Drones aguardam regulamentação

Drones Await Regulation

Por Dialogo
setembro 05, 2013


Além de sua já comprovada eficácia para fins militares, as aeronaves não tripuladas serão muito úteis na vida civil, mas não existem normas para sua utilização comercial.



A julgar pelo número de aeronaves não tripuladas exibidas em uma recente mostra internacional em Washington, os chamados “drones” chegaram para ficar, mas sua utilização mais ampla no setor comercial é diminuída pela falta de regulamentação.



Os drones têm muitas vantagens: são mais baratos que os aviões pilotados, podem ser enviados a missões perigosas sem pôr em risco os tripulantes, e têm também potencial além do campo militar.



Eles podem ajudar a encontrar excursionistas perdidos nas matas, fiscalizar as colheitas, lidar com animais silvestres, regar os vinhedos, distribuir remédios, explorar petróleo, inspecionar as linhas de tensão elétrica e até mesmo fazer entregas.



O maior obstáculo para o emprego civil das aeronaves não tripuladas nos EUA é a falta de regulamentação. O organismo encarregado de fazê-lo, a Agência Federal de Aviação (FAA), permite apenas uma utilização restrita de drones em áreas de pouco tráfego, como o Alasca.



Os operadores devem solicitar um certificado experimental de navegação para poder fazer um voo único, o que exclui, segundo a FAA, o transporte de pessoas ou propriedades em troca de pagamento, mas “permite operações para investigação e desenvolvimento, demonstrações de voo e vendas e treinamento de tripulantes”.



Isto é o que a AeroVironment pretende fazer com seu popular drone denominado Puma, segundo Davod Heidel, gerente de produtos da companhia.



“Tal como se anunciou há cerca de duas semanas, tentaremos obter a classificação de categoria restrita que a FAA outorga para que possamos voar o Puma na região ártica e ali inspecionar escapes de petróleo, examinar a vida silvestre e a costa”, disse.



A exposição realizada no Centro de Convenções de Washington estava repleta de aviões e helicópteros não tripulados, mas também de aparatos aéreos e submarinos autônomos, além de outros que funcionam por controle remoto.



Os fabricantes enfatizaram que seus veículos, projetados para uso militar, podem ser transformados para utilização na vida civil.



“No momento prestamos serviço aos militares, à patrulha de fronteira, aos bombeiros, à polícia”, disse Jason Rittenhour, engenheiro da Aplied Research Associates, que destacou o interesse especial nos equipamentos SWAT, que permite visão aérea do que se desejar.



No entanto, o processo de autorização para maior uso comercial dos drones avança mais lentamente do que a tecnologia, porque a FAA não criou políticas para proteger a privacidade dos norte-americanos.



O Congresso pode considerar um projeto de lei para deter o processo até que a FAA complete um informativo sobre assuntos potenciais de privacidade relacionados aos drones.



Enquanto isso, os fabricantes continuarão dependendo das compras dos militares e das agências policiais.










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