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Segurança cibernética é prioridade sob a presidência paraguaia do Comitê Interamericano contra o Terrorismo

Cyber Security Prioritized under Paraguayan Presidency of Inter-American Committee against Terrorism

Por Dialogo
maio 06, 2015




Estados membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) elegeram o Paraguai para a presidência do Comitê Interamericano contra o Terrorismo (CICTE) para o período 2015-2016. Elisa Ruiz Díaz Bariero, embaixadora do Paraguai e representante permanente do país na OEA, agradeceu a todos os delegados por seus votos durante um discurso na 15a sessão do Comitê em Washington, D.C.

“Este mandato é uma grande honra e compromisso para o nosso governo. Faremos todo o esforço para transformar os objetivos do CICTE em realidade."

Sob a liderança do Paraguai, o organismo coloca maior ênfase na segurança cibernética regional. O CICTE foi criado em 1999 e ratificado em junho de 2002 em um esforço para prevenir, combater e eliminar o terrorismo, incluindo o ciberterrorismo; com esse objetivo, os membros se reúnem anualmente para discutir seus planos. Nos últimos anos, os encontros se concentraram nos frequentes ataques cibernéticos.

Ciberataques são uma preocupação regional


“O CICTE tem exercido um papel fundamental de contribuição à criação de uma cultura e uma consciência sobre a segurança cibernética que incentive os países latino-americanos a trabalhar em conjunto dentro e fora dos governos”, diz Francisco Denis Pereira, analista de segurança do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de São Paulo (USP). “Através do CICTE, ações conjuntas continuam aumentando rapidamente pelo hemisfério, porque a OEA trata esse assunto com muita seriedade.”

Ao todo, 44% das instituições de governo e dos setores críticos -- como comunicações, finanças, indústria e energia -- enfrentaram ataques cibernéticos, de acordo com o “Relatório sobre Segurança Cibernética e Infraestrutura Crítica nas Américas”, publicado em 2015 pela OEA em colaboração com Trend Micro, uma empresa de software de segurança global. Quarenta por cento das instituições governamentais e dos setores críticos sofreram tentativas de violar seus sistemas.

O relatório inclui casos práticos de países específicos e uma análise completa de ciberataques e dos métodos que usaram. Ele também oferece uma explicação detalhada das medidas de proteção tomadas por autoridades de governo e em empresas privadas de setores críticos.

Incentivo à cooperação


O relatório estimula os governos a conversar entre si sobre temas de segurança cibernética e a fazer isso de forma confidencial em certos casos, o que permitirá que os governos troquem experiências e soluções. No documento, o secretário executivo do CICTE, Neil Klopfenstein, afirma que “os governos dos países latino-americanos e do mundo todo devem reconhecer as graves vulnerabilidades em sua infraestrutura crítica e as sérias consequências que elas poderiam ter se não estiverem protegidos adequadamente.”

O Centro de Respostas ante Incidentes Cibernéticos do Paraguai (CERT-PY) ajuda as autoridades do país a cooperar na luta contra ciberataques. Por exemplo, através de boletins de segurança, relatórios e outras publicações permanentes, o CERT-PY promove campanhas de conscientização sobre uma variedade de problemas que podem afetar agências de governos, empresas e indivíduos. As autoridades paraguaias criaram o centro em 2012 para servir como escritório de coordenação central a fim de lidar com os vários incidentes de segurança que afetam os sistemas de computação do país. O centro envia alertas sobre problemas e trabalha em coordenação com diferentes organismos estatais e privados, operando 24 horas por dia e sete dias por semana.

Paraguai desenvolve plano nacional de segurança cibernética


A operação ininterrupta do CERT-PY reflete o compromisso do Paraguai com a segurança cibernética.

A cooperação entre os setores público e privado é outro componente importante desse esforço. Por exemplo, durante a 3a sessão do Congresso e Feira Iberamericana de Segurança da Informação – SEGURINFO 2015 –, realizada em março em Assunção, no Paraguai, participantes dos setores público e privado formaram um grupo de trabalho para elaborar um plano nacional de segurança cibernética que será lançado em todo o país em 2015.

Mais de 500 pessoas dos setores público e privado compareceram ao evento, incluindo líderes em segurança da informação e comunicações. Houve painéis e discussões sobre assuntos como a proteção de infraestrutura crítica; sistemas de gestão de segurança da informação; campanhas de segurança cibernética; e implementação segura de redes WiFi.

Durante o SEGURINFO 2015, David Ocampos, ministro de Tecnologias de Informação e Comunicação do Paraguai, ressaltou em seu discurso que “é necessário contar com a capacidade e a organização para prevenir e combater qualquer incidente ou ameaça cibernética.”



