EUA impõem sanções contra filho do presidente da Nicarágua

EUA impõem sanções contra filho do presidente da Nicarágua

Por AFP
janeiro 15, 2020

No dia 12 de dezembro de 2019, os Estados Unidos impuseram sanções contra Rafael Ortega Murillo, filho do presidente nicaraguense Daniel Ortega, acusando-o de corrupção e lavagem de dinheiro para enriquecer sua família.

“Rafael Ortega é o principal administrador do dinheiro proveniente dos esquemas financeiros ilícitos da família Ortega”, declarou o secretário do Tesouro dos EUA Steven Mnuchin.

“O Tesouro acusa Rafael e as empresas que possui e utiliza para lavar o dinheiro que sustenta o regime de Ortega, à custa do povo nicaraguense.”

Rafael Ortega trabalha com Rosario Maria Murillo de Ortega, vice-presidente e primeira-dama, “para obter lucros, lavar dinheiro e ter acesso preferencial aos mercados”, indicou o enunciado dos EUA.

Os EUA já impuseram sanções contra o presidente, sua esposa e Laureano Ortega Murillo, outro de seus filhos.

O presidente Donald Trump rotulou os governos esquerdistas de Cuba, Nicarágua e Venezuela como a “troica da tirania”.

Ortega, no poder na Nicarágua desde 2007, foi recentemente eleito em 2016 para um mandato que o manteria no cargo até 2021.

As forças do regime e as milícias pró-governamentais foram responsabilizadas por mais de 300 mortes desde abril de 2018, quando os protestos contra seu mandato eclodiram em um levante que foi brutalmente reprimido.

Os críticos acusam Ortega, um ex-herói rebelde, que foi eleito pela primeira vez em 1984, de manter uma ditadura de repressão.

A Organização dos Estados Americanos divulgou um relatório em novembro de 2019, dizendo que o governo de Ortega “controla e subordina” as instituições governamentais tão fortemente que “inviabiliza o funcionamento democrático do país”.

O governo atribuiu os protestos a uma tentativa frustrada de golpe de Estado e Ortega, de 74 anos, acusou os bispos católicos de serem os “articuladores do golpe”, por terem apoiado os manifestantes.

Em novembro, manifestantes da oposição fizeram uma greve de fome na catedral católica da capital, Manágua, exigindo a libertação de presos políticos.

A União Europeia também ameaçou sancionar a Nicarágua por abusos contra os direitos dos cidadãos e exortou o governo a retomar os diálogos com a oposição.

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