mas nesse caso parece que não passou de um gesto de um admirador.










Share