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Comandante do Exército do Suriname aborda desafios regionais em conferência de Defesa

Comandante do Exército do Suriname aborda desafios regionais em conferência de Defesa

Por Steven McLoud/Diálogo
setembro 16, 2021

Diálogo se reuniu com o Coronel Henri van Axeldongen, comandante do Exército Nacional do Suriname, durante a Conferência Sul-Americana de Defesa, realizada em Miami, Flórida, nos dias 17 e 18 de agosto, quando ele falou sobre os desafios regionais, a pandemia da COVID-19 e os efeitos do domínio espacial sobre a segurança nacional.

Diálogo: Quais são os maiores desafios regionais que as nações sul-americanas precisam superar juntamente com os Estados Unidos?

 Coronel Henri van Axeldongen, comandante do Exército Nacional do Suriname: A maior necessidade é garantir que toda a região esteja segura. E ela precisa estar estável, porque sem um ambiente estável, a qualidade de vida não é boa. A segurança precisa atingir um determinado nível onde não seja possível que as pessoas malignas influenciem ou abalem a qualidade de vida das pessoas. Então, a questão é como se pode fazer isso. Poderíamos fazê-lo entendendo melhor uns aos outros e trabalhando em conjunto para oferecer ajuda àqueles que não possam fazê-lo. Todos nós poderíamos ajudar-nos mutuamente para que o ambiente permaneça seguro e estável.

Diálogo: Qual é sua prioridade como chefe das Forças Armadas de seu país?

Cel Axeldongen: Minha prioridade é proporcionar segurança para a nação. Precisamos proteger nossa maneira de viver e de ganhar a vida, porque se não pudermos garantir a segurança, as pessoas não poderão subsistir e ter uma boa qualidade de vida. Prover segurança para a nação vai junto com certas coisas, tais como garantir que a população possa ter bons rendimentos, que tenha saúde e fique bem. Essas coisas propiciarão um ambiente bom e estável.

álogo: Qual a função das Forças Armadas na luta contra o narcotráfico?

Cel Axeldongen: Temos uma área muito grande para uma pequena população, porque também somos um país pequeno. Temos meio milhão de habitantes vivendo em alguns quilômetros quadrados. Outra parte da população vive em áreas com menos influência governamental. Não dispomos de recursos ou de autoridades governamentais para monitorar essas áreas. Isso significa que temos um certo problema, o que não deveria ocorrer. Só que ocorre porque esse espaço pode se tornar uma oportunidade para as pessoas que praticam o tráfico ilícito, transportando as coisas pela selva Amazônica, porque fazemos fronteira com ela. Entretanto, com a tecnologia moderna, podemos combinar capacidades com outros países. Enquanto mantivermos vínculos mútuos e parcerias, tudo será possível.

Diálogo: Entre os tópicos discutidos na conferência estão os desafios do domínio espacial e seu efeito na segurança nacional. O que seu país está fazendo para enfrentar esses desafios?

Cel Axeldongen: É por isso que estamos aqui na Conferência Sul-Americana de Defesa, para garantir que façamos um esforço conjunto para enfrentar os problemas que todos temos para potencialmente ajudar pequenos países como o Suriname, e [que nos] ofereçam esse tipo de ajuda para a capacidade que não temos. Por isso levantei essa questão na conferência, pois já estamos passando por problemas nas áreas não governadas. E é por esse motivo que participamos desse tipo de conferência, para garantir que as nações que dispõem dessas capacidades possam nos ajudar. Sabemos que os Estados Unidos e o Brasil têm essas capacidades e estão nos ajudando, o que nos permite oferecer mais proteção à nossa nação.

Diálogo: Qual o papel das forças armadas durante a pandemia da COVID-19 na ajuda às autoridades civis?

Cel Axeldongen: Estamos apoiando de todas as maneiras. Estamos apoiando os centros de saúde. Nosso ministro da Defesa trabalha em conjunto com todos os demais ministros para prestar todo tipo de apoio [às] instituições de saúde e outros ministérios do governo. Entretanto, também lidamos com grandes desafios, tais como a capacidade, orçamentos e equipamentos. Essas coisas ainda estão pendentes. Mas, apesar de tudo, ainda vemos nossos militares nos hospitais, apoiando os centros de saúde, apoiando os centros médicos, apoiando as ONGs na fronteira para garantir que a população seja vacinada. Estamos fazendo quase tudo dentro de nossa capacidade para garantir que nossa nação esteja protegida. Enquanto as pessoas precisarem de nós, estaremos aqui.

Diálogo: Qual o senhor considera a maior área de oportunidade para suas forças armadas?

Cel Axeldongen: A maior área de oportunidade para nossas forças armadas é a longo prazo; faremos o que todas as forças armadas devem fazer pela nação: agir como um guardião, para assegurar-nos que estamos lá para garantir a soberania e a segurança de nossa nação e que forneceremos estabilidade.

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