Desenvolvendo capacidades e fortalecendo segurança global, por meio da unidade multinacional no PANAMAX

No último dia do PANAMAX 2024, participantes de 20 nações refletiram sobre uma semana definida por intensa colaboração, desafios compartilhados e realizações significativas. O exercício deste ano marcou a 21ª iteração do PANAMAX, um evento que cresceu de um início modesto para uma pedra angular da cooperação militar multinacional.

“A participação no PANAMAX 2024 representa a mudança dinâmica pela qual nosso mundo está passando continuamente”, disse o Vice-Comissário do Serviço Nacional Aeronaval do Panamá, Felix Kirven. “O PANAMAX evoluiu à medida que o mundo evolui.”

O que começou há mais de duas décadas, apenas com Chile, Panamá e Estados Unidos, expandiu-se até tornar-se um evento importante no calendário militar internacional. Com uma participação que agora abrange todos os continentes, o PANAMAX serve como uma plataforma vital para garantir a segurança do Canal do Panamá e promover a estabilidade regional.

“Desde o início, percebi a importância desse evento de treinamento, pois é o maior exercício bienal do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) e do Exército Sul dos EUA (ARSOUTH) com nações parceiras, e reúne todos os componentes da Força Multinacional Sul”, declarou Paul Keith Warman, um experiente analista militar avançado/oficial de ligação do Centro de Lições Aprendidas do Exército (CALL) no ARSOUTH e no Exército Norte dos EUA.

Os participantes do PANAMAX 24 reagem à General de Exército Laura J. Richardson, do Exército dos EUA, comandante do Comando Sul dos EUA, enquanto ela interage com a multidão de forma divertida antes de seu discurso de encerramento, na Base Conjunta de San Antonio, Texas, em 14 de agosto de 2024. (Foto: Luis Villegas/Diálogo)

Warman ressalta que a mudança mais significativa que observou ao longo do tempo é o desejo cada vez maior de que tanto as forças dos EUA quanto as das nações parceiras participem do exercício. Ele acredita que isso se deve ao fato de todos perceberem as ameaças comuns, compartilhadas e persistentes enfrentadas no Hemisfério Ocidental.

“As ameaças retratadas no PANAMAX atual são mais complexas, diversas e realistas do que no passado”, afirmou Warman. “Está claro que todas as formações que compõem a Força Multinacional Sul reconhecem o valor desse tempo de treinamento e de operar em conjunto nesse nível de exercício.”

O PANAMAX 2024 exemplifica o poder da cooperação multinacional e da interoperabilidade. A cada ano, o exercício se expande não apenas em tamanho, mas também na complexidade dos cenários e nas funções de liderança assumidas pelas nações parceiras. Um dos desenvolvimentos mais significativos dos últimos anos foi a expansão do exercício para incluir forças-tarefa de operações cibernéticas e operações psicológicas, refletindo a crescente complexidade da guerra moderna.

“Adicionamos muitas capacidades inovadoras desde o meu primeiro PANAMAX”, disse Martín García, planejador de operações de informação que participou de 13 iterações do PANAMAX. “Quando começamos, não havia célula cibernética. Agora, adicionamos as operações do ciberespaço e o planejamento tornou-se mais desafiador à medida que incorporamos mais participação e capacidades. As forças armadas estão trabalhando em conjunto, mais países estão participando e eliminamos a lacuna de capacidades.”

Este ano, o Fort Sam Houston, no Texas, serviu como centro do exercício, com comandos de componentes localizados em Alabama, Arizona, Flórida e Virgínia.

“Podemos ver como as forças armadas – sejam elas marítimas, aéreas, terrestres e, neste caso, incluindo também a segurança cibernética – estão evoluindo em um mundo complexo”, disse o Vice-Comissário Kirven, destacando a necessidade de integração e interoperabilidade entre os componentes armados que participam do PANAMAX. “As ameaças contra o Canal do Panamá foram um pouco mais além, por assim dizer. É por isso que a integração e a interoperabilidade são necessárias para o desempenho de cada um de nossos componentes armados atualmente.”

O PANAMAX 2024 é um símbolo poderoso do que pode ser alcançado quando as nações se unem com uma visão compartilhada. O exercício deste ano provou mais uma vez que o PANAMAX não se trata apenas de números; trata-se de parcerias duradouras e de um compromisso coletivo com a segurança global.

“O que não muda no PANAMAX, e não deveria mudar, é o foco na formação de equipes entre os Estados Unidos e as nações parceiras, aprimorando a interoperabilidade multinacional e aumentando a prontidão mútua”, concluiu Warman.

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