Governo colombiano acusa as FARC de utilizar os diálogos de paz para fazer política

Por Dialogo
julho 30, 2013


O governo da Colômbia acusou a guerrilha comunista das FARC de usar as negociações de paz para “fazer política”, na retomada do diálogo, neste dia 28 de julho, instando-a a “avançar” na busca de acordos que permitam o fim do conflito armado no país.



“Quero lembrar o motivo pelo qual estamos dialogando aqui em Havana: este não é um processo de conversações para que as FARC façam política, e sim para fazer um pacto pelo fim do conflito”, disse à imprensa o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, pouco antes do início das conversações com a delegação da guerrilha, no Palácio das Convenções da capital cubana.



Após um recesso de 19 dias, o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) iniciaram neste domingo sua décima-segunda rodada de conversações de paz, centrada no ponto dois da agenda sobre participação política, que inclui garantias para a guerrilha quando deixar as armas e medidas para sua incorporação à vida política no país.



Por outro lado, o grupo rebelde acusou o governo de Juan Manuel Santos de jogo duplo, pois enquanto lança “ao mundo os discursos de paz”, insiste “em manter a aprofundar as causas do confronto, uma das quais, sem dúvida, é o problema da posse e o uso da terra”.



O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reiterou no dia 27 de julho sua negativa em fazer um pacto de cessar-fogo com as FARC, enquanto se realiza o diálogo de paz com essa guerrilha em Cuba, lembrando que a ofensiva militar ajudará a dissuadir os rebeldes de continuarem a usar armas.



O processo de paz teve início em novembro de 2012 com uma agenda de cinco pontos, que inclui o desenvolvimento rural (já pactuado), a participação política, as drogas ilícitas, o abandono das armas e a indenização às vítimas.










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