A Força Aérea da Colômbia treina forças aéreas latino-americanas em pilotagem de helicópteros

Colombian Air Force Trains Latin American Air Forces on Piloting Helicopters

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
agosto 31, 2016

Hi Julieta,

Great article on Latin America Air Forces training. This will undoubtedly be useful training to help prevent criminal activity.

Thanks for the well-written article,
Dennis No âmbito dos acordos de cooperação entre os Estados Unidos e os países latino-americanos, um total de 14 oficiais das forças armadas da Colômbia, da Guatemala, de Honduras e do México participam do primeiro curso de pilotagem militar no helicóptero Bell TH-67 Creek, oferecido pela Força Aérea da Colômbia (FAC), a partir de 11 de julho, para lutar contra as atividades criminosas. O Comando Aéreo de Combate Nº 4 (CACOM 4) da FAC, através da Escola de Helicópteros para as Forças Armadas (EHFAA) “Coronel Carlos Alberto Gutiérrez Zuluaga”, está ministrando esse curso de oito meses de duração para sete oficiais do Exército Nacional da Colômbia, três da FAC, dois da Secretaria da Marinha do México (SEMAR), um oficial da Força Aérea da Guatemala e um da Força Aérea de Honduras. O curso começou em 15 de julho em Melgar, Tolima. “Os alunos participam da primeira promoção para voar nessas aeronaves [TH-67], que atualmente são utilizadas pelos Estados Unidos para o treinamento dos militares. Trata-se de uma variante do Bell 206B-3”, disse o Tenente-Coronel John Jairo Pardo Torres, chefe de Planejamento da EHFAA, em entrevista à Diálogo. Este é o 51º curso de pilotos militares. Segundo o Ten Cel Pardo, “A escola de helicópteros conta com 30 equipamentos TH-67 com o objetivo de modernizar a instrução dos oficiais latino-americanos”. A FAC espera receber 60 helicópteros tipo TH-67 Creek entre 2016 e 2017 através dos diferentes programas de ajuda militar do governo dos EUA, para substituir os helicópteros Bell OH-58 KIOWA. O curso de piloto foi pensado para os militares que não necessariamente têm conhecimento sobre aviação. Os participantes devem ter uma excelente condição psicofísica e um alto nível acadêmico. A FAC encarrega-se de formá-los como pilotos de aeronaves de asa rotativa. Durante o curso, os oficiais adquirem conhecimentos, habilidades e aptidões necessárias para o cumprimento de suas missões e poder responder de forma rápida e eficaz a situações de emergência de voo, realizar operações em terrenos isolados, florestais, com obstáculos e aterrissagens de grandes alturas. Os jovens participantes são capacitados para operar o equipamento TH-67, incluindo manuseio de recursos de cabine, uso da terminologia aeronáutica, meteorologia para aviadores, aerodinâmica de aeronaves com asa rotativa, manobras básicas para o controle da aeronave com altos padrões de segurança, diferentes tipos de voos sobre terreno, conhecimentos básicos necessários para a operação de helicópteros em ambientes hostis e o uso de lentes de visão noturna (NVG). Também inclui uma fase de instrumentação e treinamento em diferentes cidades colombianas para conhecer a operação da aviação de asa rotativa. A moderna cabine dupla dos helicópteros Bell TH-67 reforçará a instrução dos oficiais latino-americanos. “Ao terminarem o curso, os oficiais sairão com uma média de 110 horas de voo e 30 horas em simuladores para garantir que os pilotos tenham todas as condições necessárias para voar em qualquer missão, seja durante o dia ou à noite”, indicou o Ten Cel Pardo. Os países são os encarregados de fazer a transição para as aeronaves que utilizam para desempenhar seus trabalhos. “Ao voltar ao meu país, haverá uma transição para o equipamento nos quais voamos, os helicópteros Bell UH-1H”, disse para a FAC, em 15 de julho, o Segundo-Tenente Fernando Cerna Celaya, da Força Aérea de Honduras. As unidades aéreas desempenham um papel importante no combate contra os agrupamentos do crime organizado transnacional. Segundo o 2o Ten Cerna, o principal desafio que Honduras enfrenta é o narcotráfico, um problema que afeta toda a América Central. “Na luta contra o