Eleições da Nicarágua: nem livres nem justas

Eleições da Nicarágua: nem livres nem justas

Por Richard Araujo
dezembro 02, 2021

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O governo da Nicarágua frustrou a democracia de seu povo com uma eleição presidencial fraudulenta e a prisão de jornalistas e líderes da oposição.

“O que o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, orquestraram hoje foi uma eleição de pantomima que não foi nem livre, nem justa, e certamente não democrática”, disse o presidente Biden” em 7 de novembro.

Nos meses que antecederam as eleições presidenciais da Nicarágua, Ortega e Rosario:

Aprisionaram quase 40 representantes da oposição, incluindo sete candidatos potenciais à Presidência.
Bloquearam a participação de partidos políticos.
Fecharam pelo menos 20 veículos independentes de imprensa.
Prenderam jornalistas e membros do setor privado.
Forçaram, por meio de intimidação, o fechamento de organizações da sociedade civil.

As fracas perspectivas econômicas e a repressão são responsáveis pelos números recordes de migrantes que saem da região. De outubro de 2020 a 2021, 50.722 nicaraguenses fugiram para a fronteira entre os EUA e o México, ultrapassando o recorde de 2019, quando as autoridades impediram que nicaraguenses cruzassem a fronteira mais de 13.300 vezes, de acordo com a Agência de Fiscalização de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Alan Reyes Picado conversou com a Voz da America (VOA) sobre deixar a Nicarágua de ônibus no meio da noite depois que oficiais de Ortega o intimidaram, o prenderam e o deixaram seminu em uma lixeira.

O crime que Reyes Picado cometeu? Sua família se recusou a dar a oficiais do governo seus caminhões para transportar apoiadores do governo. “Eles acabaram nos ameaçando porque não queríamos nos juntar a eles”, disse ele à VOA. “E nos disseram que iriam nos matar, que nos sequestrariam.”

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