Governo colombiano: FARC abusam de guerrilheiras

Colombian government: FARC abusing female guerrillas

Por Dialogo
agosto 04, 2011



BOGOTÁ, Colômbia – Elas são frequentemente estupradas.
Elas são frequentemente forçadas a abortar.
Elas estão frequentemente sujeitas a contrair doenças sexualmente transmissíveis.
Elas são espancadas.
Elas são escravizadas.
Guerrilheiras das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) são alvo frequente de abuso físico e sexual de seus colegas do sexo masculino no maior grupo terrorista do país, segundo o governo colombiano.
O governo baseou suas descobertas em informações e relatos de vítimas, detalhados em um relatório da Polícia Nacional após anos de operações bem-sucedidas contra o grupo guerrilheiro que luta contra o estado desde os anos 60.
“Mulheres nas FARC são supostamente tratadas com igualdade, [já que] arriscam suas vidas da mesma forma que seus camaradas [do sexo masculino] em nome da causa que defendem”, explicou Germán Ortiz, professor da Universidade Del Rosario, em Bogotá, que se especializou no conflito interno armado do país. “Eles fingem ‘vender’ a ideia de que as mulheres exercem papel de destaque em sua hierarquia criminosa, e que são parte vital da organização.”
Ortiz acrescentou: “[Mas] a verdade é que as guerrilheiras das FARC são as que estão sendo maltratadas, baseado em relatos de vítimas de sequestro que foram libertadas e de mulheres que desertaram do grupo terrorista.”
O governo colombiano interceptou uma comunicação enviada pelo líder das FARC Henry Castellanos Garzón – recentemente condenado à revelia a 22 anos de prisão – que detalhava o maltrato de guerrilheiras.
“As coisas estão realmente péssimas com tantas bombas, e a isso temos que somar que 7 delas engravidaram nos últimos quatro meses", reclamou Castellanos, conhecido como “Romaña”, ao Comando Leste das FARC. “[Uma guerrilheira] teve que ser enviada a Bogotá porque estava grávida de 5 meses e escondia sua barriga com um cinturão. Ela poderá voltar no mês que vem.”
A maioria das guerrilheiras das FARC tem entre 18 e 30 anos, segundo a Polícia Nacional.

O governo da Colômbia confirmou um relatório do jornal colombiano El Tiempo que denunciou que forças de segurança testemunharam mulheres sendo abusadas sexualmente a apenas alguns quilômetros do local onde foi resgatada a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt em julho de 2008.
De acordo com informações encontradas nos computadores apreendidos em uma busca em 2010 em que o líder do alto escalão das FARC Víctor Julio Suárez foi morto, “quatro jovens mulheres foram submetidas ao mais duro 'teste' imposto por um comandante das FARC: Uma a uma, para evitar punição, foram forçadas a manter relações sexuais com ‘Canatuaro’, que havia sido diagnosticado com sífilis. Ele infectou todas elas.”
Ingrid, que foi mantida refém pelas FARC por mais de 6 anos, revelou recentemente que "em geral, as guerrilheiras... já foram prostitutas antes, o que as faz encarar as FARC como um nível acima.”
“[As mulheres] sofrem uma espécie de prisão revolucionária por parte dos líderes das [FARC]”, descreveu a ex-prisioneira.
Marloes Nijmeijer, membro do programa “Operação de Mulher para Mulher”, que encoraja mulheres a abandonar grupos guerrilheiros, denunciou que integrantes das FARC são frequentemente predadores sexuais.
“O verdadeiro problema é a fixação desses grupos em recrutar garotas com pouca idade para satisfazer demandas sexuais das FARC, seduzindo-as para um tipo de vida que, na realidade, não as levará a lugar algum”, lamentou Marloes Nijmeijer, cuja irmã, Tanja, juntou-se às FARC em 2007. “Quero ajudar outras mulheres no conflito para que não entrem para uma vida de engano, abusos e crueldade. Há muitos caminhos para uma vida boa depois de estar no conflito, e essa é minha missão aqui."
A Polícia Nacional informou em junho que 28% dos recrutados pelas FARC desde 2009 são mulheres.
“Para uma mulher nas FARC ter um filho, deve passar por várias etapas burocráticas, ou seja, os líderes das FARC decidem sobre a vida das mulheres”, explicou Leonardo Ordóñez, um especialista em sociologia do terrorismo que leciona na Universidade Del Rosario. “Por isso, muitas mulheres fogem ao perceber [esse] engano. A outra face da moeda são as mulheres com poder dentro da organização, que podem fazer o que quiserem e são respeitadas. Essas mulheres usam seu senso de igualdade para atrair novas integrantes, mas suas ações falam por si só.”
È uma vergonha que no século 21 com todas tecnologias existentes, as guerrilhas não podem ser eliminadas. É uma vergonha que essas meninas e meninos passam por esse abuso sem ninguém fazer nada por eles e essas crianas são recrutadas. Deus dê misericordia para aquelas pessoas e cidades que essão na misericordia dos revolucionários, que não contribuiram nada para seus países. Talvez essa violência desnecessária acabará logo, que leva a lugar nenhum, mas satisfaz os instintos baixos daqueles bárbaros e homens sem sentimento. é da pra perceber como o mundo tem varias face
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