narcotráfico em setores de difícil acesso, como na Mosquita de Honduras, a única forma de se chegar é por helicóptero, quando as tropas dos diferentes batalhões são mobilizadas e transportadas para esses lugares. Procuramos cumprir as missões da forma mais eficiente possível”, comentou o 2o Ten Cerna. Outro elemento que supõe um perigo importante na América Latina é a possibilidade de haver membros de grupos ilegales “alimentados” pelas economias ilegais como a mineração ilegal ou o narcotráfico. É relevante que os exércitos lidem com outros tipos de equipamentos, armas e ferramentas. “Deve-se levar em conta a necessária modernização dos nossos exércitos para se adaptarem às novas realidades, sobretudo no trabalho contra o crime organizado transnacional”, disse Rubén Sánchez, pesquisador da Universidade do Rosário, em Bogotá, Colômbia. A alta exigência acadêmica, a adaptabilidade aos horários acadêmicos, a cultura e a experiência em voar tornaram-se os desafios imediatos para os alunos durante o desenvolvimento da capacitação nas primeiras semanas. Neste momento, a escola do CACOM 4 é referência no treinamento em helicópteros por seu alto nível educacional. Foi assim que o Governo dos Estados Unidos, através do Comando Sul (SOUTHCOM), “nos deu a responsabilidade de formar as tripulações da América Latina e ser o líder regional no treinamento com helicópteros”, expressou o Ten Cel Pardo. “A Seção Conjunta de Asa Rotativa da missão do Exército dos EUA no Escritório de Cooperação em Segurança da Colômbia está muito satisfeita com o crescimento e o desenvolvimento da escola conjunta de pilotagem em helicóptero da Força Aérea da Colômbia”, disse a Capitão da Força Aérea dos EUA Ruth Meacham, administradora do Programa Conjunto de Asa Rotativa. “O esforço incrível, os conhecimentos e a visão que permitiram que o programa avançasse até ser equivalente a um treinamento do Fort Rucker diz muito sobre a Força Aérea, as Forças Militares e o ministério da Defesa da Colômbia, o SOUTHCOM, assessores e equipe de apoio norte-americanos que contribuíram com o mesmo”, acrescentou. “Com a introdução do helicóptero TH-67, esperamos ter muitos anos mais de treinamento bem sucedido na EHFAA”. A escola de helicópteros tem 32 instrutores altamente capacitados para todas as fases do voo. Todos os anos, 75 alunos são capacitados através de um programa de cinco cursos de pilotos militares. Setenta por cento dos instrutores são da Força Aérea colombiana, mas também participam instrutores da Marinha e do Exército da Colômbia, bem como instrutores convidados de países amigos. No 51º curso de pilotagem militar com asa rotativa, o CACOM 4 incorporou à sua equipe o Capitão Israel Catarino Trejo, oficial piloto do OH-58, da Força Aérea Mexicana, que fortalecerá a instrução dos futuros pilotos que exercerão a soberania em toda a América Latina. Desde a sua fundação, a EHFAA tem instrutores chilenos e peruanos. A forma de garantir a qualidade dos instrutores é através de constante capacitação e busca das últimas técnicas de pedagogia, não apenas na América Latina, mas também na Europa. Nos primeiros dias de agosto, instrutores e funcionários dos Estados Unidos conheceram a metodologia MCC (Multi-Crew Cooperation) da União Europeia para o controle da segurança e coordenações das tripulações em cabine, padronizando-se com as normas internacionais, relatou o CACOM 4. “A escola de helicópteros é uma entidade que garante uma qualidade de segurança, capacitação e treinamento regionalmente, com os mais altos padrões comprovados e certificados pelos Estados Unidos nas melhores condições”, garantiu o Ten Cel Pardo. O alto nível educacional e o excelente desempenho dos pilotos formados na escola do CACOM 4 permitiram que a Colômbia fortaleça seus laços de cooperação e amizade mundialmente. “Este programa nos proporciona um contínuo acompanhamento e apoio dos Estados Unidos, além de fortalecer os laços de amizade com as forças armadas da América Latina, que se beneficiam com a instrução oferecida pela FAC”, concluiu o Ten Cel Pardo.
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