Estados membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) elegeram o Paraguai para a presidência do Comitê Interamericano contra o Terrorismo (CICTE) para o período 2015-2016. Elisa Ruiz Díaz Bariero, embaixadora do Paraguai e representante permanente do país na OEA, agradeceu a todos os delegados por seus votos durante um discurso na 15a sessão do Comitê em Washington, D.C.

“Este mandato é uma grande honra e compromisso para o nosso governo. Faremos todo o esforço para transformar os objetivos do CICTE em realidade."

Sob a liderança do Paraguai, o organismo coloca maior ênfase na segurança cibernética regional. O CICTE foi criado em 1999 e ratificado em junho de 2002 em um esforço para prevenir, combater e eliminar o terrorismo, incluindo o ciberterrorismo; com esse objetivo, os membros se reúnem anualmente para discutir seus planos. Nos últimos anos, os encontros se concentraram nos frequentes ataques cibernéticos.

Ciberataques são uma preocupação regional


“O CICTE tem exercido um papel fundamental de contribuição à criação de uma cultura e uma consciência sobre a segurança cibernética que incentive os países latino-americanos a trabalhar em conjunto dentro e fora dos governos”, diz Francisco Denis Pereira, analista de segurança do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de São Paulo (USP). “Através do CICTE, ações conjuntas continuam aumentando rapidamente pelo hemisfério, porque a OEA trata esse assunto com muita seriedade.”

Ao todo, 44% das instituições de governo e dos setores críticos -- como comunicações, finanças, indústria e energia -- enfrentaram ataques cibernéticos, de acordo com o “Relatório sobre Segurança Cibernética e Infraestrutura Crítica nas Américas”, publicado em 2015 pela OEA em colaboração com Trend Micro, uma empresa de software de segurança global. Quarenta por cento das instituições governamentais e dos setores críticos sofreram tentativas de violar seus sistemas.

O relatório inclui casos práticos de países específicos e uma análise completa de ciberataques e dos métodos que usaram. Ele também oferece uma explicação detalhada das medidas de proteção tomadas por autoridades de governo e em empresas privadas de setores críticos.

Incentivo à cooperação


O relatório estimula os governos a conversar entre si sobre temas de segurança cibernética e a fazer isso de forma confidencial em certos casos, o que permitirá que os governos troquem experiências e soluções. No documento, o secretário executivo do CICTE, Neil Klopfenstein, afirma que “os governos dos países latino-americanos e do mundo todo devem reconhecer as graves vulnerabilidades em sua infraestrutura crítica e as sérias consequências que elas poderiam ter se não estiverem protegidos adequadamente.”

O Centro de Respostas ante Incidentes Cibernéticos do Paraguai (CERT-PY) ajuda as autoridades do país a cooperar na luta contra ciberataques. Por exemplo, através de boletins de segurança, relatórios e outras publicações permanentes, o CERT-PY promove campanhas de conscientização sobre uma variedade de problemas que podem afetar agências de governos, empresas e indivíduos. As autoridades paraguaias criaram o centro em 2012 para servir como escritório de coordenação central a fim de lidar com os vários incidentes de segurança que afetam os sistemas de computação do país. O centro envia alertas sobre problemas e trabalha em coordenação com diferentes organismos estatais e privados, operando 24 horas por dia e sete dias por semana.

Paraguai desenvolve plano nacional de segurança cibernética


A operação ininterrupta do CERT-PY reflete o compromisso do Paraguai com a segurança cibernética.

A cooperação entre os setores público e privado é outro componente importante desse esforço. Por exemplo, durante a 3a sessão do Congresso e Feira Iberamericana de Segurança da Informação – SEGURINFO 2015 –, realizada em março em Assunção, no Paraguai, participantes dos setores público e privado formaram um grupo de trabalho para elaborar um plano nacional de segurança cibernética que será lançado em todo o país em 2015.

Mais de 500 pessoas dos setores público e privado compareceram ao evento, incluindo líderes em segurança da informação e comunicações. Houve painéis e discussões sobre assuntos como a proteção de infraestrutura crítica; sistemas de gestão de segurança da informação; campanhas de segurança cibernética; e implementação segura de redes WiFi.

Durante o SEGURINFO 2015, David Ocampos, ministro de Tecnologias de Informação e Comunicação do Paraguai, ressaltou em seu discurso que “é necessário contar com a capacidade e a organização para prevenir e combater qualquer incidente ou ameaça cibernética.”
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