Guerrilha do ELN capturou dois alemães na Colômbia

Por Dialogo
fevereiro 06, 2013


A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda mais importante da Colômbia, garantiu que mantém em seu poder dois alemães que considera “agentes de inteligência”, segundo um comunicado divulgado no dia 4 de fevereiro em sua página na internet, diante do qual o presidente Juan Manuel Santos exigiu sua libertação.

“Unidades do ELN capturaram na região de Catatumbo (próxima à fronteira da Venezuela) os senhores Breur Uwe e Breuer Günther Otto, supostamente de nacionalidade alemã”, informou o texto na página do ELN.

Pouco depois da publicação, o presidente Juan Manuel Santos exigiu da guerrilha a libertação dos dois alemães.

“Que os libertem porque apenas eles, os membros do ELN, são os responsáveis perante o mundo pela vida desses dois alemães”, disse o governante em um ato público na cidade de Ibagué.

Um porta-voz da Embaixada da Alemanha em Bogotá explicou que “por enquanto a embaixada se abstém de fazer qualquer comentário, por respeito aos sequestrados e suas famílias”.

O grupo rebelde disse no comunicado que considera essas pessoas “agentes de inteligência” porque, “durante as semanas em que estão detidos, não conseguiram justificar sua presença em dito território”.

O grupo guerrilheiro não informou em que dia foram detidos os dois homens. “Até esta data nenhuma instituição, nenhuma pessoa fez qualquer denúncia pública do desaparecimento de tais indivíduos. Os espiões não são protegidos pelo DIH (Direito Internacional Humanitário)”, concluiu o comunicado assinado pela direção da Frente de Guerra Nororiental.

“Ninguém pode imaginar que dois alemães estejam espionando aqui na Colômbia. Esta é uma desculpa que ninguém, em pleno juízo, pode aceitar ou entender, porque é mentira. Não são espiões”, repreendeu o presidente Santos. O ELN, que conta com 2.500 guerrilheiros, reivindicou há duas semanas o sequestro de seis empregados de uma empreiteira do ramo de mineração, sendo dois peruanos e um canadense.

O presidente colombiano também ofereceu a gestão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para esta libertação e garantiu que “não quis fazer qualquer operação militar, para não pôr em risco a vida dos sequestrados”, apesar de as autoridades já conhecerem sua localização.

As FARC e o ELN estão em atividade na Colômbia desde 1964 e 1965, respectivamente.



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